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sexta-feira, 6 de abril de 2018

Dê corpo ao teatro e encha a alma!

Foto de Teatro Experimental da Camacha. 


Hoje e amanhã, tem a oportunidade de assistir à reposição da peça "Corpo & Alma", na Casa do Povo da Camacha, de Ilda Teixeira.


Em 1993 a Ilda, um nome maior da Camacha e não apenas do Teatro, pensou, escreveu e levou à cena, "Corpo e Alma", um texto que facilmente nos toca fundo e nos obriga a refletir sobre a forma como encaramos a nossa própria existência! 


Este é um texto intemporal, porquanto, passados 25 anos, não só mantêm-se actual, como ganha maior iimportância e cabimento.

Esta reflexão sobre a dualidade Corpo e Alma, duas entidades diferentes que se completam, cúmplices de uma mesma vida, transfigurada como processo dinâmico de ascenção e queda!


É esta queda, é este desgaste natural que atinge o corpo, tornando-o enrugado, velho e pesado, que contrasta com a alma sempre jovem bela e cheia de energia, clamando por um corpo de igual capacidade, resultando num confronto entre a racional inevitabilidade e a infrutífera vontade de vencer a sua própria natureza!

Este "Corpo" que recusa usa tomar consciência do seu estado de decadência e não aceita morrer, é levado à cena pela novel atriz Alícia Teixeira, um achado do TEC, em confronto com a "Alma" da inigualável Edite, sempre forte, sempre arrebatadora!

A ação arrebata e transporta-nos para um qualquer espaço onde imaginemos estar a acontecer o julgamento da "Alma",com a aparição de "Deus" e do "Diabo", uma personagem dupla brilhantemente desempenhada pelo jovem talento Hugo Carvalho.

Este é mais um fantástico trabalho de encenação do Zé Ferreira, que nos "oferece" um copro que recusa a sua decadência e luta por não morrer, uma alma frustrada por viver num corpo envelhecido de quem se quer libertar e o julgamento do Bem e do Mal!

A sentença? Assistam e sintam ao vivo...

FICHA TÉCNICA E ARTÍSTICA

Encenação: Zé Ferreira
Cenografia: Zé Ferreira
Figurinos: Zé Ferreira
Execução de figurinos: Maria José Freitas
Caracterização: Cristiana Sousa
Coreografia: Zé Ferreira e Carolina Lemos
Seleção Musical: Zé Ferreira
Desenho de Luz: António Freitas
Luminotecnia: Tó Freitas
Sonoplastia: Zé Nóbrega
Direção de Atores: Sara Branco
Produção: Carina Teixeira e Zé Ferreira
Fotografia: Antero Gonçalves

Corpo: Alícia Teixeira
Alma: Edite Silveira
Deus/Diabo: Hugo Carvalho
Corpo de Baile: Catarina Lemos, Cíntia Ribeiro, Andreína Costa e Filipa Mota

CLASSIFICAÇÃO ETÁRIA: M12

sábado, 27 de janeiro de 2018

"A Casa da Montanha"

Hoje e amanhã, em cena na Casa do Povo da Camacha!



SINOPSE

Era uma vez uma história sobre a nossa casa…

“Na Casa da Montanha” situada naquelas terras de sossego, entre as montanhas cheias de nevoeiro, habita uma família que se conserva há muito tempo. Romano e Elsa, os Donos da Casa, os seus cinco filhos e a matriarca Conceição, mantêm uma casa com tradição.

O Dono da Casa tem a sensibilidade certa, como a de um artista, para promover e incentivar a cultura entre os seus.

O jantar que organiza “hoje”, na sua pobre casa, tem o propósito de pedir ao Supremo - entidade máxima - a expansão artística da sua prole pela comarca.

Os filhos imbuídos de um espírito empreendedor, típico das gentes da montanha, envolvem-se nos preparativos das suas performances, relembrando os seus antepassados durante os ensaios, para a noite de espetáculo.

O filho mais velho, Américo, é um mestre nos instrumentos de corda, logo a seguir vem a bailarina da casa, Ascensão; Horácio, o filho do meio, sem a sensibilidade artística dos irmãos, é um atleta completo; das filhas mais novas, a Ilda tem o dom da representação, e a benjamim da casa, a Anjos, tem o dom do canto.

O Dono da Casa, pretende a intervenção do Supremo neste seu propósito, “pois uma semente de guerra” minou as suas pretensões.

Os Líderes locais, imiscuindo-se nos assuntos internos, contrariam as boas práticas que durante anos se instalaram naquela casa e na comarca.

Dizem que “os ventos ruidosos vindos da montanha desestabilizam os habitantes dos vilarejos do sopé da montanha, habituados à letargia, não se identificando com a cultura que de lá vem, aconselhando-os a não se expandirem.”

