sexta-feira, 6 de abril de 2018

Dê corpo ao teatro e encha a alma!

Foto de Teatro Experimental da Camacha. 


Hoje e amanhã, tem a oportunidade de assistir à reposição da peça "Corpo & Alma", na Casa do Povo da Camacha, de Ilda Teixeira.


Em 1993 a Ilda, um nome maior da Camacha e não apenas do Teatro, pensou, escreveu e levou à cena, "Corpo e Alma", um texto que facilmente nos toca fundo e nos obriga a refletir sobre a forma como encaramos a nossa própria existência! 


Este é um texto intemporal, porquanto, passados 25 anos, não só mantêm-se actual, como ganha maior iimportância e cabimento.

Esta reflexão sobre a dualidade Corpo e Alma, duas entidades diferentes que se completam, cúmplices de uma mesma vida, transfigurada como processo dinâmico de ascenção e queda!


É esta queda, é este desgaste natural que atinge o corpo, tornando-o enrugado, velho e pesado, que contrasta com a alma sempre jovem bela e cheia de energia, clamando por um corpo de igual capacidade, resultando num confronto entre a racional inevitabilidade e a infrutífera vontade de vencer a sua própria natureza!

Este "Corpo" que recusa usa tomar consciência do seu estado de decadência e não aceita morrer, é levado à cena pela novel atriz Alícia Teixeira, um achado do TEC, em confronto com a "Alma" da inigualável Edite, sempre forte, sempre arrebatadora!

A ação arrebata e transporta-nos para um qualquer espaço onde imaginemos estar a acontecer o julgamento da "Alma",com a aparição de "Deus" e do "Diabo", uma personagem dupla brilhantemente desempenhada pelo jovem talento Hugo Carvalho.

Este é mais um fantástico trabalho de encenação do Zé Ferreira, que nos "oferece" um copro que recusa a sua decadência e luta por não morrer, uma alma frustrada por viver num corpo envelhecido de quem se quer libertar e o julgamento do Bem e do Mal!

A sentença? Assistam e sintam ao vivo...

FICHA TÉCNICA E ARTÍSTICA

Encenação: Zé Ferreira
Cenografia: Zé Ferreira
Figurinos: Zé Ferreira
Execução de figurinos: Maria José Freitas
Caracterização: Cristiana Sousa
Coreografia: Zé Ferreira e Carolina Lemos
Seleção Musical: Zé Ferreira
Desenho de Luz: António Freitas
Luminotecnia: Tó Freitas
Sonoplastia: Zé Nóbrega
Direção de Atores: Sara Branco
Produção: Carina Teixeira e Zé Ferreira
Fotografia: Antero Gonçalves

Corpo: Alícia Teixeira
Alma: Edite Silveira
Deus/Diabo: Hugo Carvalho
Corpo de Baile: Catarina Lemos, Cíntia Ribeiro, Andreína Costa e Filipa Mota

CLASSIFICAÇÃO ETÁRIA: M12

sábado, 27 de janeiro de 2018

"A Casa da Montanha"

Hoje e amanhã, em cena na Casa do Povo da Camacha!



SINOPSE

Era uma vez uma história sobre a nossa casa…

“Na Casa da Montanha” situada naquelas terras de sossego, entre as montanhas cheias de nevoeiro, habita uma família que se conserva há muito tempo. Romano e Elsa, os Donos da Casa, os seus cinco filhos e a matriarca Conceição, mantêm uma casa com tradição.

O Dono da Casa tem a sensibilidade certa, como a de um artista, para promover e incentivar a cultura entre os seus.

O jantar que organiza “hoje”, na sua pobre casa, tem o propósito de pedir ao Supremo - entidade máxima - a expansão artística da sua prole pela comarca.

Os filhos imbuídos de um espírito empreendedor, típico das gentes da montanha, envolvem-se nos preparativos das suas performances, relembrando os seus antepassados durante os ensaios, para a noite de espetáculo.

O filho mais velho, Américo, é um mestre nos instrumentos de corda, logo a seguir vem a bailarina da casa, Ascensão; Horácio, o filho do meio, sem a sensibilidade artística dos irmãos, é um atleta completo; das filhas mais novas, a Ilda tem o dom da representação, e a benjamim da casa, a Anjos, tem o dom do canto.

O Dono da Casa, pretende a intervenção do Supremo neste seu propósito, “pois uma semente de guerra” minou as suas pretensões.

Os Líderes locais, imiscuindo-se nos assuntos internos, contrariam as boas práticas que durante anos se instalaram naquela casa e na comarca.

Dizem que “os ventos ruidosos vindos da montanha desestabilizam os habitantes dos vilarejos do sopé da montanha, habituados à letargia, não se identificando com a cultura que de lá vem, aconselhando-os a não se expandirem.”

BILHETEIRA
- Bilhete - €5
- Entre 6 e 9 anos - €3
Classificação etária da peça de teatro: Maiores de 6 anos

terça-feira, 1 de agosto de 2017

39º aniversário da A.D.Camacha

Dia 1 de agosto de 1978! Uma data deveras importante para a nossa Freguesia!

Há 39 anos nasceu a Associação Desportiva da Camacha, não por "geração espontânea", mas como resultado de várias décadas de desporto na nossa então Aldeia.

O currículo é de glória, com Títulos Regionais e Nacionais, no Futebol, no Badminton, no Andebol, no Atletismo e no Bilhar, e é esta capacidade e qualidade de trabalho, que deixam marcas indeléveis deste clube, na Freguesia, Concelho, Região e País!

