Em dia de celebrar a Liberdade, importa refletir sobre o que com ela fazemos, a todos os níveis.
Hoje, porque o acumular de atropelos o dita, convém debruçar-se sobre a qualidade da discussão, quando para ela levamos as "nossas verdades".
Num qualquer tema, Abril trouxe-nos a Liberdade para pensar, ler, escrever, discutir, opinar e expressar, de qualquer forma que queiramos, ou quase, tendo em conta as plataformas digitais.
Mas a liberdade de expressão não nos torna juízes.
É comum, rápido e simplista, julgar um qualquer assunto, sem termos posse de todos os elementos, sem conhecermos o que o envolveu, sem sabermos se a "verdade dos factos" que nos apresentam, é-a realmente.
Quando, em lugar de pensamento estruturado e valorização da discussão, respondemos de forma visceral, impetuosa e imediata, facilmente deturpamos a discussão que se impõe. Os valores positivos são facilmente substituídos por ódios, com todos os defeitos que facilmente daí advêm, sendo a ofensa pessoal e o escárnio, das formas mais correntes.
Discutir com elevação não significa ceder à opinião contrária, mas sim contrapor opiniões sem preconceitos e sem verdades absolutas.
Discutir é útil e saudável, e uma das maiores conquistas de Abril, mas hoje devemos meditar sobre a forma como o fazemos. Confronto de ideias, apenas e só! Isso sim, é Liberdade de pensamento!
Quando pensamos com Liberdade, somos livres de preconceitos estanques e capazes de evoluir.
Quando pensamos ser donos de "uma verdade", tornamo-nos carrascos da Liberdade...
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terça-feira, 25 de abril de 2017
domingo, 27 de março de 2016
AMO-Teatro 2016
O espetáculo vai começar!
Está aí o "AMO-TEatro 2016", organizado pelo Teatro Experimental da Casa do Povo da Camacha (TEC).
De 27 de março a 3 de abril, 8 espetáculos de 6 companhias do continente português e 2 da Madeira compõem o cartaz deste ano, com grandes nomes da arte bem conhecidos do grande público, como Maria Rueff, e as estreias nacionais ‘Diz-me mais dEÇAs’ de Rosa Villa e Susana Cacela, e ‘O Sofá, a Mamã e Eu’ de Valéria Carvalho.
Apesar das dificuldades financeiras, a equipa do TEC consegue, uma vez mais, levar a efeito o maior Festival de Teatro da Madeira, com projeção muito para além da Região, com o selo de garantia da Casa do Povo da Camacha.
Domingo, 27 de março, 20h00 na Casa do Povo da Camacha
A abertura, no "Dia Mundial do Teatro", contará com a apresentação da instalação plástica "Teias", no hall de entrada da Casa do Povo da Camacha, por Délia Santos, filha de pais camacheiros. Esta instalação, que ficará exposta até final do Festival.
Depois, às 21h00, a companhia madeirense Teatro Feiticeiro do Norte, apresenta no Auditório da Casa do Povo da Camacha a ‘Mai maiores qu’essei serras’, com Paula Erra e Élvio Camacho.
Neste trabalho, os dois atores usam um linguajar madeirense para fazer rir e comover-se até às lágrimas, recriando memórias retratadas no conto homónimo de Jorge Sumares, escrito em Abril de 1960”, diz o TEC.
Pode ler-se na sinopse: “Dois velhos, à beira dos 70 ou 80 anos, debaixo dum carvalho, dirigem-se a um forasteiro. Agarram essa oportunidade com o mesmo amor que têm à terra que lhes marca a ‘pélia’ das mãos. Do cerro que nada dava, dum palco vazio, nasce uma récita sem freios”.
Segunda feira, 28 de março - Estreia nacional
No segundo dia de Festival, a primeira estreia nacional!
‘Diz-me mais dEÇAs’, um trabalho independente das atrizes Rosa Villa e Susana Cacela, a partir de textos e frases de Eça de Queirós, encenado por António Gonçalves Pereira.
Este é “um ensaio partilhado de forma divertida com o público, em que os atores vão escolhendo e interpretando os textos que supostamente integrariam o espetáculo para o qual estão a ensaiar. O público vai ficando crescentemente surpreendido com a atualidade de textos tão antigo e vive a experiência da construção de um novo espetáculo”.
Terça feira, 29 de março, 21h00 no Auditório da Casa do Povo da Camacha
O TEF – Companhia de Teatro, apresenta neste festival, ‘Xmas qd kiseres’, de Jorge Louraço Figueira, com interpretação de Adriano Martins, Isabel Martins e Simão Telo e encenação de Eduardo Luiz.
Esta é uma peça centrada nas problemáticas que afligem o ensino, contando a história de Nico e Pilim, amigos, companheiros e residentes no Sítio do Bairro que decidem nas vésperas de Natal assaltar a Escola que frequentaram até há pouco tempo e onde conheceram Natália, a professora de Inglês. Esta que apenas consegue ser colocada em regime de substituição e na noite do assalto surpreende os seus ex-alunos na escola.
Quarta feira, 30 de março, 21h00 no Auditório da Casa do Povo da Camacha
O grupo Porta 27, oriundo do Porto, apresenta a peça ‘Pistolas, Pilantras e Problemas’, texto original de Suzanna Rodrigues, encenação de Ricardo Alves e interpretação de Tiago Lourenço e Cristovão Carvalheiro.
Esta é uma história de uma quase pistola, dois pilantras e uma infinidade de problemas num assalto a um banco. Dois atores que são obrigados a partilhar o mesmo palco e a lidar dificilmente um com o outro.
Quinta feira, 31 de março - Estreia nacional no Teatro Municipal Baltazar Dias
Valéria de Carvalho, uma atora de grandíssima qualidade e créditos firmados, faz no AMO-Teatro a estreia nacional da peça ‘O Sofá, a Mamã e Eu’, com textos de Rita Ferro, Valéria Carvalho e Lamberto Carrozzi, produção de Âmago, Arte e Cultura.
A peça é uma comédia dramática deliciosa que reflete o quotidiano de uma mãe trabalhadora e do seu filho a sair da adolescência, com a particularidade de Valéria de Carvalho contracenar com o seu próprio filho, João Pedro Carvalho Lima.
Sexta feira, 1 de abril, 21hoo no Auditório da Casa do Povo da Camacha
Sexta feira é um dia diferente no AMO-Teatro deste ano. Começa com o Teatromosca que leva ao palco a peça ‘Fahrenheit 451’, de Ray Bradbury, com os atores Filipe Araújo e Rute Lizardo.