BILHETEIRA
- Bilhete - €5
- Entre 6 e 9 anos - €3
Classificação etária da peça de teatro: Maiores de 6 anos

sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

V MOON - Memories Out Of Night

Sábado, 28 de janeiro de 2017,
o Rock está de volta à Camacha e à Casa do Povo!

Este Festival In memoriam, Sérgio Freitas, tem por essência juntar bandas e projetos regionais, de elevada qualidade musical e com um forte espírito de partilha e amizade.

É esta a melhor homenagem ao nosso saudoso amigo Sergio Freitas, ele que foi músico, baixista nos CRF, Rótulo Preto, bandas marcantes na Camacha no final do século, além de promover a música ao vivo no mítico bar "Idem Aspas" e nas diversas atividades da Casa do Povo, que integrou como elemento da Direção.

Venham até à Camacha, viver umas horas de boa música num ambiente saudável, na companhia de amigos, apoiando os projetos regionais!

Alinhamento:

21:00 - Siamese Cancer
» Lourenço Baptista (baixo), Sandro Silva (bateria), Mauricio Garanito (guitarra), Diomar Rocha (voz)


22:00 - Negative Rule
» Claudio Aguiar (baixo), Valério (bateria), Sniper (guitarra), Filipe Sousa (Voz e guitarra)


23:00 - Akoustik Junkies
» Pedro Pereira (baixo), Bernardo Rodrigues (bateria), Hugo Vieira (guitarra), Roberto Vasconcelos (guitarra), Duarte Ferreira (voz)


00:00 - Jamie & The Marx
» Miguel Marques (baixo), Lino Ornelas (bateria), Miguel Apolinario (guitarra), Tiago Silva (voz)

sexta-feira, 22 de julho de 2016

TEC apresenta "Futebol Club"


Ainda a saborear a grande conquista da nossa Seleção de Futebol, no Euro 2016 em França, eis que surge uma oportunidade para celebrar um pouco mais!

Se achava que já chegava, o TEC prova que não! Esta peça é mesmo para assistir e voltar a sentir toda a alegria que o Futebol nos trouxe, há bem pouco tempo!

O cenário, montado no auditório da Casa do Povo da Camacha, transporta-nos, imediatamente, para dentro de campo, onde assistimos do despontar do desporto em Inglaterra à recente conquista, com muita comédia pelo meio.

Desde o "joker" que dá o pontapé de saída, à emoção final, com momentos multimédia que nos arrepiam e fazem tornar a sentir tudo o que nos causou a vitória sobre a França, muita comédia, muita ação e muito Futebol!

E o que é o Futebol? O que nos causa e como o vemos? A Zé Ferreira, com a mestria habitual, mostra-nos a visão do TEC, com cenas "à Monty Pytons", quadros de uma qualquer "vida real", e a figuração de elementos da Freguesia, muito badalados nos últimos tempos!

E tudo pensado, ensaiado e encenado, em tempo record!

Há muito por dizer, com certeza, mas o ideal é você assistir!

Bravo Zé Ferreira, Bravo Teatro Experimental da Casa do Povo da Camacha!

domingo, 27 de março de 2016

AMO-Teatro 2016

https://www.facebook.com/amoteatro/
O espetáculo vai começar!

Está aí o "AMO-TEatro 2016", organizado pelo Teatro Experimental da Casa do Povo da Camacha (TEC).

De 27 de março a 3 de abril, 8 espetáculos de 6 companhias do continente português e 2 da Madeira compõem  o cartaz deste ano, com grandes nomes da arte bem conhecidos do grande público, como Maria Rueff, e as estreias nacionais ‘Diz-me mais dEÇAs’ de Rosa Villa e Susana Cacela, e ‘O Sofá, a Mamã e Eu’ de Valéria Carvalho.

Apesar das dificuldades financeiras, a equipa do TEC consegue, uma vez mais, levar a efeito o maior Festival de Teatro da Madeira, com projeção muito para além da Região, com o selo de garantia da Casa do Povo da Camacha.

Domingo, 27 de março, 20h00 na Casa do Povo da Camacha
A abertura, no "Dia Mundial do Teatro", contará com a apresentação da instalação plástica "Teias", no hall de entrada da Casa do Povo da Camacha, por Délia Santos, filha de pais camacheiros. Esta instalação, que ficará exposta até final do Festival.

Depois, às 21h00, a companhia madeirense Teatro Feiticeiro do Norte, apresenta no Auditório da Casa do Povo da Camacha a ‘Mai maiores qu’essei serras’, com Paula Erra e Élvio Camacho.


Neste trabalho, os dois atores usam um linguajar madeirense para fazer rir e comover-se até às lágrimas, recriando memórias retratadas no conto homónimo de Jorge Sumares, escrito em Abril de 1960”, diz o TEC.