A A.D.Camacha mostra-se capaz de evoluir continuamente, de procurar novos objetivos, de manter a ambição e a exigência elevada, de dinamizar toda a Freguesia, de ser referência no que toca a trabalho sério, digno, profissional e até inovador!



Os tempos são difíceis, por diversas ordens de razões, e é mais fácil passar o tempo com desculpas e lamúrias, ficar parado, deixar de empreender, deixar de lutar. Mas esse não é o rumo deste Clube!

Há, naturalmente, espaço para a crítica e reivindicação, para dentro e para fora, e será lógico apontar a validade e impacto positivo do trabalho desenvolvido, como motivo bastante para apoios significativos e que o premeiem!

Mas o caminho é, com a participação dos sócios, dos simpatizantes, dos amigos, dos que se interessam por colaborar e até com todos os que apenas criticam, continuar a trabalhar para vencer!

Este é um Clube de todos e para todos!


Parabéns a todos quantos fizeram e fazem parte deste percurso de trabalho, dedicação, empenho, esforço e glória!

#Camacha #ADCamacha #39Anos







terça-feira, 25 de abril de 2017

Liberdade...

Em dia de celebrar a Liberdade, importa refletir sobre o que com ela fazemos, a todos os níveis.

Hoje, porque o acumular de atropelos o dita, convém debruçar-se sobre a qualidade da discussão, quando para ela levamos as "nossas verdades".

Num qualquer tema, Abril trouxe-nos a Liberdade para pensar, ler, escrever, discutir, opinar e expressar, de qualquer forma que queiramos, ou quase, tendo em conta as plataformas digitais. Mas a liberdade de expressão não nos torna juízes.

É comum, rápido e simplista, julgar um qualquer assunto, sem termos posse de todos os elementos, sem conhecermos o que o envolveu, sem sabermos se a "verdade dos factos" que nos apresentam, é-a realmente.

Quando, em lugar de pensamento estruturado e valorização da discussão, respondemos de forma visceral, impetuosa e imediata, facilmente deturpamos a discussão que se impõe. Os valores positivos são facilmente substituídos por ódios, com todos os defeitos que facilmente daí advêm, sendo a ofensa pessoal e o escárnio, das formas mais correntes.

Discutir com elevação não significa ceder à opinião contrária, mas sim contrapor opiniões sem preconceitos e sem verdades absolutas.

Discutir é útil e saudável, e uma das maiores conquistas de Abril, mas hoje devemos meditar sobre a forma como o fazemos. Confronto de ideias, apenas e só! Isso sim, é Liberdade de pensamento!

Quando pensamos com Liberdade, somos livres de preconceitos estanques e capazes de evoluir.

 Quando pensamos ser donos de "uma verdade", tornamo-nos carrascos da Liberdade...

sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

V MOON - Memories Out Of Night

Sábado, 28 de janeiro de 2017,
o Rock está de volta à Camacha e à Casa do Povo!

Este Festival In memoriam, Sérgio Freitas, tem por essência juntar bandas e projetos regionais, de elevada qualidade musical e com um forte espírito de partilha e amizade.

É esta a melhor homenagem ao nosso saudoso amigo Sergio Freitas, ele que foi músico, baixista nos CRF, Rótulo Preto, bandas marcantes na Camacha no final do século, além de promover a música ao vivo no mítico bar "Idem Aspas" e nas diversas atividades da Casa do Povo, que integrou como elemento da Direção.

Venham até à Camacha, viver umas horas de boa música num ambiente saudável, na companhia de amigos, apoiando os projetos regionais!

Alinhamento:

21:00 - Siamese Cancer
» Lourenço Baptista (baixo), Sandro Silva (bateria), Mauricio Garanito (guitarra), Diomar Rocha (voz)


22:00 - Negative Rule
» Claudio Aguiar (baixo), Valério (bateria), Sniper (guitarra), Filipe Sousa (Voz e guitarra)


23:00 - Akoustik Junkies
» Pedro Pereira (baixo), Bernardo Rodrigues (bateria), Hugo Vieira (guitarra), Roberto Vasconcelos (guitarra), Duarte Ferreira (voz)


00:00 - Jamie & The Marx
» Miguel Marques (baixo), Lino Ornelas (bateria), Miguel Apolinario (guitarra), Tiago Silva (voz)

sexta-feira, 22 de julho de 2016

TEC apresenta "Futebol Club"


Ainda a saborear a grande conquista da nossa Seleção de Futebol, no Euro 2016 em França, eis que surge uma oportunidade para celebrar um pouco mais!

Se achava que já chegava, o TEC prova que não! Esta peça é mesmo para assistir e voltar a sentir toda a alegria que o Futebol nos trouxe, há bem pouco tempo!

O cenário, montado no auditório da Casa do Povo da Camacha, transporta-nos, imediatamente, para dentro de campo, onde assistimos do despontar do desporto em Inglaterra à recente conquista, com muita comédia pelo meio.

Desde o "joker" que dá o pontapé de saída, à emoção final, com momentos multimédia que nos arrepiam e fazem tornar a sentir tudo o que nos causou a vitória sobre a França, muita comédia, muita ação e muito Futebol!

E o que é o Futebol? O que nos causa e como o vemos? A Zé Ferreira, com a mestria habitual, mostra-nos a visão do TEC, com cenas "à Monty Pytons", quadros de uma qualquer "vida real", e a figuração de elementos da Freguesia, muito badalados nos últimos tempos!