Este trabalho é um romance num futuro onde todos os livros são proibidos, opiniões próprias são consideradas antissociais e hedonistas, e o pensamento crítico é suprimido. O personagem central, Montag, trabalha como ‘bombeiro’ (o que significa ‘queimador de livro’). O número 451 é a temperatura (em graus Fahrenheit) da queima do papel, equivalente a 233 graus Celsius. Este espetáculo estreou no Théâtre de la Tête Noire, em Orléans (França).
Depois desta peça, a organização convida toda a população a participar na festa AMO-TEatro, no Largo da Igreja Matriz da Camacha, com atuações do Grupo Folclórico da Camacha, dos Camachofones e das parodiantes do TEC – as DIVAS.
Assim teremos, no AMO-TEatro, uma festa de cariz popular, bem ao jeito camacheiro!
Sábado, 2 de abril às 21h30 no Teatro Municipal Baltazar Dias
Um dos maiores destaque deste Festival é, sem dúvida, "António e Maria", uma peça de António Lobo Antunes, interpretada pela grande atriz Maria Rueff (Meridional Teatro) e encenação de Miguel Seabra.
O espetáculo é uma procura, uma surpresa, um monólogo múltiplo de mulheres. Vozes mutantes num corpo iluminado. Um exercício, por assim dizer, de doméstico sublime. Aproveitando uma lição simples do escritor Lobo Antunes para a vida toda: “Espreitar para dentro de uma bota porque às vezes há coisas.”
Domingo, 3 de abril às 21h00, no Auditório da Casa do Povo da Camacha
O "AMO-Teatro 2016" fecha a cortina com a peça ‘O vosso pior pesadelo’, do grupo Art’Imagem, interpretado por Flávio Hamilton, Miguel Rosas e Pedro Carvalho, com encenação de José Leitão.
Este trabalho é uma comédia negra parodiando obscenamente agressões físicas e mentais perpetradas sobre um prisioneiro, de uma prisão de alta segurança, procurando chegar ao público para que este participe, física e mentalmente, num exercício ‘quase’ sadomasoquista.
A peça pretende questionar a impunidade que atravessa a nossa sociedade e as muitas formas de violência que se abatem sobre os cidadãos.
Bilhetes
Porque tudo isto envolve custos elevados, os espetáculos serão pagos, naturalmente. Numa altura em que se torna cada vez mais óbvia a necessidade de investir em cultura, esta é uma oportunidade perfeita para o fazer!
Os bilhetes terão o valor de 5 euros para o auditório da Casa do Povo da Camacha e de 12,5 para o Teatro Municipal Baltazar Dias.
Não deixe passar a oportunidade e assista a Teatro e apoie a cultura!
Fonte: DN Madeira (5 sentidos, 20 de março de 2016)
Está aí o "AMO-TEatro 2016", organizado pelo Teatro Experimental da Casa do Povo da Camacha (TEC).
De 27 de março a 3 de abril, 8 espetáculos de 6 companhias do continente português e 2 da Madeira compõem o cartaz deste ano, com grandes nomes da arte bem conhecidos do grande público, como Maria Rueff, e as estreias nacionais ‘Diz-me mais dEÇAs’ de Rosa Villa e Susana Cacela, e ‘O Sofá, a Mamã e Eu’ de Valéria Carvalho.
Apesar das dificuldades financeiras, a equipa do TEC consegue, uma vez mais, levar a efeito o maior Festival de Teatro da Madeira, com projeção muito para além da Região, com o selo de garantia da Casa do Povo da Camacha.
Domingo, 27 de março, 20h00 na Casa do Povo da Camacha
A abertura, no "Dia Mundial do Teatro", contará com a apresentação da instalação plástica "Teias", no hall de entrada da Casa do Povo da Camacha, por Délia Santos, filha de pais camacheiros. Esta instalação, que ficará exposta até final do Festival.
Depois, às 21h00, a companhia madeirense Teatro Feiticeiro do Norte, apresenta no Auditório da Casa do Povo da Camacha a ‘Mai maiores qu’essei serras’, com Paula Erra e Élvio Camacho.
Neste trabalho, os dois atores usam um linguajar madeirense para fazer rir e comover-se até às lágrimas, recriando memórias retratadas no conto homónimo de Jorge Sumares, escrito em Abril de 1960”, diz o TEC.
Pode ler-se na sinopse: “Dois velhos, à beira dos 70 ou 80 anos, debaixo dum carvalho, dirigem-se a um forasteiro. Agarram essa oportunidade com o mesmo amor que têm à terra que lhes marca a ‘pélia’ das mãos. Do cerro que nada dava, dum palco vazio, nasce uma récita sem freios”.
Segunda feira, 28 de março - Estreia nacional
No segundo dia de Festival, a primeira estreia nacional!
‘Diz-me mais dEÇAs’, um trabalho independente das atrizes Rosa Villa e Susana Cacela, a partir de textos e frases de Eça de Queirós, encenado por António Gonçalves Pereira.
Este é “um ensaio partilhado de forma divertida com o público, em que os atores vão escolhendo e interpretando os textos que supostamente integrariam o espetáculo para o qual estão a ensaiar. O público vai ficando crescentemente surpreendido com a atualidade de textos tão antigo e vive a experiência da construção de um novo espetáculo”.
Terça feira, 29 de março, 21h00 no Auditório da Casa do Povo da Camacha
O TEF – Companhia de Teatro, apresenta neste festival, ‘Xmas qd kiseres’, de Jorge Louraço Figueira, com interpretação de Adriano Martins, Isabel Martins e Simão Telo e encenação de Eduardo Luiz.
Esta é uma peça centrada nas problemáticas que afligem o ensino, contando a história de Nico e Pilim, amigos, companheiros e residentes no Sítio do Bairro que decidem nas vésperas de Natal assaltar a Escola que frequentaram até há pouco tempo e onde conheceram Natália, a professora de Inglês. Esta que apenas consegue ser colocada em regime de substituição e na noite do assalto surpreende os seus ex-alunos na escola.
Quarta feira, 30 de março, 21h00 no Auditório da Casa do Povo da Camacha
O grupo Porta 27, oriundo do Porto, apresenta a peça ‘Pistolas, Pilantras e Problemas’, texto original de Suzanna Rodrigues, encenação de Ricardo Alves e interpretação de Tiago Lourenço e Cristovão Carvalheiro.
Esta é uma história de uma quase pistola, dois pilantras e uma infinidade de problemas num assalto a um banco. Dois atores que são obrigados a partilhar o mesmo palco e a lidar dificilmente um com o outro.
Quinta feira, 31 de março - Estreia nacional no Teatro Municipal Baltazar Dias
Valéria de Carvalho, uma atora de grandíssima qualidade e créditos firmados, faz no AMO-Teatro a estreia nacional da peça ‘O Sofá, a Mamã e Eu’, com textos de Rita Ferro, Valéria Carvalho e Lamberto Carrozzi, produção de Âmago, Arte e Cultura.