Pode ler-se na sinopse: “Dois velhos, à beira dos 70 ou 80 anos, debaixo dum carvalho, dirigem-se a um forasteiro. Agarram essa oportunidade com o mesmo amor que têm à terra que lhes marca a ‘pélia’ das mãos. Do cerro que nada dava, dum palco vazio, nasce uma récita sem freios”.
 
Segunda feira, 28 de março - Estreia nacional

No segundo dia de Festival, a primeira estreia nacional!

‘Diz-me mais dEÇAs’, um trabalho independente das atrizes Rosa Villa e Susana Cacela, a partir de textos e frases de Eça de Queirós, encenado por António Gonçalves Pereira.

Este é “um ensaio partilhado de forma divertida com o público, em que os atores vão escolhendo e interpretando os textos que supostamente integrariam o espetáculo para o qual estão a ensaiar. O público vai ficando crescentemente surpreendido com a atualidade de textos tão antigo e vive a experiência da construção de um novo espetáculo”.

Terça feira, 29 de março, 21h00 no Auditório da Casa do Povo da Camacha
O TEF – Companhia de Teatro, apresenta neste festival, ‘Xmas qd kiseres’, de Jorge Louraço Figueira, com interpretação de Adriano Martins, Isabel Martins e Simão Telo e encenação de Eduardo Luiz.

Esta é uma peça centrada nas problemáticas que afligem o ensino, contando a história de Nico e Pilim, amigos, companheiros e residentes no Sítio do Bairro que decidem nas vésperas de Natal assaltar a Escola que frequentaram até há pouco tempo e onde conheceram Natália, a professora de Inglês. Esta que apenas consegue ser colocada em regime de substituição e na noite do assalto surpreende os seus ex-alunos na escola.

Quarta feira, 30 de março,  21h00 no Auditório da Casa do Povo da Camacha
O grupo Porta 27, oriundo do Porto, apresenta a peça ‘Pistolas, Pilantras e Problemas’, texto original de Suzanna Rodrigues, encenação de Ricardo Alves e interpretação de Tiago Lourenço e Cristovão Carvalheiro.

Esta é uma história de uma quase pistola, dois pilantras e uma infinidade de problemas num assalto a um banco. Dois atores que são obrigados a partilhar o mesmo palco e a lidar dificilmente um com o outro.

Quinta feira, 31 de março - Estreia nacional no Teatro Municipal Baltazar Dias
Valéria de Carvalho, uma atora de grandíssima qualidade e créditos firmados, faz no AMO-Teatro a estreia nacional da peça ‘O Sofá, a Mamã e Eu’, com textos de Rita Ferro, Valéria Carvalho e Lamberto Carrozzi, produção de Âmago, Arte e Cultura.

A peça é uma comédia dramática deliciosa que reflete o quotidiano de uma mãe trabalhadora e do seu filho a sair da adolescência, com a particularidade de Valéria de Carvalho contracenar com o seu próprio filho, João Pedro Carvalho Lima.

Sexta feira, 1 de abril, 21hoo no Auditório da Casa do Povo da Camacha

Sexta feira é um dia diferente no AMO-Teatro deste ano. Começa com o Teatromosca que leva ao palco a peça ‘Fahrenheit 451’, de Ray Bradbury, com os atores Filipe Araújo e Rute Lizardo.

Este trabalho é um romance num futuro onde todos os livros são proibidos, opiniões próprias são consideradas antissociais e hedonistas, e o pensamento crítico é suprimido. O personagem central, Montag, trabalha como ‘bombeiro’ (o que significa ‘queimador de livro’). O número 451 é a temperatura (em graus Fahrenheit) da queima do papel, equivalente a 233 graus Celsius. Este espetáculo estreou no Théâtre de la Tête Noire, em Orléans (França).

Depois desta peça, a organização convida toda a população a participar na festa AMO-TEatro, no Largo da Igreja Matriz da Camacha, com atuações do Grupo Folclórico da Camacha, dos Camachofones e das parodiantes do TEC – as DIVAS.

Assim teremos, no AMO-TEatro, uma festa de cariz popular, bem ao jeito camacheiro!

Sábado, 2 de abril às 21h30 no Teatro Municipal Baltazar Dias
Um dos maiores destaque deste Festival é, sem dúvida, "António e Maria", uma peça de António Lobo Antunes, interpretada pela grande atriz Maria Rueff (Meridional Teatro) e encenação de Miguel Seabra.

O espetáculo é uma procura, uma surpresa, um monólogo múltiplo de mulheres. Vozes mutantes num corpo iluminado. Um exercício, por assim dizer, de doméstico sublime. Aproveitando uma lição simples do escritor Lobo Antunes para a vida toda: “Espreitar para dentro de uma bota porque às vezes há coisas.”