E tudo pensado, ensaiado e encenado, em tempo record!

Há muito por dizer, com certeza, mas o ideal é você assistir!

Bravo Zé Ferreira, Bravo Teatro Experimental da Casa do Povo da Camacha!

domingo, 27 de março de 2016

AMO-Teatro 2016

https://www.facebook.com/amoteatro/
O espetáculo vai começar!

Está aí o "AMO-TEatro 2016", organizado pelo Teatro Experimental da Casa do Povo da Camacha (TEC).

De 27 de março a 3 de abril, 8 espetáculos de 6 companhias do continente português e 2 da Madeira compõem  o cartaz deste ano, com grandes nomes da arte bem conhecidos do grande público, como Maria Rueff, e as estreias nacionais ‘Diz-me mais dEÇAs’ de Rosa Villa e Susana Cacela, e ‘O Sofá, a Mamã e Eu’ de Valéria Carvalho.

Apesar das dificuldades financeiras, a equipa do TEC consegue, uma vez mais, levar a efeito o maior Festival de Teatro da Madeira, com projeção muito para além da Região, com o selo de garantia da Casa do Povo da Camacha.

Domingo, 27 de março, 20h00 na Casa do Povo da Camacha
A abertura, no "Dia Mundial do Teatro", contará com a apresentação da instalação plástica "Teias", no hall de entrada da Casa do Povo da Camacha, por Délia Santos, filha de pais camacheiros. Esta instalação, que ficará exposta até final do Festival.

Depois, às 21h00, a companhia madeirense Teatro Feiticeiro do Norte, apresenta no Auditório da Casa do Povo da Camacha a ‘Mai maiores qu’essei serras’, com Paula Erra e Élvio Camacho.


Neste trabalho, os dois atores usam um linguajar madeirense para fazer rir e comover-se até às lágrimas, recriando memórias retratadas no conto homónimo de Jorge Sumares, escrito em Abril de 1960”, diz o TEC.

Pode ler-se na sinopse: “Dois velhos, à beira dos 70 ou 80 anos, debaixo dum carvalho, dirigem-se a um forasteiro. Agarram essa oportunidade com o mesmo amor que têm à terra que lhes marca a ‘pélia’ das mãos. Do cerro que nada dava, dum palco vazio, nasce uma récita sem freios”.
 
Segunda feira, 28 de março - Estreia nacional

No segundo dia de Festival, a primeira estreia nacional!

‘Diz-me mais dEÇAs’, um trabalho independente das atrizes Rosa Villa e Susana Cacela, a partir de textos e frases de Eça de Queirós, encenado por António Gonçalves Pereira.

Este é “um ensaio partilhado de forma divertida com o público, em que os atores vão escolhendo e interpretando os textos que supostamente integrariam o espetáculo para o qual estão a ensaiar. O público vai ficando crescentemente surpreendido com a atualidade de textos tão antigo e vive a experiência da construção de um novo espetáculo”.

Terça feira, 29 de março, 21h00 no Auditório da Casa do Povo da Camacha
O TEF – Companhia de Teatro, apresenta neste festival, ‘Xmas qd kiseres’, de Jorge Louraço Figueira, com interpretação de Adriano Martins, Isabel Martins e Simão Telo e encenação de Eduardo Luiz.

Esta é uma peça centrada nas problemáticas que afligem o ensino, contando a história de Nico e Pilim, amigos, companheiros e residentes no Sítio do Bairro que decidem nas vésperas de Natal assaltar a Escola que frequentaram até há pouco tempo e onde conheceram Natália, a professora de Inglês. Esta que apenas consegue ser colocada em regime de substituição e na noite do assalto surpreende os seus ex-alunos na escola.

Quarta feira, 30 de março,  21h00 no Auditório da Casa do Povo da Camacha
O grupo Porta 27, oriundo do Porto, apresenta a peça ‘Pistolas, Pilantras e Problemas’, texto original de Suzanna Rodrigues, encenação de Ricardo Alves e interpretação de Tiago Lourenço e Cristovão Carvalheiro.

Esta é uma história de uma quase pistola, dois pilantras e uma infinidade de problemas num assalto a um banco. Dois atores que são obrigados a partilhar o mesmo palco e a lidar dificilmente um com o outro.

Quinta feira, 31 de março - Estreia nacional no Teatro Municipal Baltazar Dias
Valéria de Carvalho, uma atora de grandíssima qualidade e créditos firmados, faz no AMO-Teatro a estreia nacional da peça ‘O Sofá, a Mamã e Eu’, com textos de Rita Ferro, Valéria Carvalho e Lamberto Carrozzi, produção de Âmago, Arte e Cultura.

A peça é uma comédia dramática deliciosa que reflete o quotidiano de uma mãe trabalhadora e do seu filho a sair da adolescência, com a particularidade de Valéria de Carvalho contracenar com o seu próprio filho, João Pedro Carvalho Lima.

Sexta feira, 1 de abril, 21hoo no Auditório da Casa do Povo da Camacha

Sexta feira é um dia diferente no AMO-Teatro deste ano. Começa com o Teatromosca que leva ao palco a peça ‘Fahrenheit 451’, de Ray Bradbury, com os atores Filipe Araújo e Rute Lizardo.