A peça é uma comédia dramática deliciosa que reflete o quotidiano de uma mãe trabalhadora e do seu filho a sair da adolescência, com a particularidade de Valéria de Carvalho contracenar com o seu próprio filho, João Pedro Carvalho Lima.
Sexta feira, 1 de abril, 21hoo no Auditório da Casa do Povo da Camacha
Sexta feira é um dia diferente no AMO-Teatro deste ano. Começa com o Teatromosca que leva ao palco a peça ‘Fahrenheit 451’, de Ray Bradbury, com os atores Filipe Araújo e Rute Lizardo.
Este trabalho é um romance num futuro onde todos os livros são proibidos, opiniões próprias são consideradas antissociais e hedonistas, e o pensamento crítico é suprimido. O personagem central, Montag, trabalha como ‘bombeiro’ (o que significa ‘queimador de livro’). O número 451 é a temperatura (em graus Fahrenheit) da queima do papel, equivalente a 233 graus Celsius. Este espetáculo estreou no Théâtre de la Tête Noire, em Orléans (França).
Depois desta peça, a organização convida toda a população a participar na festa AMO-TEatro, no Largo da Igreja Matriz da Camacha, com atuações do Grupo Folclórico da Camacha, dos Camachofones e das parodiantes do TEC – as DIVAS.
Assim teremos, no AMO-TEatro, uma festa de cariz popular, bem ao jeito camacheiro!
Sábado, 2 de abril às 21h30 no Teatro Municipal Baltazar Dias
Um dos maiores destaque deste Festival é, sem dúvida, "António e Maria", uma peça de António Lobo Antunes, interpretada pela grande atriz Maria Rueff (Meridional Teatro) e encenação de Miguel Seabra.
O espetáculo é uma procura, uma surpresa, um monólogo múltiplo de mulheres. Vozes mutantes num corpo iluminado. Um exercício, por assim dizer, de doméstico sublime. Aproveitando uma lição simples do escritor Lobo Antunes para a vida toda: “Espreitar para dentro de uma bota porque às vezes há coisas.”
Domingo, 3 de abril às 21h00, no Auditório da Casa do Povo da Camacha
O "AMO-Teatro 2016" fecha a cortina com a peça ‘O vosso pior pesadelo’, do grupo Art’Imagem, interpretado por Flávio Hamilton, Miguel Rosas e Pedro Carvalho, com encenação de José Leitão.
Este trabalho é uma comédia negra parodiando obscenamente agressões físicas e mentais perpetradas sobre um prisioneiro, de uma prisão de alta segurança, procurando chegar ao público para que este participe, física e mentalmente, num exercício ‘quase’ sadomasoquista.
A peça pretende questionar a impunidade que atravessa a nossa sociedade e as muitas formas de violência que se abatem sobre os cidadãos.
Bilhetes
Porque tudo isto envolve custos elevados, os espetáculos serão pagos, naturalmente. Numa altura em que se torna cada vez mais óbvia a necessidade de investir em cultura, esta é uma oportunidade perfeita para o fazer!
Os bilhetes terão o valor de 5 euros para o auditório da Casa do Povo da Camacha e de 12,5 para o Teatro Municipal Baltazar Dias.
Não deixe passar a oportunidade e assista a Teatro e apoie a cultura!
Fonte: DN Madeira (5 sentidos, 20 de março de 2016)
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016
Carnaval, mas pouco...
A Camacha tem sido uma das Freguesias com maior número de atividades ao longo do ano, particularmente no que concerne a datas festivas, como o Carnaval. Mas este ano não será assim...
Felizmente, na sexta feira, as Escolas Básicas cumprem a tradição e realizam o seu Cortejo, com a cooperação e co-organização da Junta de Freguesia.
Não há duvidas que é um momento alto, pela alegria das crianças, mostrando o trabalho desenvolvido em contexto escolar, que os pais e familiares não deixam de acompanhar de perto. Uma manhã em cheio!
No entanto, com o encerramento da "Tasca O Casimiro", e a não realização do habitual "Baile do Clube 26", a oferta em termos de animação de Carnaval é diminuta, limitando-se ao "Baile dos Travestis", organizado pelo Teatro Experimental da Casa do Povo da Camacha.
O objetivo é a angariação de fundos, tendo em vista a realização do "Festival AMO-Teatro 2016", com o selo de qualidade TEC!
Esta é uma iniciativa louvável, tanto mais que reafirma a dinâmica de quem deita mãos ao trabalho e procura ultrapassar todas as dificuldades financeiras que se agravam continuamente. É assim na Casa do Povo, é assim no TEC!
Não percam a oportunidade de usufruir desta sexta feira de grande folia na Camacha! Até porque, infelizmente, será mesmo o único dia...
Como já é amplamente sabido, não se realiza o Cortejo de Carnaval do domingo, há muito organizado pela Casa do Povo da Camacha e, desde 2015, em parceria com a Junta de Freguesia.
Esta não foi uma decisão fácil nem tomada levianamente, pela importância que o evento tem, tendo a Casa do Povo e a Junta de Freguesia avaliado, em conjunto, várias soluções, perante o impacto da não realização, mas não foi possível evitar o pior cenário. Porquê?
O que é o "Cortejo de Carnaval da Camacha"
Sendo tema que merece ser abordado separadamente, a Camacha está na génese de vários cortejos e eventos Regionais, como a "Festa da Flor" e o "Cortejo Trapalhão", o que, juntando à tradição popular de sair para a rua mascarados, vinca a importância do Carnaval nesta Freguesia.
Há longos anos, a Casa do Povo passou a organizar o "Cortejo", fixando-o no domingo de Carnaval, incentivando e premiando a participação, de crianças, jovens, adultos e seniores, individualmente ou em grupos organizados.
O percurso teve várias versões, mas sempre com uma volta à Achada e terminando no Ringue, onde os participantes desfilam perante um Juri, para a atribuição dos prémios préviamente definidos.
Aberto a todos e com cariz vincadamente popular e trapalhão, sempre foi natural acontecer sátira e crítica social e política, tornando-se imagem de marca. Rir com a crítica é próprio do Carnaval, como até a mim aconteceu, sem que isso se deva levar a mal. É Carnaval e há que ter espírito e "poder de encaixe".
Portanto, o Cortejo sempre foi espaço livre, para crítica, sátira, imaginação, diversão e todos o que de bom o Carnaval tem.
A participação
Ao longo dos anos tem variado o número de participantes, notando-se a diminuição, particularmente de troupes organizadas, algo que importa analisar.