Domingo, 3 de abril às 21h00, no Auditório da Casa do Povo da Camacha
O "AMO-Teatro 2016" fecha a cortina com a peça ‘O vosso pior pesadelo’, do grupo Art’Imagem, interpretado por Flávio Hamilton, Miguel Rosas e Pedro Carvalho, com encenação de José Leitão.

Este trabalho é uma comédia negra parodiando obscenamente agressões físicas e mentais perpetradas sobre um prisioneiro, de uma prisão de alta segurança, procurando chegar ao público para que este participe, física e mentalmente, num exercício ‘quase’ sadomasoquista.

A peça pretende questionar a impunidade que atravessa a nossa sociedade e as muitas formas de violência que se abatem sobre os cidadãos.

Bilhetes
Porque tudo isto envolve custos elevados, os espetáculos serão pagos, naturalmente. Numa altura em que se torna cada vez mais óbvia a necessidade de investir em cultura, esta é uma oportunidade perfeita para o fazer!

Os bilhetes terão o valor de 5 euros para o auditório da Casa do Povo da Camacha e de 12,5 para o Teatro Municipal Baltazar Dias.

Não deixe passar a oportunidade e assista a Teatro e apoie a cultura!

Fonte: DN Madeira (5 sentidos, 20 de março de 2016)

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Carnaval, mas pouco...

A Camacha tem sido uma das Freguesias com maior número de atividades ao longo do ano, particularmente no que concerne a datas festivas, como o Carnaval. Mas este ano não será assim...

Felizmente, na sexta feira, as Escolas Básicas cumprem a tradição e realizam o seu Cortejo, com a cooperação e co-organização da Junta de Freguesia.

Não há duvidas que é um momento alto, pela alegria das crianças,  mostrando o trabalho desenvolvido em contexto escolar, que os pais e familiares não deixam de acompanhar de perto. Uma manhã em cheio!

No entanto, com o encerramento da "Tasca O Casimiro", e a não realização do habitual "Baile do Clube 26", a oferta em termos de animação de Carnaval é diminuta, limitando-se ao "Baile dos Travestis", organizado pelo Teatro Experimental da Casa do Povo da Camacha.

O objetivo é a angariação de fundos, tendo em vista a realização do "Festival AMO-Teatro 2016", com o selo de qualidade TEC!

Esta é uma iniciativa louvável, tanto mais que reafirma a dinâmica de quem deita mãos ao trabalho e procura ultrapassar todas as dificuldades financeiras que se agravam continuamente. É assim na Casa do Povo, é assim no TEC!

Não percam a oportunidade de usufruir desta sexta feira de grande folia na Camacha! Até porque, infelizmente, será mesmo o único dia...

Como já é amplamente sabido, não se realiza o Cortejo de Carnaval do domingo, há muito organizado pela Casa do Povo da Camacha e, desde 2015, em parceria com a Junta de Freguesia.

Esta não foi uma decisão fácil nem tomada levianamente, pela importância que o evento tem, tendo a Casa do Povo e a Junta de Freguesia avaliado, em conjunto, várias soluções, perante o impacto da não realização, mas não foi possível evitar o pior cenário. Porquê?

O que é o "Cortejo de Carnaval da Camacha"
Sendo tema que merece ser abordado separadamente, a Camacha está na génese de vários cortejos e eventos Regionais, como a "Festa da Flor" e o "Cortejo Trapalhão", o que, juntando à tradição popular de sair para a rua mascarados, vinca a importância do Carnaval nesta Freguesia.

Há longos anos, a Casa do Povo passou a organizar o "Cortejo", fixando-o no domingo de Carnaval, incentivando e premiando a participação, de crianças, jovens, adultos e seniores, individualmente ou em grupos organizados.

O percurso teve várias versões, mas sempre com uma volta à Achada e terminando no Ringue, onde os participantes desfilam perante um Juri, para a atribuição dos prémios préviamente definidos.

Aberto a todos e com cariz vincadamente popular e trapalhão, sempre foi natural acontecer sátira e crítica social e política, tornando-se imagem de marca. Rir com a crítica é próprio do Carnaval, como até a mim aconteceu, sem que isso se deva levar a mal. É Carnaval e há que ter espírito e "poder de encaixe".

Portanto, o Cortejo sempre foi espaço livre, para crítica, sátira, imaginação, diversão e todos o que de bom o Carnaval tem.

A participação
Ao longo dos anos tem variado o número de participantes, notando-se a diminuição, particularmente de troupes organizadas, algo que importa analisar.