Este trabalho é um romance num futuro onde todos os livros são proibidos, opiniões próprias são consideradas antissociais e hedonistas, e o pensamento crítico é suprimido. O personagem central, Montag, trabalha como ‘bombeiro’ (o que significa ‘queimador de livro’). O número 451 é a temperatura (em graus Fahrenheit) da queima do papel, equivalente a 233 graus Celsius. Este espetáculo estreou no Théâtre de la Tête Noire, em Orléans (França).

Depois desta peça, a organização convida toda a população a participar na festa AMO-TEatro, no Largo da Igreja Matriz da Camacha, com atuações do Grupo Folclórico da Camacha, dos Camachofones e das parodiantes do TEC – as DIVAS.

Assim teremos, no AMO-TEatro, uma festa de cariz popular, bem ao jeito camacheiro!

Sábado, 2 de abril às 21h30 no Teatro Municipal Baltazar Dias
Um dos maiores destaque deste Festival é, sem dúvida, "António e Maria", uma peça de António Lobo Antunes, interpretada pela grande atriz Maria Rueff (Meridional Teatro) e encenação de Miguel Seabra.

O espetáculo é uma procura, uma surpresa, um monólogo múltiplo de mulheres. Vozes mutantes num corpo iluminado. Um exercício, por assim dizer, de doméstico sublime. Aproveitando uma lição simples do escritor Lobo Antunes para a vida toda: “Espreitar para dentro de uma bota porque às vezes há coisas.”

Domingo, 3 de abril às 21h00, no Auditório da Casa do Povo da Camacha
O "AMO-Teatro 2016" fecha a cortina com a peça ‘O vosso pior pesadelo’, do grupo Art’Imagem, interpretado por Flávio Hamilton, Miguel Rosas e Pedro Carvalho, com encenação de José Leitão.

Este trabalho é uma comédia negra parodiando obscenamente agressões físicas e mentais perpetradas sobre um prisioneiro, de uma prisão de alta segurança, procurando chegar ao público para que este participe, física e mentalmente, num exercício ‘quase’ sadomasoquista.

A peça pretende questionar a impunidade que atravessa a nossa sociedade e as muitas formas de violência que se abatem sobre os cidadãos.

Bilhetes
Porque tudo isto envolve custos elevados, os espetáculos serão pagos, naturalmente. Numa altura em que se torna cada vez mais óbvia a necessidade de investir em cultura, esta é uma oportunidade perfeita para o fazer!

Os bilhetes terão o valor de 5 euros para o auditório da Casa do Povo da Camacha e de 12,5 para o Teatro Municipal Baltazar Dias.

Não deixe passar a oportunidade e assista a Teatro e apoie a cultura!

Fonte: DN Madeira (5 sentidos, 20 de março de 2016)

sexta-feira, 25 de março de 2016

Concerto de Páscoa da Banda Paroquial de São Lourenço

Domingo, a Banda Paroquial de São Lourenço realiza o seu habitual "Concerto de Páscoa", na Igreja Matriz da Camacha, pelas 19h30.

A Igreja Matriz, em processo de recuperação e restauro, é mais que um templo religioso, contando com uma atmosfera acolhedora e com uma acústica fantástica. Um local perfeito para concertos.

A juntar a isto, a Banda Paroquial de São Lourenço tem vindo a apresentar-se com crescente qualidade e dinamismo, o que se reflete em palco, em espetáculos de grande impacto e interesse.

Desta vez, o espectáculo, de entrada livre, conta com a participação de dois solistas convidados, Alexandra Teixeira (flauta) e Rodrigo Freitas (trompa).

Portanto, e nas palavras dos responsáveis da Banda Paroquial de São Lourenço, esta “será uma oportunidade de acabar em grande o tradicional Domingo de Páscoa e num local privilegiado, ouvindo boa música”.



quarta-feira, 23 de março de 2016

Jogos da Quaresma

O Largo Conselheiro Aires de Ornelas volta a ser palco dos "Jogos da Quaresma".

Este evento, organizado pelo Grupo Folclórico da Casa do Povo da Camacha, é uma oportunidade para partilhar momentos de convívio e aprender jogos tradicionais.

Um verdadeiro e único encontro de gerações!

XXIV Edição dos Jogos Tradicionais da Quaresma
Dias 24 e 25 de março de 2016.

Dia 24 de março
Jogo do Loto - a partir das 14h00

Dia 25 de Março
Jogo do Loto
Jogos Tradicionais da Quaresma
A partir das 15h00




Exemplos de jogos tradicionais desta altura do ano

Jogo do Balamente ou Balamento:Foto de Grupo Folclórico da Casa do Povo da Camacha.

quinta-feira, 3 de março de 2016

Peça roubada foi recuperada pela PSP!

Excelente notícia!

A PSP conseguiu localizar e recuperar, intacta, a peça escultórica do monumento histórico que assinala o lugar onde se jogou futebol pela primeira vez em Portugal, em 1875.
Lembro que havia sido arrancada pela base e furtada na madrugada de terça-feira, no Largo Conselheiro Aires de Ornelas, na Camacha.

Segundo foi possível apurar, a peça encontrava-se numa sucata do Caniço, tendo a PSP (Esquadra de Investigação Criminal da Divisão Policial de Machico) identificado o vendedor e o proprietário da sucata.
Esperemos que, brevemente, a peça retome o seu devido lugar, havendo intenção da Junta de Freguesia de proceder a uma merecida recuperação/requalificação de todo o monumento.

quarta-feira, 2 de março de 2016

Atentado Patrimonial

 
O Património da Camacha foi vandalizado, sofreu um duro e vil ataque!