No caso de "Troupes de Carnaval", apesar dos convites e do esforço feito no sentido de atrair a sua participação, o entrave é financeiro. Uma troupe tem custos e é natural que procurem rentabilizar ou minimizar o investimento, participando em Cortejos onde são remunerados.
No caso dos grupos mais, digamos populares de temas satíricos, que muito agradam e que dão um cariz mais local e divertido ao Cortejo, a questão pode ter várias razões.
Desde logo o desinteresse pela participação, pelo trabalho que dá, pela dedicação que exige e pela disponibilidade de tempo que cada um vai tendo para isso.
Também há opiniões segundo as quais o Júri atribui o prémio sempre aos mesmo e que, por isso, não vale a pena. Bom, ser Júri é difícil e sempre sujeito a crítica, porque a avaliação é subjetiva, embora com critérios definidos.
A organização tem procurados escolher pessoas não ligadas à Casa do Povo, mas é impossível agradar a todos, agora, discordo em absoluto dessa ideia de que ganham sempre os mesmos.
É verdade que há grupos que participam sempre e que se preparam com cuidado, mas em momento algum a organização decide ou influencia na escolha.
Portanto, é legítimo querer o melhor prémio, mas não mais do que a escolha do Júri.
Os custos
Para a realização de um cortejo como este, é necessário garantir condições de segurança e cumprir com as regras e leis que estipulam a obrigatoriedade de policiamento, o que tem custos inerentes e incontornáveis, suportados pela organização.
Também a animação tem custos, muito para além da logística de palco, com equipamento de som e animação, seja DJ ou artista de variedades.
Os prémios atribuídos aos participantes, conjuga produtos e serviços oferecidos pelo comércio local, com valores monetários, o que, somando todas as variáveis, significa um investimento global mínimo de 1500€.
O financiamento
Como em todas as atividades e eventos da Casa do Povo, é o seu próprio orçamento a suportar a maior parte dos custos.
Para tal, é elaborado o "Plano de Atividades e Orçamento" anual, que é remetido às Entidades Públicas, de forma a obter os apoios financeiros necessários, quer para os mesmos, quer para o próprio funcionamento da Casa do Povo.
Nos últimos anos os cortes em apoios governamentais têm sido de grande monta, mas existem e há abertura para adequar e comportar maior apoio, face à importância e impacto positivo da ação da Casa do Povo.
Já no que toca às autarquias, a Junta de Freguesia está sempre na linha da frente para apoiar e participar como parceira, sem que a Câmara Municipal demonstre a mesma abertura. Não há apoio financeiro e o apoio logístico de funcionamento, que era dispensado às instituições, desapareceu.
Assim, é natural que se tenham de tomar opções, e maior critério nos eventos para que há capacidade efetiva de realizar.
O comércio local é um parceiro fundamental, mas as diminutas receitas obtidas contribuem para a incapacidade financeira. No entanto há que realçar que a grande maioria dispensa apoio, atribuindo prémios em forma de vales de compra.
A solução?
Porque importa realizar o "Cortejo de Carnaval", faço votos para que, em anos futuros, as dificuldades financeiras sejam ultrapassadas.
Para tal, o comércio local terá de ter uma participação mais forte, porque o evento atrai visitantes à Vila, mas, porque tem de ser propósito de uma Autarquia, o apoio e o incentivo ao dinamismo cultural, desportivo, social e comercial local, importa que se efetivem investimentos financeiros, dotando os eventos de animação com qualidade e capacidade de atrair participantes e assistência.
Não se trata de comprar feito, ou desbaratar recursos, trata-se de investir no dinamismo!
E porque esse dinamismo parte, desde logo, de casa, é fundamental que todos os grupos, instituições, clubes e associações participem, ativamente, em troupes, individualmente, ou de qualquer outra forma, mas contribuindo para engrossar o numero e qualidade do Cortejo.
Felizmente, na sexta feira, as Escolas Básicas cumprem a tradição e realizam o seu Cortejo, com a cooperação e co-organização da Junta de Freguesia.
Não há duvidas que é um momento alto, pela alegria das crianças, mostrando o trabalho desenvolvido em contexto escolar, que os pais e familiares não deixam de acompanhar de perto. Uma manhã em cheio!
No entanto, com o encerramento da "Tasca O Casimiro", e a não realização do habitual "Baile do Clube 26", a oferta em termos de animação de Carnaval é diminuta, limitando-se ao "Baile dos Travestis", organizado pelo Teatro Experimental da Casa do Povo da Camacha.O objetivo é a angariação de fundos, tendo em vista a realização do "Festival AMO-Teatro 2016", com o selo de qualidade TEC!
Esta é uma iniciativa louvável, tanto mais que reafirma a dinâmica de quem deita mãos ao trabalho e procura ultrapassar todas as dificuldades financeiras que se agravam continuamente. É assim na Casa do Povo, é assim no TEC!
Não percam a oportunidade de usufruir desta sexta feira de grande folia na Camacha! Até porque, infelizmente, será mesmo o único dia...
Como já é amplamente sabido, não se realiza o Cortejo de Carnaval do domingo, há muito organizado pela Casa do Povo da Camacha e, desde 2015, em parceria com a Junta de Freguesia.
Esta não foi uma decisão fácil nem tomada levianamente, pela importância que o evento tem, tendo a Casa do Povo e a Junta de Freguesia avaliado, em conjunto, várias soluções, perante o impacto da não realização, mas não foi possível evitar o pior cenário. Porquê?
O que é o "Cortejo de Carnaval da Camacha"
Sendo tema que merece ser abordado separadamente, a Camacha está na génese de vários cortejos e eventos Regionais, como a "Festa da Flor" e o "Cortejo Trapalhão", o que, juntando à tradição popular de sair para a rua mascarados, vinca a importância do Carnaval nesta Freguesia.
Há longos anos, a Casa do Povo passou a organizar o "Cortejo", fixando-o no domingo de Carnaval, incentivando e premiando a participação, de crianças, jovens, adultos e seniores, individualmente ou em grupos organizados.
O percurso teve várias versões, mas sempre com uma volta à Achada e terminando no Ringue, onde os participantes desfilam perante um Juri, para a atribuição dos prémios préviamente definidos.
Aberto a todos e com cariz vincadamente popular e trapalhão, sempre foi natural acontecer sátira e crítica social e política, tornando-se imagem de marca. Rir com a crítica é próprio do Carnaval, como até a mim aconteceu, sem que isso se deva levar a mal. É Carnaval e há que ter espírito e "poder de encaixe".
Portanto, o Cortejo sempre foi espaço livre, para crítica, sátira, imaginação, diversão e todos o que de bom o Carnaval tem.
A participaçãoAo longo dos anos tem variado o número de participantes, notando-se a diminuição, particularmente de troupes organizadas, algo que importa analisar.