No caso de "Troupes de Carnaval", apesar dos convites e do esforço feito no sentido de atrair a sua participação, o entrave é financeiro. Uma troupe tem custos e é natural que procurem rentabilizar ou minimizar o investimento, participando em Cortejos onde são remunerados.

No caso dos grupos mais, digamos populares de temas satíricos, que muito agradam e que dão um cariz mais local e divertido ao Cortejo, a questão pode ter várias razões.

Desde logo o desinteresse pela participação, pelo trabalho que dá, pela dedicação que exige e pela disponibilidade de tempo que cada um vai tendo para isso.

Também há opiniões segundo as quais o Júri atribui o prémio sempre aos mesmo e que, por isso, não vale a pena. Bom, ser Júri é difícil e sempre sujeito a crítica, porque a avaliação é subjetiva, embora com critérios definidos.

A organização tem procurados escolher pessoas não ligadas à Casa do Povo, mas é impossível agradar a todos, agora, discordo em absoluto dessa ideia de que ganham sempre os mesmos.

É verdade que há grupos que participam sempre e que se preparam com cuidado, mas em momento algum a organização decide ou influencia na escolha.

Portanto, é legítimo querer o melhor prémio, mas não mais do que a escolha do Júri.

Os custos
Para a realização de um cortejo como este, é necessário garantir condições de segurança e cumprir com as regras e leis que estipulam a obrigatoriedade de policiamento, o que tem custos inerentes e incontornáveis, suportados pela organização.

Também a animação tem custos, muito para além da logística de palco, com equipamento de som e animação, seja DJ ou artista de variedades.

Os prémios atribuídos aos participantes, conjuga produtos e serviços oferecidos pelo comércio local, com valores monetários, o que, somando todas as variáveis, significa um investimento global mínimo de 1500€.

O financiamento
Como em todas as atividades e eventos da Casa do Povo, é o seu próprio orçamento a suportar a maior parte dos custos.

Para tal, é elaborado o "Plano de Atividades e Orçamento" anual, que é remetido às Entidades Públicas, de forma a obter os apoios financeiros necessários, quer para os mesmos, quer para o próprio funcionamento da Casa do Povo.

Nos últimos anos os cortes em apoios governamentais têm sido de grande monta, mas existem e há abertura para adequar e comportar maior apoio, face à importância e impacto positivo da ação da Casa do Povo.

Já no que toca às autarquias, a Junta de Freguesia está sempre na linha da frente para apoiar e participar como parceira, sem que a Câmara Municipal demonstre a mesma abertura. Não há apoio financeiro e o apoio logístico de funcionamento, que era dispensado às instituições, desapareceu.

Assim, é natural que se tenham de tomar opções, e maior critério nos eventos para que há capacidade efetiva de realizar.

O comércio local é um parceiro fundamental, mas as diminutas receitas obtidas contribuem para a incapacidade financeira. No entanto há que realçar que a grande maioria dispensa apoio, atribuindo prémios em forma de vales de compra.


A solução?
Porque importa realizar o "Cortejo de Carnaval", faço votos para que, em anos futuros, as dificuldades financeiras sejam ultrapassadas.

Para tal, o comércio local terá de ter uma participação mais forte, porque o evento atrai visitantes à Vila, mas, porque tem de ser propósito de uma Autarquia, o apoio e o incentivo ao dinamismo cultural, desportivo, social e comercial local, importa que se efetivem investimentos financeiros, dotando os eventos de animação com qualidade e capacidade de atrair participantes e assistência.

Não se trata de comprar feito, ou desbaratar recursos, trata-se de investir no dinamismo!

E porque esse dinamismo parte, desde logo, de casa, é fundamental que todos os grupos, instituições, clubes e associações participem, ativamente, em troupes, individualmente, ou de qualquer outra forma, mas contribuindo para engrossar o numero e qualidade do Cortejo.


quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

Noite de Natal na Camacha!


Vem aí mais uma noite verdadeiramente mágica na Camacha!

À parte a animação mais comercial e o excesso de barracas, a noite é caracterizada pela magia do Natal, pelo espírito que nos faz humanos, pela partilha, pelo convívio em amizade e família, e pela espontaneidade de cânticos e balinhos e despiques, bem tradicional!

A "Romagem dos Pastores" é um ponto alto! Imperdível!

Que venha a noite, não falte a magia e que sobre a boa energia e ambiente fraterno!

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

Memories Out Of Night

Sábado, dia 19 de dezembro, o Núcleo de Música da Casa do Povo da Camacha organiza a 4ª edição do Festival Rock, que surgiu em homenagem a tudo aquilo que representa o saudoso Sergio Freitas, desaparecido precocemente em 2012.