A peça escultórica do monumento histórico que assinala o lugar onde se jogou futebol pela primeira vez em Portugal, em 1875, foi furtada, arrancada pela base!


Perde-se o monumento, perde-se um "pedaço" de história, perde-se um marco da Vila, perde-se muito, pelo que urge localiza-la de imediato, esperando que não tenha sofrido danos de maior.

O que é o Monumento ao Futebol

Época de Construção: 1969
Autor: Amândio de Sousa

Refira-se que foi no velho campo da Achada da Camacha (espécie de baldio à inglesa, arrelvado) que na nossa região se despertou para a prática desportiva moderna com a introdução da 1ª bola de futebol, a qual Harry Hinton trouxera de Inglaterra, onde estudava, dando assim início aos primeiros encontros de futebol que há memória no nosso país, decorria o ano de 1875. "

Nélio Nunes in Levantamento do Património Imóvel do Concelho de Santa Cruz


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"Em 1969, Amândio de Sousa voltaria a trabalhar concebendo uma escultura em bronze, de formas puristas, que constituiu a primeira obra abstracta ao ar livre, inaugurada fora do Funchal, num agenciamento simétrico de planos e curvas, e que na altura mereceu algumas críticas, pelo seu carácter não representativo, como seria de esperar.

  (...)Alguns anos mais tarde as entidades oficiais decidiram “restaurar” a base da peça, alterando a sua aparência sem ter consultado o escultor."

in "As Artes Plásticas na Madeira (1910 - 1990)", de António Carlos Jardim Valente




sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

Cortejo de Carnaval das EB1PE da Camacha


quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Carnaval, mas pouco...

A Camacha tem sido uma das Freguesias com maior número de atividades ao longo do ano, particularmente no que concerne a datas festivas, como o Carnaval. Mas este ano não será assim...

Felizmente, na sexta feira, as Escolas Básicas cumprem a tradição e realizam o seu Cortejo, com a cooperação e co-organização da Junta de Freguesia.

Não há duvidas que é um momento alto, pela alegria das crianças,  mostrando o trabalho desenvolvido em contexto escolar, que os pais e familiares não deixam de acompanhar de perto. Uma manhã em cheio!

No entanto, com o encerramento da "Tasca O Casimiro", e a não realização do habitual "Baile do Clube 26", a oferta em termos de animação de Carnaval é diminuta, limitando-se ao "Baile dos Travestis", organizado pelo Teatro Experimental da Casa do Povo da Camacha.

O objetivo é a angariação de fundos, tendo em vista a realização do "Festival AMO-Teatro 2016", com o selo de qualidade TEC!

Esta é uma iniciativa louvável, tanto mais que reafirma a dinâmica de quem deita mãos ao trabalho e procura ultrapassar todas as dificuldades financeiras que se agravam continuamente. É assim na Casa do Povo, é assim no TEC!

Não percam a oportunidade de usufruir desta sexta feira de grande folia na Camacha! Até porque, infelizmente, será mesmo o único dia...

Como já é amplamente sabido, não se realiza o Cortejo de Carnaval do domingo, há muito organizado pela Casa do Povo da Camacha e, desde 2015, em parceria com a Junta de Freguesia.

Esta não foi uma decisão fácil nem tomada levianamente, pela importância que o evento tem, tendo a Casa do Povo e a Junta de Freguesia avaliado, em conjunto, várias soluções, perante o impacto da não realização, mas não foi possível evitar o pior cenário. Porquê?

O que é o "Cortejo de Carnaval da Camacha"
Sendo tema que merece ser abordado separadamente, a Camacha está na génese de vários cortejos e eventos Regionais, como a "Festa da Flor" e o "Cortejo Trapalhão", o que, juntando à tradição popular de sair para a rua mascarados, vinca a importância do Carnaval nesta Freguesia.

Há longos anos, a Casa do Povo passou a organizar o "Cortejo", fixando-o no domingo de Carnaval, incentivando e premiando a participação, de crianças, jovens, adultos e seniores, individualmente ou em grupos organizados.

O percurso teve várias versões, mas sempre com uma volta à Achada e terminando no Ringue, onde os participantes desfilam perante um Juri, para a atribuição dos prémios préviamente definidos.

Aberto a todos e com cariz vincadamente popular e trapalhão, sempre foi natural acontecer sátira e crítica social e política, tornando-se imagem de marca. Rir com a crítica é próprio do Carnaval, como até a mim aconteceu, sem que isso se deva levar a mal. É Carnaval e há que ter espírito e "poder de encaixe".

Portanto, o Cortejo sempre foi espaço livre, para crítica, sátira, imaginação, diversão e todos o que de bom o Carnaval tem.

A participação
Ao longo dos anos tem variado o número de participantes, notando-se a diminuição, particularmente de troupes organizadas, algo que importa analisar.

No caso de "Troupes de Carnaval", apesar dos convites e do esforço feito no sentido de atrair a sua participação, o entrave é financeiro. Uma troupe tem custos e é natural que procurem rentabilizar ou minimizar o investimento, participando em Cortejos onde são remunerados.

No caso dos grupos mais, digamos populares de temas satíricos, que muito agradam e que dão um cariz mais local e divertido ao Cortejo, a questão pode ter várias razões.

Desde logo o desinteresse pela participação, pelo trabalho que dá, pela dedicação que exige e pela disponibilidade de tempo que cada um vai tendo para isso.

Também há opiniões segundo as quais o Júri atribui o prémio sempre aos mesmo e que, por isso, não vale a pena. Bom, ser Júri é difícil e sempre sujeito a crítica, porque a avaliação é subjetiva, embora com critérios definidos.