No caso de "Troupes de Carnaval", apesar dos convites e do esforço feito no sentido de atrair a sua participação, o entrave é financeiro. Uma troupe tem custos e é natural que procurem rentabilizar ou minimizar o investimento, participando em Cortejos onde são remunerados.
No caso dos grupos mais, digamos populares de temas satíricos, que muito agradam e que dão um cariz mais local e divertido ao Cortejo, a questão pode ter várias razões.
Desde logo o desinteresse pela participação, pelo trabalho que dá, pela dedicação que exige e pela disponibilidade de tempo que cada um vai tendo para isso.
Também há opiniões segundo as quais o Júri atribui o prémio sempre aos mesmo e que, por isso, não vale a pena. Bom, ser Júri é difícil e sempre sujeito a crítica, porque a avaliação é subjetiva, embora com critérios definidos.
A organização tem procurados escolher pessoas não ligadas à Casa do Povo, mas é impossível agradar a todos, agora, discordo em absoluto dessa ideia de que ganham sempre os mesmos.
É verdade que há grupos que participam sempre e que se preparam com cuidado, mas em momento algum a organização decide ou influencia na escolha.
Portanto, é legítimo querer o melhor prémio, mas não mais do que a escolha do Júri.
Os custosPara a realização de um cortejo como este, é necessário garantir condições de segurança e cumprir com as regras e leis que estipulam a obrigatoriedade de policiamento, o que tem custos inerentes e incontornáveis, suportados pela organização.
Também a animação tem custos, muito para além da logística de palco, com equipamento de som e animação, seja DJ ou artista de variedades.
Os prémios atribuídos aos participantes, conjuga produtos e serviços oferecidos pelo comércio local, com valores monetários, o que, somando todas as variáveis, significa um investimento global mínimo de 1500€.
O financiamento
Como em todas as atividades e eventos da Casa do Povo, é o seu próprio orçamento a suportar a maior parte dos custos.
Para tal, é elaborado o "Plano de Atividades e Orçamento" anual, que é remetido às Entidades Públicas, de forma a obter os apoios financeiros necessários, quer para os mesmos, quer para o próprio funcionamento da Casa do Povo.
Nos últimos anos os cortes em apoios governamentais têm sido de grande monta, mas existem e há abertura para adequar e comportar maior apoio, face à importância e impacto positivo da ação da Casa do Povo.
Já no que toca às autarquias, a Junta de Freguesia está sempre na linha da frente para apoiar e participar como parceira, sem que a Câmara Municipal demonstre a mesma abertura. Não há apoio financeiro e o apoio logístico de funcionamento, que era dispensado às instituições, desapareceu.
Assim, é natural que se tenham de tomar opções, e maior critério nos eventos para que há capacidade efetiva de realizar.
O comércio local é um parceiro fundamental, mas as diminutas receitas obtidas contribuem para a incapacidade financeira. No entanto há que realçar que a grande maioria dispensa apoio, atribuindo prémios em forma de vales de compra.
Porque importa realizar o "Cortejo de Carnaval", faço votos para que, em anos futuros, as dificuldades financeiras sejam ultrapassadas.
Para tal, o comércio local terá de ter uma participação mais forte, porque o evento atrai visitantes à Vila, mas, porque tem de ser propósito de uma Autarquia, o apoio e o incentivo ao dinamismo cultural, desportivo, social e comercial local, importa que se efetivem investimentos financeiros, dotando os eventos de animação com qualidade e capacidade de atrair participantes e assistência.
Não se trata de comprar feito, ou desbaratar recursos, trata-se de investir no dinamismo!
E porque esse dinamismo parte, desde logo, de casa, é fundamental que todos os grupos, instituições, clubes e associações participem, ativamente, em troupes, individualmente, ou de qualquer outra forma, mas contribuindo para engrossar o numero e qualidade do Cortejo.
sábado, 23 de janeiro de 2016
2015 em revista - Eventos
Qualquer altura é boa para analisar o caminho percorrido e pensar em mudanças, inovações, ajustes, novos projetos ou simplesmente aplicar fórmulas que mostraram sucesso. Porque 2016 está apenas a iniciar, proponho-me destacar o que de maior impacto se fez em 2015.
O fluxo de público beneficiou, desde logo, o comércio local, gerando receitas fundamentais para um setor em dificuldades. Mas, além do imediatismo, este número expressivo de visitantes foi também oportunidade para promover as diversas ofertas da Vila. Com preparação e qualidade, o impacto é positivo e direto.
Nota de destaque para as festas promovidas pelos bares, com o Bilha e o Casimiro a apostarem em animação DJ, o que permitiu ao muito público permanecer na Vila depois da prova.
Esta foi uma aposta ganha, muito pelo empenho do Presidente da Junta de Freguesia, que tem tudo para ser repetida este ano, previsivelmente no sábado do Rali, dada a rotatividade estabelecida entre as "sedes" da prova (Camacha, Santa Cruz e Machico).
2015 foi um ano marcado por eventos, realizações, inovações e novos projetos, que marcaram a Vila e lhe deram forte presença mediática. De forma necessáriamente sucinta, destaco a Super especial do Rali, o Moda Camacha e o ART'Camacha.
Longe vão os anos do "nosso Rali", mas a aposta no regresso da "Super-Especial" foi importante, tanto mais que, acompanhada pela inovação no trajeto, trouxe a emoção ao coração da Vila!
O fluxo de público beneficiou, desde logo, o comércio local, gerando receitas fundamentais para um setor em dificuldades. Mas, além do imediatismo, este número expressivo de visitantes foi também oportunidade para promover as diversas ofertas da Vila. Com preparação e qualidade, o impacto é positivo e direto.
Nota de destaque para as festas promovidas pelos bares, com o Bilha e o Casimiro a apostarem em animação DJ, o que permitiu ao muito público permanecer na Vila depois da prova.
Esta foi uma aposta ganha, muito pelo empenho do Presidente da Junta de Freguesia, que tem tudo para ser repetida este ano, previsivelmente no sábado do Rali, dada a rotatividade estabelecida entre as "sedes" da prova (Camacha, Santa Cruz e Machico).
Como em tudo, há sempre espaço para melhorar, nomeadamente avaliando, se este trajeto não teria maior emoção e capacidade de atração de público, sem a subida do Caminho da Madeira e com uma dupla volta à Achada, além de algumas questões pontuais de segurança, algo que a organização faz sempre e bem.
Moda Camacha
O evento foi criado pelo estilista Tiago Gonçalves, e teve a primeira edição no Camacha Shopping. Em 2015, a Câmara Municipal e Junta de Freguesia lançaram o desafio de se trazer o evento para a rua, para o centro da Vila, se possível ao ar livre, integrando a celebração dos 500 anos de Santa Cruz.