O Festival decorre no Auditório da Casa do Povo da Camacha e conta com a participação de projetos e bandas diversos:

20h10 - Amali
20h35 - Clube Rock EB23 da Camacha
21h10 - Filipe, Negative Rule
21h30 - Non Sense
22h30 - Alternative Moments 23h30 - ATA
00h30 - Calamity Islet

Tocando ou assistindo, o mais importante é vivermos horas de boa música num ambiente saudável, na companhia de amigos, apoiando os projetos regionais, ou seja, atingindo aquilo que o Sérgio sempre defendeu! Venham daí!

https://www.facebook.com/events/466105800235826/

sábado, 27 de junho de 2015

Futebol de Salão de volta à Camacha

Em tempos idos, o "Futebol de Salão" era praticado no nosso "Largo da Achada", com a realização de diversos Torneios, muito afamados e participados.

Ao longo de muitos e bons anos assim foi, na sequência do que tinha já sido o "Hóquei em Sapatilhas", mas com a inauguração do Pavilhão Gimnodesportivo, essa prática decaíu e até deixou de acontecer.

Este ano, a Secção Desportiva da Casa do Povo da Camacha meteu mãos à obra e relançou a modalidade, que difere do Futsal, quer nas regras, quer na própria bola.

Grosso modo, as tabelas podem ser utilizadas, a bola é mais pequena e pesada, não podendo ser jogada acima da cintura (aproximadamente), e os golos não podem ser obtidos dentro de área,

A partir de hoje e durante todo o Verão, voltam as noites quentes na Achada, com um evento que não pode deixar de acontecer, na Freguesia onde se jogou Futebol, pela primeira vez em Portugal, no ano 1875.

Uma palavra final para o excelente trabalho gráfico e comunicação do evento, acompanhando os bons exemplos e demonstrando um elevado grau de profissionalismo.

Confira a página do Torneio.

segunda-feira, 25 de maio de 2015

78º aniversário da Casa do Povo da Camacha

Uma das entidades de maior referência da Camacha, com projeção muito além da Região, celebra hoje 78 anos de existência ininterrupta.

Contribuindo decisivamente para a afirmação da Camacha no panorama cultural, através dos seus grupos de Folclore, Teatro, Coral e Tuna de Bandolins, que permanecem em intensa atividade,

A nível desportivo, a Secção Desportiva tem equipas a competir no atletismo e futsal, desenvolvendo diversas atividades de desporto para todos.

São inúmeras as valências, com oferta formativa de nível profissional, explicações escolares e muito mais, com especial incidência para o apoio social, com um "Centro de Convívio" e diversas iniciativas de apoio aos menos afortunados da Freguesia.

Esta é uma casa especial, diferente de todas as outras, com uma dinâmica sempre em crescendo e com atividades com o ART'Camacha, que projetam a Vila para patamares de excelência.

No próximo dia 30, assinalando o 78º aniversário, decorrerá um concerto muito especial, juntando a Tuna de Bandolins e a Banda Paroquial, no auditório da Casa do Povo.

Não perca, este é mais um evento de grande nível cultural na Camacha, e você tem mesmo de assistir!

sexta-feira, 21 de março de 2014

AMO-TEatro 2014

Aí está a V edição do Festival de Teatro, que já é Internacional!

Com a organização do Teatro Experimental da Casa do Povo da Camacha, o evento decorre de 20 a 30 de março e conta com um cartaz invejável!

Confiram e façam o favor de assistir! A cultura faz parte de si, faz parte do que somos!

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Venha à Camacha cantar "Os Reis"

Este sábado, a Casa do Povo da Camacha recebe o espetáculo tradicional "Cantar dos Reis", no seu auditório, a partir das 21h00.

A edição deste ano contará com a atuação do Grupo Folclórico da Casa do Povo da Camacha, cantando "Os Reis", numa demonstração da forma como  se vive esta tradição na Vila da Camacha.

A noite fica completa com a apresentação do Teatro Experimental da Casa do Povo da Camacha, "O Menino não quer nascer", uma encenação de Zé Ferreira.

A Camacha convida-o a assistir e participar desta tradição! Não falte! Sábado, dia 5 de janeiro de 2013, pelas 21h00.

Obrigado pela sua atenção e um próspero ano 2013 para si e todos os seus :)

sábado, 22 de dezembro de 2012

Memories out of night...

Hoje à noite, na Casa do Povo da Camacha, recordamos o nosso grande amigo Sérgio, num concerto, ou série de concertos, de bandas e projetos da Camacha.

Porquê? Porque o Sérgio foi um dos impulsionadores do Rock na Camacha, pertencendo aos CRF e Rotulo Preto, mas não apenas como mais um elemento. Quando era preciso organizar, motivar, planear, lá estava o Sérgio :)

Na Casa do Povo, tive o previlégio de organizar com ele algumas "Noite Rock", com bandas da Camacha, ou com elementos camacheiros, mantendo algo que é unico e incontornável no "ART'Camacha".