A organização tem procurados escolher pessoas não ligadas à Casa do Povo, mas é impossível agradar a todos, agora, discordo em absoluto dessa ideia de que ganham sempre os mesmos.

É verdade que há grupos que participam sempre e que se preparam com cuidado, mas em momento algum a organização decide ou influencia na escolha.

Portanto, é legítimo querer o melhor prémio, mas não mais do que a escolha do Júri.

Os custos
Para a realização de um cortejo como este, é necessário garantir condições de segurança e cumprir com as regras e leis que estipulam a obrigatoriedade de policiamento, o que tem custos inerentes e incontornáveis, suportados pela organização.

Também a animação tem custos, muito para além da logística de palco, com equipamento de som e animação, seja DJ ou artista de variedades.

Os prémios atribuídos aos participantes, conjuga produtos e serviços oferecidos pelo comércio local, com valores monetários, o que, somando todas as variáveis, significa um investimento global mínimo de 1500€.

O financiamento
Como em todas as atividades e eventos da Casa do Povo, é o seu próprio orçamento a suportar a maior parte dos custos.

Para tal, é elaborado o "Plano de Atividades e Orçamento" anual, que é remetido às Entidades Públicas, de forma a obter os apoios financeiros necessários, quer para os mesmos, quer para o próprio funcionamento da Casa do Povo.

Nos últimos anos os cortes em apoios governamentais têm sido de grande monta, mas existem e há abertura para adequar e comportar maior apoio, face à importância e impacto positivo da ação da Casa do Povo.

Já no que toca às autarquias, a Junta de Freguesia está sempre na linha da frente para apoiar e participar como parceira, sem que a Câmara Municipal demonstre a mesma abertura. Não há apoio financeiro e o apoio logístico de funcionamento, que era dispensado às instituições, desapareceu.

Assim, é natural que se tenham de tomar opções, e maior critério nos eventos para que há capacidade efetiva de realizar.

O comércio local é um parceiro fundamental, mas as diminutas receitas obtidas contribuem para a incapacidade financeira. No entanto há que realçar que a grande maioria dispensa apoio, atribuindo prémios em forma de vales de compra.


A solução?
Porque importa realizar o "Cortejo de Carnaval", faço votos para que, em anos futuros, as dificuldades financeiras sejam ultrapassadas.

Para tal, o comércio local terá de ter uma participação mais forte, porque o evento atrai visitantes à Vila, mas, porque tem de ser propósito de uma Autarquia, o apoio e o incentivo ao dinamismo cultural, desportivo, social e comercial local, importa que se efetivem investimentos financeiros, dotando os eventos de animação com qualidade e capacidade de atrair participantes e assistência.

Não se trata de comprar feito, ou desbaratar recursos, trata-se de investir no dinamismo!

E porque esse dinamismo parte, desde logo, de casa, é fundamental que todos os grupos, instituições, clubes e associações participem, ativamente, em troupes, individualmente, ou de qualquer outra forma, mas contribuindo para engrossar o numero e qualidade do Cortejo.


sábado, 23 de janeiro de 2016

2015 em revista - Eventos

Qualquer altura é boa para analisar o caminho percorrido e pensar em mudanças, inovações, ajustes, novos projetos ou simplesmente aplicar fórmulas que mostraram sucesso. Porque 2016 está apenas a iniciar, proponho-me destacar o que de maior impacto se fez em 2015.

2015 foi um ano marcado por eventos, realizações, inovações e novos projetos, que marcaram a Vila e lhe deram forte presença mediática. De forma necessáriamente sucinta, destaco a Super especial do Rali, o Moda Camacha e o ART'Camacha.


Super especial do Rali na Camacha
Longe vão os anos do "nosso Rali", mas a aposta no regresso da "Super-Especial" foi importante, tanto mais que, acompanhada pela inovação no trajeto, trouxe a emoção ao coração da Vila!

O fluxo de público beneficiou, desde logo, o comércio local, gerando receitas fundamentais para um setor em dificuldades. Mas, além do imediatismo, este número expressivo de visitantes foi também oportunidade para promover as diversas ofertas da Vila. Com preparação e qualidade, o impacto é positivo e direto.

Nota de destaque para as festas promovidas pelos bares, com o Bilha e o Casimiro a apostarem em animação DJ, o que permitiu ao muito público permanecer na Vila depois da prova.

Esta foi uma aposta ganha, muito pelo empenho do Presidente da Junta de Freguesia, que tem tudo para ser repetida este ano, previsivelmente no sábado do Rali, dada a rotatividade estabelecida entre as "sedes" da prova (Camacha, Santa Cruz e Machico).

Como em tudo, há sempre espaço para melhorar, nomeadamente avaliando, se este trajeto não teria maior emoção e capacidade de atração de público, sem a subida do Caminho da Madeira e com uma dupla volta à Achada, além de algumas questões pontuais de segurança, algo que a organização faz sempre e bem.


Moda Camacha
O evento foi criado pelo estilista Tiago Gonçalves, e teve a primeira edição no Camacha Shopping. Em 2015, a Câmara Municipal e Junta de Freguesia lançaram o desafio de se trazer o evento para a rua, para o centro da Vila, se possível ao ar livre, integrando a celebração dos 500 anos de Santa Cruz.