A festa de lançamento, na Tasca "O Casimiro", foi o primeiro momento de sucesso. Uma noite de glamour, com desfile e performance das modelos do estilista, e a presença de muita gente, e um ambiente muito agradável, num espaço cuidadosamente decorado.
Quanto ao evento em si, o espaço escolhido foi o largo da Achada, com o apoio "O Casimiro", onde, porque a data aconselhava prudência, e em acordo com as Autarquias locais, foi feita a montagem de uma tenda, dentro da qual se ergueu o palco e toda a passadeira.
O desafio era exigente, mas a qualidade do trabalho do estilista, colaboradores e colegas convidados, resultou em sucesso, com muito mediatismo e impacto positivo na imprensa, sempre com o nome "Camacha" acopolado, o que diz bem da promoção resultante para a Vila.
Infelizmente, não faltaram críticas inusitadas com argumentos descabidos, atacando a montagem da tenda, a obrigatoriedade de bilhete pago para o dia e o condicionamento no acesso ao WC público do Largo da Achada, ainda que limitado a meia dúzia de horas. Um evento com esta grandeza não merecia.
Lamentável, sobremodo, a falta de apoio e cooperação camarária. Sendo um evento dos 500 anos, a comparticipação financeira era justa e lógica, mas apenas, e uma vez mais, a Junta de Freguesia esteve na linha da frente. Os custos foram repartidos entre o organizador, a Junta de Freguesia e o patrocinador "O Casimiro".
ART'Camacha
Não é novidade, este Festival de Cultura é o ponto alto do ano na Vila da Camacha. Ao longo dos anos tem sofrido ajustes diversos, inovações, e crescentes dificuldades.
Este 2015 a "Eira da Elsa" foi a grande inovação, tornando o espaço, onde a Cristiana Sousa instalou o projeto "Cúpula", num fantástico local de concertos, intimistas e de qualidade enorme! Uma aposta ganha, com o contributo do Higino, que planeou o alinhamento dos concertos.
Também inovação, fizeram-se workshop dedicados ao vime e ao folclore.
No caso do vime, o artesão local, Alcino Góis, proporcionou a experiência de fazer um pequeno cesto, com os interessados a terem um contacto prático com esta arte.
No caso do Folclore, foi possível experimentar jogos de roda com Grupo do Rochão e dançar com os grupos de fora da Madeira, participantes no Festival.
No palco principal, o vasto e eclético programa, manteve o nível elevado de qualidade, com vários pontos altos, como a Festival de Folclore, a noite do Teatro, a noite dedicada ao rock e o desfile do Tiago Gonçalves.
Portanto, num cenário de dificuldades financeiras e sem apoio financeiro da Câmara, sendo, uma vez mais, a Junta de Freguesia a entidade que mais apoio dedicou a um evento desta grandeza, foi com enorme esforço da direção da Casa do Povo, dos seus colaboradores e dos grupos e artistas envolvidos, que se fez um Festival cada vez mais apostado em inovar, apostando na interação com o público e primando pela cultura.
Investimento social é proporcionar crescimento cultural
A Capital da Cultura da Madeira merece apoio ao nível da capacidade que, continuamente, comprova ter para dinamizar e organizar.
Instituições, grupos e artistas, fazem muito com pouco, pelo que é urgente acarinhar e apoiar concretamente, quer ao nível governamental, quer, especificamente, ao nível autárquico.
Eventos que impulsionam a economia local, que dinamizam a imagem da Freguesia, que apostam na cultura, desporto ou mesmo entretenimento de qualidade, merecem esse apoio.
Apoiar acontecimentos com estas valências é, também, investimento social, pelo impulso descrito acima e, mais ainda, por proporcionar a toda a população, momentos de diversão, de aculturação e de atividade, de convívio, de festa, com impacto positivo na sua auto estima, algo intrinsecamente ligado à capacidade produtiva.
Apostar na dinâmica da Camacha, não é gasto, é investimento merecido!
Moda CamachaO evento foi criado pelo estilista Tiago Gonçalves, e teve a primeira edição no Camacha Shopping. Em 2015, a Câmara Municipal e Junta de Freguesia lançaram o desafio de se trazer o evento para a rua, para o centro da Vila, se possível ao ar livre, integrando a celebração dos 500 anos de Santa Cruz.
A festa de lançamento, na Tasca "O Casimiro", foi o primeiro momento de sucesso. Uma noite de glamour, com desfile e performance das modelos do estilista, e a presença de muita gente, e um ambiente muito agradável, num espaço cuidadosamente decorado.
Quanto ao evento em si, o espaço escolhido foi o largo da Achada, com o apoio "O Casimiro", onde, porque a data aconselhava prudência, e em acordo com as Autarquias locais, foi feita a montagem de uma tenda, dentro da qual se ergueu o palco e toda a passadeira.
O desafio era exigente, mas a qualidade do trabalho do estilista, colaboradores e colegas convidados, resultou em sucesso, com muito mediatismo e impacto positivo na imprensa, sempre com o nome "Camacha" acopolado, o que diz bem da promoção resultante para a Vila.
Infelizmente, não faltaram críticas inusitadas com argumentos descabidos, atacando a montagem da tenda, a obrigatoriedade de bilhete pago para o dia e o condicionamento no acesso ao WC público do Largo da Achada, ainda que limitado a meia dúzia de horas. Um evento com esta grandeza não merecia.
Lamentável, sobremodo, a falta de apoio e cooperação camarária. Sendo um evento dos 500 anos, a comparticipação financeira era justa e lógica, mas apenas, e uma vez mais, a Junta de Freguesia esteve na linha da frente. Os custos foram repartidos entre o organizador, a Junta de Freguesia e o patrocinador "O Casimiro".
ART'CamachaNão é novidade, este Festival de Cultura é o ponto alto do ano na Vila da Camacha. Ao longo dos anos tem sofrido ajustes diversos, inovações, e crescentes dificuldades.
Este 2015 a "Eira da Elsa" foi a grande inovação, tornando o espaço, onde a Cristiana Sousa instalou o projeto "Cúpula", num fantástico local de concertos, intimistas e de qualidade enorme! Uma aposta ganha, com o contributo do Higino, que planeou o alinhamento dos concertos.
Também inovação, fizeram-se workshop dedicados ao vime e ao folclore.
No caso do vime, o artesão local, Alcino Góis, proporcionou a experiência de fazer um pequeno cesto, com os interessados a terem um contacto prático com esta arte.
No caso do Folclore, foi possível experimentar jogos de roda com Grupo do Rochão e dançar com os grupos de fora da Madeira, participantes no Festival.
No palco principal, o vasto e eclético programa, manteve o nível elevado de qualidade, com vários pontos altos, como a Festival de Folclore, a noite do Teatro, a noite dedicada ao rock e o desfile do Tiago Gonçalves.