Conseguimos, eu, ele e o Nélio, organizar o "Mountain Rock", ou seja, o primeiro Festival Rock na Camacha!

Enfim... muito há para escrever, mas hoje quero apenas que todos celebrem a vida do Sérgio, assistindo a grandes concertos, repletos de emoção, adrenalina e muita qualidade. Que tal cada um de nós agarrar numa memória agradável que tenhamos dele? Certamente todos temos...

Encontro-vos logo mais, às 20h00, na Casa do Povo da Camacha


Início às 20h00 na Casa do Povo da Camacha:
1º - Eden Shine
2º - Graciano Caldeira
3º - Humberto Pedras & Pedro Mota
4º - Sora
5º - Sob Escuta
6º - Forgotten Roads
7º - CRF
8º - Noise Riders
9º - Klinika
10º - Perfect Sin
11º - Negative Rule

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

ART'Camacha 2012

Aí está o "festival do ano" na nossa Freguesia da Camacha!

Cultura, desporto, entretenimento, lazer, diversão confraternização, enfim, todas as razões e mais algumas para visitar a Camacha entre 10 e 15 de Agosto!

Preste bem atenção ao programa e repare como é único este evento.

Desde a exposição de artes plásticas, à Feira de artesanato, às entrevistas e a tanto mais, que só com a sua visita poderá realmente compreender.

Espero por si na Freguesia da Camacha!

terça-feira, 27 de março de 2012

Excelentes "Momentos"

Sábado à noite a Tuna de Bandolins da Casa do Povo da Camacha presenteou-nos com grandes momentos que foram bem para além da musica.

Com o auditório da Casa do Povo da Camacha repleto, a Tuna presenteou o público com cerca de uma hora de espetáculo digno desse nome. O conceito do concerto fez-se não apenas de musica de Tuna, uma agradável surpresa, indo bem para além disso, ao aproveitar as diversas valências e capacidades artísticas dos seus elementos. "Momentos" foi muito para além do esperado!

Entre as naturais peças clássicas e tradicionais, demonstrativas da evolução técnica e coletiva da Tuna, com uma notável capacidade de interpretação bem patente nas harmoniosas variações de ritmo e intensidade, a inclusão de peças a solo e duetos emprestou uma grande dinâmica e manteve a atenção da plateia em níveis elevados.

A melhorar, contudo, as mudanças no palco (instrumentos, cadeiras, estantes e posicionamento), mas nada que belisque a musicalidade fantástica apresentada!

Portanto, um concerto de grande qualidade, inovador, dinâmico, com a frescura que a época pede e com vários toques de magia, bem patentes quando o publico exigiu um "encore", que se tornou numa prova de como a Tuna é já capaz de interpretar temas que não haviam sido preparados para esse dia, ou seja, comprovou-se em palco a grande capacidade e qualidade musical de todos os elementos.

Mas, por falar em magia, atentem bem neste nome, Érica Gonçalves, uma artista de mão cheia, um portento de talento, com potencial difícil de mensurar! Em dois momentos deixou a sala em ebulição!

Primeiro declamando "Adeus", de Eugénio Andrade, ao som (teclas) do tema original de outro talento que emerge, a Sara Barreto.

Depois, num  momento sublime, arrebatou a plateia declamando o "Cântico Negro" de José Régio, com a violência intempestiva, florescente e fresca da Primavera, salpicada já pela intensidade arrebatadora do Verão! Dicção fantástica, métrica impecável e uma capacidade emotiva de interpretação que nos prendeu a cada sílaba, num crescendo para o final que nos deixou, mesmo, sem saber por onde ir. Bravíssimo!

Finalizo recomendando toda a sua atenção para esta Tuna de Bandolins da Casa do Povo da Camacha, que cresce mais e mais, e apresenta um trabalho que justifica bem mais que os 2€ de entrada!

Parabéns a todos e um abraço especial ao José João, pelo trabalho desenvolvido! A Camacha agradece ;)

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Cantar dos Reis na Camacha

Natal 2011A "Tenda da Festa", montada no Largo da Achada, no Centro da Vila da Camacha, tem vindo a proporcionar vários motivos para uma sua visita, desde a Função do Porco, à "Noite na Tenda", "Feira dos Licores" e outros eventos.

A encerrar o mês de actividades, o Teatro Experimental da Casa do Povo da Camacha dinamiza o "Cantar dos Reis", Sábado dia 7 de Janeiro a partir das 20h00.