A festa de lançamento, na Tasca "O Casimiro", foi o primeiro momento de sucesso. Uma noite de glamour, com desfile e performance das modelos do estilista, e a presença de muita gente, e um ambiente muito agradável, num espaço cuidadosamente decorado.

Quanto ao evento em si, o espaço escolhido foi o largo da Achada, com o apoio "O Casimiro", onde, porque a data aconselhava prudência, e em acordo com as Autarquias locais, foi feita a montagem de uma tenda, dentro da qual se ergueu o palco e toda a passadeira.

O desafio era exigente, mas a qualidade do trabalho do estilista, colaboradores e colegas convidados, resultou em sucesso, com muito mediatismo e impacto positivo na imprensa, sempre com o nome "Camacha" acopolado, o que diz bem da promoção resultante para a Vila.

Infelizmente, não faltaram críticas inusitadas com argumentos descabidos, atacando a montagem da tenda, a obrigatoriedade de bilhete pago para o dia e o condicionamento no acesso ao WC público do Largo da Achada, ainda que limitado a meia dúzia de horas. Um evento com esta grandeza não merecia.

Lamentável, sobremodo, a falta de apoio e cooperação camarária. Sendo um evento dos 500 anos, a comparticipação financeira era justa e lógica, mas apenas, e uma vez mais, a Junta de Freguesia esteve na linha da frente. Os custos foram repartidos entre o organizador, a Junta de Freguesia e o patrocinador "O Casimiro".


ART'Camacha
Não é novidade, este Festival de Cultura é o ponto alto do ano na Vila da Camacha. Ao longo dos anos tem sofrido ajustes diversos, inovações, e crescentes dificuldades.

Este 2015 a "Eira da Elsa" foi a grande inovação, tornando o espaço, onde a Cristiana Sousa instalou o projeto "Cúpula", num fantástico local de concertos, intimistas e de qualidade enorme! Uma aposta ganha, com o contributo do Higino, que planeou o alinhamento dos concertos.

Também inovação, fizeram-se workshop dedicados ao vime e ao folclore.

No caso do vime, o artesão local, Alcino Góis, proporcionou a experiência de fazer um pequeno cesto, com os interessados a terem um contacto prático com esta arte.

No caso do Folclore, foi possível experimentar jogos de roda com Grupo do Rochão e dançar com os grupos de fora da Madeira, participantes no Festival.

No palco principal, o vasto e eclético programa, manteve o nível elevado de qualidade, com vários pontos altos, como a Festival de Folclore, a noite do Teatro, a noite dedicada ao rock e o desfile do Tiago Gonçalves.

Portanto, num cenário de dificuldades financeiras e sem apoio financeiro da Câmara, sendo, uma vez mais, a Junta de Freguesia a entidade que mais apoio dedicou a um evento desta grandeza, foi com enorme esforço da direção da Casa do Povo, dos seus colaboradores e dos grupos e artistas envolvidos, que se fez um Festival cada vez mais apostado em inovar, apostando na interação com o público e primando pela cultura.

Investimento social é proporcionar crescimento cultural
A Capital da Cultura da Madeira merece apoio ao nível da capacidade que, continuamente, comprova ter para dinamizar e organizar.

Instituições, grupos e artistas, fazem muito com pouco, pelo que é urgente acarinhar e apoiar concretamente, quer ao nível governamental, quer, especificamente, ao nível autárquico.

Eventos que impulsionam a economia local, que dinamizam a imagem da Freguesia, que apostam na cultura, desporto ou mesmo entretenimento de qualidade, merecem esse apoio.

Apoiar acontecimentos com estas valências é, também, investimento social, pelo impulso descrito acima e, mais ainda, por proporcionar a toda a população, momentos de diversão, de aculturação e de atividade, de convívio, de festa, com impacto positivo na sua auto estima, algo intrinsecamente ligado à capacidade produtiva.

Apostar na dinâmica da Camacha, não é gasto, é investimento merecido!

domingo, 27 de dezembro de 2015

Tradição, inovação ou nada disso?

A "Noite de Natal" na Camacha é mágica! Aliás, toda a quadra natalícia!

E não apenas na rua, no centro, na Igreja, ou em qualquer outro lugar em específico. O Natal é vivido de forma intensa e especial na Camacha.

A "Noite de Natal" é, pois, o expoente máximo desta vivência. É um orgulho vivê-la, ano após ano, de formas por vezes diferentes, mas com a mesma mescla de bons sentimentos e gozando o ambiente ímpar, que o centro da Camacha oferece.

É tradição o comércio estar aberto madrugada fora, acontecerem cânticos, bailinhos e despiques espontâneos, haver partilha de uma bebida e um petisco que se leva para numa sacola ou no porta bagagem do carro, enfim, há toda uma envolvência que atrai uma multidão de gente à Capital da Cultura Tradicional da Madeira, nesta noite.

Por isto, julgo que importa refletir sobre o rumo que esta noite segue, tendo em conta a animação e a venda ambulante (barraquinhas de comes e bebes, de bugigangas, etc).

É legítimo e legal, que os estabelecimentos do centro da Vila apostem em animação, mas parece-me exagerado e descontextualizado o ambiente de DJ em torno da Igreja Antiga.

Claro que há quem goste e queira passar a noite ao som de DJ, mas desvirtua o ambiente Natalício, numa centralidade que merecia mais tradição.

Já se provou ser possível haver consenso entre os comerciantes desta zona, e urge que se tente ultrapassar diferendos, tanto mais quando se verifica que não há oferta complementar, apenas similares e que acabam por provocar confusão sonora no espaço entre elas, também frequentado por quem procura viver a sua tradição de Natal.