Portanto, num cenário de dificuldades financeiras e sem apoio financeiro da Câmara, sendo, uma vez mais, a Junta de Freguesia a entidade que mais apoio dedicou a um evento desta grandeza, foi com enorme esforço da direção da Casa do Povo, dos seus colaboradores e dos grupos e artistas envolvidos, que se fez um Festival cada vez mais apostado em inovar, apostando na interação com o público e primando pela cultura.
Investimento social é proporcionar crescimento cultural
A Capital da Cultura da Madeira merece apoio ao nível da capacidade que, continuamente, comprova ter para dinamizar e organizar.
Instituições, grupos e artistas, fazem muito com pouco, pelo que é urgente acarinhar e apoiar concretamente, quer ao nível governamental, quer, especificamente, ao nível autárquico.
Eventos que impulsionam a economia local, que dinamizam a imagem da Freguesia, que apostam na cultura, desporto ou mesmo entretenimento de qualidade, merecem esse apoio.
Apoiar acontecimentos com estas valências é, também, investimento social, pelo impulso descrito acima e, mais ainda, por proporcionar a toda a população, momentos de diversão, de aculturação e de atividade, de convívio, de festa, com impacto positivo na sua auto estima, algo intrinsecamente ligado à capacidade produtiva.
Apostar na dinâmica da Camacha, não é gasto, é investimento merecido!
domingo, 27 de dezembro de 2015
Tradição, inovação ou nada disso?
A "Noite de Natal" na Camacha é mágica! Aliás, toda a quadra natalícia!
E não apenas na rua, no centro, na Igreja, ou em qualquer outro lugar em específico. O Natal é vivido de forma intensa e especial na Camacha.
E não apenas na rua, no centro, na Igreja, ou em qualquer outro lugar em específico. O Natal é vivido de forma intensa e especial na Camacha.
A "Noite de Natal" é, pois, o expoente máximo desta vivência. É um orgulho vivê-la, ano após ano, de formas por vezes diferentes, mas com a mesma mescla de bons sentimentos e gozando o ambiente ímpar, que o centro da Camacha oferece.
É tradição o comércio estar aberto madrugada fora, acontecerem cânticos, bailinhos e despiques espontâneos, haver partilha de uma bebida e um petisco que se leva para numa sacola ou no porta bagagem do carro, enfim, há toda uma envolvência que atrai uma multidão de gente à Capital da Cultura Tradicional da Madeira, nesta noite.
Por isto, julgo que importa refletir sobre o rumo que esta noite segue, tendo em conta a animação e a venda ambulante (barraquinhas de comes e bebes, de bugigangas, etc).
Por isto, julgo que importa refletir sobre o rumo que esta noite segue, tendo em conta a animação e a venda ambulante (barraquinhas de comes e bebes, de bugigangas, etc).
É legítimo e legal, que os estabelecimentos do centro da Vila apostem em animação, mas parece-me exagerado e descontextualizado o ambiente de DJ em torno da Igreja Antiga.
Claro que há quem goste e queira passar a noite ao som de DJ, mas desvirtua o ambiente Natalício, numa centralidade que merecia mais tradição.
Já se provou ser possível haver consenso entre os comerciantes desta zona, e urge que se tente ultrapassar diferendos, tanto mais quando se verifica que não há oferta complementar, apenas similares e que acabam por provocar confusão sonora no espaço entre elas, também frequentado por quem procura viver a sua tradição de Natal.
Portanto, aceito e respeito quem procura passar esta noite ao som de um DJ, até porque já o fiz, mas parece-me que pode e deve haver consenso de forma a que essa oferta exista sem atropelos e sem exageros.
Na mesma linha, prefiro a Achada sem ar de arraial nesta noite. É óbvio que os comerciantes que lutam durante todo o ano, apoiando as festas, a feira de artesanato e agricultura, devem estar presentes nesta noite, não levanta discussão. No entanto, o numero exagerado de barracas e o tipo de oferta que se apresentou, não me parecem adequadas.
Certo, são os comerciantes que procuram a Camacha e querem fazer negócio nesta noite, mas, por não ser um arraial, pela envolvência tradicional e sentimental desta noite, parece-me desadequado que se torne nisso mesmo.
Passar pela Achada nessa noite, foi respirar e cheirar ar de arraial, para não falar de música em atropelos e nada natalícia, nem pouco mais ou menos. Fiquei com pena... Entendo que é legítimo, mas não concordo com o exagero.
Termino com a estranheza de ter uma barraca de poncha no adro da Igreja...
Independentemente disto, espero que todos tenham tido sucesso, porque trabalhar numa noite destas é duro e faz-se porque se tenta ter uma vida melhor, proporcioná-la à nossa família ou até para melhorar a saúde financeira de um pequeno negócio, de quem dependem famílias, pessoas reais e não apenas dígitos em estatísticas, e isso merece respeito.
Já se provou ser possível haver consenso entre os comerciantes desta zona, e urge que se tente ultrapassar diferendos, tanto mais quando se verifica que não há oferta complementar, apenas similares e que acabam por provocar confusão sonora no espaço entre elas, também frequentado por quem procura viver a sua tradição de Natal.
Portanto, aceito e respeito quem procura passar esta noite ao som de um DJ, até porque já o fiz, mas parece-me que pode e deve haver consenso de forma a que essa oferta exista sem atropelos e sem exageros.
Na mesma linha, prefiro a Achada sem ar de arraial nesta noite. É óbvio que os comerciantes que lutam durante todo o ano, apoiando as festas, a feira de artesanato e agricultura, devem estar presentes nesta noite, não levanta discussão. No entanto, o numero exagerado de barracas e o tipo de oferta que se apresentou, não me parecem adequadas.
Certo, são os comerciantes que procuram a Camacha e querem fazer negócio nesta noite, mas, por não ser um arraial, pela envolvência tradicional e sentimental desta noite, parece-me desadequado que se torne nisso mesmo.
Passar pela Achada nessa noite, foi respirar e cheirar ar de arraial, para não falar de música em atropelos e nada natalícia, nem pouco mais ou menos. Fiquei com pena... Entendo que é legítimo, mas não concordo com o exagero.
Termino com a estranheza de ter uma barraca de poncha no adro da Igreja...
Independentemente disto, espero que todos tenham tido sucesso, porque trabalhar numa noite destas é duro e faz-se porque se tenta ter uma vida melhor, proporcioná-la à nossa família ou até para melhorar a saúde financeira de um pequeno negócio, de quem dependem famílias, pessoas reais e não apenas dígitos em estatísticas, e isso merece respeito.
sábado, 27 de junho de 2015
Futebol de Salão de volta à Camacha
Em tempos idos, o "Futebol de Salão" era praticado no nosso "Largo da Achada", com a realização de diversos Torneios, muito afamados e participados.