A recreação e o reviver da tradição é garantido pela encenação deste grupo, e do Grupo Folclórico da Casa do Povo da Camacha, terminando a noite com a atuação do Grupo Musical e Cultural "Reis Magos".

https://www.facebook.com/events/210424629045504/
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Concerto de Ano Novo
Também no Sábado, dia 7 de Janeiro, pelas 18h00, o Grupo Coral da Casa do Povo da Camacha, realiza o seu "Concerto de Ano Novo" na Capela de São José.
http://www.grupocoralcpcamacha.blogspot.com/2011/12/concerto-de-ano-novo.html

X Grande Prémio dos Reis - Vila da Camacha
Domingo, dia 8 de Janeiro 2012, Prova de Atletismo, com a presença do Ex-Atleta Antonio Leitão, a J F Camacha, informa que estão abertas inscrições,na sede da Junta e no dia da Prova, junto à Casa do Povo.
http://www.freguesiadacamacha.pt/portal/v1.0/noticia_iden.asp?id=323

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Natal na Camacha

Estamos já a poucos dias do Natal, o que significa que muito já se festejou na Vila da Camacha, mas ainda muito há para celebrar.

O mau tempo voltou a condicionar, provocando o adiamento da Função do Porco, mas em nada diminuíu o interesse e pertinência, daquele que é o primeiro evento da quadra natalícia na nossa Vila.

Apesar do tema não ser pacífico, a "Função do Porco" além de ser uma tradição de longa data, repleta de história e relevância social, é feita em torno da demonstração dos passos após a "matança", ou seja, o animal não é morto na achada (vem assim da Santagro).

Portanto, é o reviver de uma tradição e oportunidade de aprendizagem para os mais novos, com muita festa e animação.

Tudo isto comprovado pela forte afluência que se repete e amplia a cada ano.

Tenda da Festa
Depois da aposta do ano passado, a Câmara Municipal voltou a instalar uma tenda na Achada, este ano mais ampla e melhor equipada, com chão montado e alcatifado a proporcionar maior conforto, de forma a que todas as actividades possam ali desenrolar-se.

Primeiro exemplo a "Feira dos Licores e Broas p'ra Festa". Três dias dinamizados pelas diversas associações da Vila, angariando fundos através da venda de licores broas e outras iguarias da época.

E no passado fim-de-semana, o "Noite na Tenda", que começou com a actuação da Tuna, Grupos Folclóricos e "Euphobassax" (4 elementos da Banda da Camacha) e prolongou-se noite fora com a actuação inédita de LadyCC. Uma aposta arrojada da Casa do Povo, dada a sonoridade house, mas que comprovou ser possível realizar eventos com sucesso, sem a "prisão" do estilo.

A animação continua, com Auto de Natal dia 28 e Noite de Reis dia 8, entre outras festas e organizações, portanto, venham à Camacha celebrar o Natal!

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Verão da Camacha - ART'Camacha

Depois de muito tempo sem escrever, volto a partilhar as minhas opiniões sobre a nossa Vila, esperando a vossa participação, opiniões, críticas e sugestões!

ART'Camacha 2010
Apesar da coincidência de data com o Rali Vinho Madeira, o ART'Camacha conseguiu grande visibilidade na imprensa e uma exposição global muito forte na Região, mas não só. É muito honroso ter direito à reportagem feita pela RTP-M a ser divulgada na RTP-N, de âmbito Nacional!

Parece-me consensual que o Festival trouxe muita cultura, animação, diversão, gastronomia e desporto, com um programa de palco equilibrado e eclético, demonstrando a vantagem de estruturar os dias por temas, o que facilita a escolha do público.

A inovação de uma noite de DJ, que manteve centenas de pessoas na achada até depois das 5 da manhã, foi bem aceite e deixou vontade de repetir. Uma palavra de apreço para que nas redondezas teve mais dificuldade em descansar nessa noite, mas a atractibilidade da nossa Vila passa, também, por estas iniciativas!

O espaço do Festival, salvo algumas irregularidades no terreno, mostra-se capaz mas já curto, para a quantidade crescente de visitantes.

Mas além do impacto cultural, há que destacar o impacto positivo na economia da Vila, porque que os milhares de visitantes não se limitaram a consumir nas barracas do Festival.

Do Café Relógio ao Boléo e Regedor, todos os cafés e Restaurantes tiveram mais clientes, muitos deles provavelmente novos, o que constitui sempre uma excelente oportunidade de promoção.

Muito mais se pode fazer, mas não de costas voltadas. Urge que todos se empenhem em receber melhor, aprimorando os cafés e esplanadas, aproveitando a afluência de público para captar nova clientela que voltará noutras alturas do ano.

A cada organização do ART'Camacha e outras festas, se demonstra a capacidade da Vila da Camacha para atrair visitantes, Camacheiros e forasteiros, pelo que estão garantidas as condições de base para termos maior dinâmica comercial, assim se insista e invista (como o Bilha Café fez) e nunca se desista!