Portanto, aceito e respeito quem procura passar esta noite ao som de um DJ, até porque já o fiz, mas parece-me que pode e deve haver consenso de forma a que essa oferta exista sem atropelos e sem exageros.

Na mesma linha, prefiro a Achada sem ar de arraial nesta noite. É óbvio que os comerciantes que lutam durante todo o ano, apoiando as festas, a feira de artesanato e agricultura, devem estar presentes nesta noite, não levanta discussão. No entanto, o numero exagerado de barracas e o tipo de oferta que se apresentou, não me parecem adequadas.

Certo, são os comerciantes que procuram a Camacha e querem fazer negócio nesta noite, mas, por não ser um arraial, pela envolvência tradicional e sentimental desta noite, parece-me desadequado que se torne nisso mesmo.

Passar pela Achada nessa noite, foi respirar e cheirar ar de arraial, para não falar de música em atropelos e nada natalícia, nem pouco mais ou menos. Fiquei com pena... Entendo que é legítimo, mas não concordo com o exagero.

Termino com a estranheza de ter uma barraca de poncha no adro da Igreja...

Independentemente disto, espero que todos tenham tido sucesso, porque trabalhar numa noite destas é duro e faz-se porque se tenta ter uma vida melhor, proporcioná-la à nossa família ou até para melhorar a saúde financeira de um pequeno negócio, de quem dependem famílias, pessoas reais e não apenas dígitos em estatísticas, e isso merece respeito.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

Noite de Natal na Camacha!


Vem aí mais uma noite verdadeiramente mágica na Camacha!

À parte a animação mais comercial e o excesso de barracas, a noite é caracterizada pela magia do Natal, pelo espírito que nos faz humanos, pela partilha, pelo convívio em amizade e família, e pela espontaneidade de cânticos e balinhos e despiques, bem tradicional!

A "Romagem dos Pastores" é um ponto alto! Imperdível!

Que venha a noite, não falte a magia e que sobre a boa energia e ambiente fraterno!

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

Memories Out Of Night

Sábado, dia 19 de dezembro, o Núcleo de Música da Casa do Povo da Camacha organiza a 4ª edição do Festival Rock, que surgiu em homenagem a tudo aquilo que representa o saudoso Sergio Freitas, desaparecido precocemente em 2012.

O Festival decorre no Auditório da Casa do Povo da Camacha e conta com a participação de projetos e bandas diversos:

20h10 - Amali
20h35 - Clube Rock EB23 da Camacha
21h10 - Filipe, Negative Rule
21h30 - Non Sense
22h30 - Alternative Moments 23h30 - ATA
00h30 - Calamity Islet

Tocando ou assistindo, o mais importante é vivermos horas de boa música num ambiente saudável, na companhia de amigos, apoiando os projetos regionais, ou seja, atingindo aquilo que o Sérgio sempre defendeu! Venham daí!

https://www.facebook.com/events/466105800235826/

sábado, 27 de junho de 2015

Futebol de Salão de volta à Camacha

Em tempos idos, o "Futebol de Salão" era praticado no nosso "Largo da Achada", com a realização de diversos Torneios, muito afamados e participados.

Ao longo de muitos e bons anos assim foi, na sequência do que tinha já sido o "Hóquei em Sapatilhas", mas com a inauguração do Pavilhão Gimnodesportivo, essa prática decaíu e até deixou de acontecer.

Este ano, a Secção Desportiva da Casa do Povo da Camacha meteu mãos à obra e relançou a modalidade, que difere do Futsal, quer nas regras, quer na própria bola.

Grosso modo, as tabelas podem ser utilizadas, a bola é mais pequena e pesada, não podendo ser jogada acima da cintura (aproximadamente), e os golos não podem ser obtidos dentro de área,

A partir de hoje e durante todo o Verão, voltam as noites quentes na Achada, com um evento que não pode deixar de acontecer, na Freguesia onde se jogou Futebol, pela primeira vez em Portugal, no ano 1875.

Uma palavra final para o excelente trabalho gráfico e comunicação do evento, acompanhando os bons exemplos e demonstrando um elevado grau de profissionalismo.

Confira a página do Torneio.

segunda-feira, 25 de maio de 2015

78º aniversário da Casa do Povo da Camacha

Uma das entidades de maior referência da Camacha, com projeção muito além da Região, celebra hoje 78 anos de existência ininterrupta.

Contribuindo decisivamente para a afirmação da Camacha no panorama cultural, através dos seus grupos de Folclore, Teatro, Coral e Tuna de Bandolins, que permanecem em intensa atividade,

A nível desportivo, a Secção Desportiva tem equipas a competir no atletismo e futsal, desenvolvendo diversas atividades de desporto para todos.

São inúmeras as valências, com oferta formativa de nível profissional, explicações escolares e muito mais, com especial incidência para o apoio social, com um "Centro de Convívio" e diversas iniciativas de apoio aos menos afortunados da Freguesia.

Esta é uma casa especial, diferente de todas as outras, com uma dinâmica sempre em crescendo e com atividades com o ART'Camacha, que projetam a Vila para patamares de excelência.

No próximo dia 30, assinalando o 78º aniversário, decorrerá um concerto muito especial, juntando a Tuna de Bandolins e a Banda Paroquial, no auditório da Casa do Povo.

Não perca, este é mais um evento de grande nível cultural na Camacha, e você tem mesmo de assistir!