Ao longo de muitos e bons anos assim foi, na sequência do que tinha já sido o "Hóquei em Sapatilhas", mas com a inauguração do Pavilhão Gimnodesportivo, essa prática decaíu e até deixou de acontecer.
Este ano, a Secção Desportiva da Casa do Povo da Camacha meteu mãos à obra e relançou a modalidade, que difere do Futsal, quer nas regras, quer na própria bola.
Grosso modo, as tabelas podem ser utilizadas, a bola é mais pequena e pesada, não podendo ser jogada acima da cintura (aproximadamente), e os golos não podem ser obtidos dentro de área,
A partir de hoje e durante todo o Verão, voltam as noites quentes na Achada, com um evento que não pode deixar de acontecer, na Freguesia onde se jogou Futebol, pela primeira vez em Portugal, no ano 1875.
Uma palavra final para o excelente trabalho gráfico e comunicação do evento, acompanhando os bons exemplos e demonstrando um elevado grau de profissionalismo.
Confira a página do Torneio.
sexta-feira, 15 de maio de 2015
Arte em vime, por Susana Solano
O vime, o nosso vime, com velhos e novos usos, formatos e materiais empregados, pode ser bem mais do que aquilo que achamos que é. Vejamos este exemplo de 2003.
Susana Solano, escultora espanhola de referência, tem trabalhos inspirados em viagens diversas em busca de artes artesanais com expressão diminuta ou em declínio de produção, demonstrando o crescente efeito da industrialização na perda da produção artesanal e tradicional.
A convite da Porta33, no Funchal, a escultura desenhou e, com os artesãos camacheiros, produziu 9 peças em vime, com armação de ferro, que resultaram numa exposição na Galeria "Porta 33".
Posteriormente, a exposição esteve patente no "Museo Nacional Centro de Arte Raeina Sofía - Monastery of Santo Domingo de Silos".
Neste processo participaram António Baptista, Lurdes Fernandes, Silva & Freitas, Lda (Café Relógio); António Freitas, Gilberto Freitas, Margarida Freitas, Maria Gouveia, Lúcia Luis, Joaquim Nóbrega, que são referidos nos agradecimentos da artista nas exposições.
Deste exemplo retiramos que, sendo certo que os tempos não são de grande dinâmica da indústria do vime, desistir não tem de ser o caminho.
Mesmo com a dureza do trabalho, desde a plantação à produção das peças, e ainda que a concorrência de produtos chineses e materiais sintéticos seja grande, são exemplos como este, iniciativas de galerias e instituições de grande relevância e importância na nossa Região, que podem ajudar a apontar novos rumos, novas oportunidades, novos mercados para o vime.
Sim, economia de escala é sempre algo que diminui as margens de lucro, mas a qualidade não pode ser descurada, num mundo desperto para produtos gourmet, biológicos e de luxo.
Links relacionados
Página Facebook onde encontrei a referência a esta escultura e exposição » www.facebook.com/ceciliavieiradefreitas
Exposições
» www.museoreinasofia.es/en/exhibitions/susana-solano-0
» http://www.porta33.com/exposicoes/content_exposicoes/susana_solano/susana_solano.html
» http://www.porta33.com/apresentacao/apresentacao.html
Susana Solano, escultora espanhola de referência, tem trabalhos inspirados em viagens diversas em busca de artes artesanais com expressão diminuta ou em declínio de produção, demonstrando o crescente efeito da industrialização na perda da produção artesanal e tradicional.
A convite da Porta33, no Funchal, a escultura desenhou e, com os artesãos camacheiros, produziu 9 peças em vime, com armação de ferro, que resultaram numa exposição na Galeria "Porta 33".
Posteriormente, a exposição esteve patente no "Museo Nacional Centro de Arte Raeina Sofía - Monastery of Santo Domingo de Silos".
Neste processo participaram António Baptista, Lurdes Fernandes, Silva & Freitas, Lda (Café Relógio); António Freitas, Gilberto Freitas, Margarida Freitas, Maria Gouveia, Lúcia Luis, Joaquim Nóbrega, que são referidos nos agradecimentos da artista nas exposições.
Deste exemplo retiramos que, sendo certo que os tempos não são de grande dinâmica da indústria do vime, desistir não tem de ser o caminho.
Mesmo com a dureza do trabalho, desde a plantação à produção das peças, e ainda que a concorrência de produtos chineses e materiais sintéticos seja grande, são exemplos como este, iniciativas de galerias e instituições de grande relevância e importância na nossa Região, que podem ajudar a apontar novos rumos, novas oportunidades, novos mercados para o vime.
Sim, economia de escala é sempre algo que diminui as margens de lucro, mas a qualidade não pode ser descurada, num mundo desperto para produtos gourmet, biológicos e de luxo.
Links relacionados
Exposições
» www.museoreinasofia.es/en/exhibitions/susana-solano-0
» http://www.porta33.com/exposicoes/content_exposicoes/susana_solano/susana_solano.html
» http://www.porta33.com/apresentacao/apresentacao.html
quarta-feira, 25 de setembro de 2013
O que falta à Camacha como "Capital da Cultura"
Camacha, "Capital da Cultura". O desenvolvimento da nossa Freguesia não passa apenas por aqui, mas é um ponto fulcral e o que nos relança no panorama regional, mas não só.
Falta a remodelação da Achada, sim. Falta tornar o nosso centro num espaço melhorado, mantendo a traça de espaço verde, dando mais destaque ao primeiro lugar onde se jogou Futebol em Portugal, revitalizando o ringue, melhorando os acessos ao WC e outros pormenores.
Falta o Auditório, já com local definido e com projeto elaborado conjuntamente por todos os os grupos culturais da Camacha.
Falta ainda o Mercado e mais estacionamento, mas isso está incluído no projeto do auditório.
Culturalmente, falta ainda uma sede ao Grupo do Rochão, que tem mostrado uma crescente dinâmica e a recuperação e reconversão da "Casa Etnográfica", espaço com grande potencialidade como espaço museológico, mas também de exposições temporárias.
Falta mais, sim, mas parecem-me os pontos fulcrais para o desenvolvimento sustentado da "Capital da Cultura".
Termino olhando para o futuro imediato e para as decisões que aí vêm, já domingo. Analisando o percurso, as ideias e propostas, é óbvio que o Jorge Baptista está atento e conhecedor, reuniu com entidades culturais e liderou algumas intervenções importantes nos últimos 8 anos, como a recuperação e adequação do auditório da Casa do Povo da Camacha.
A equipa PSD assume o compromisso de apoiar a cultura e sabe como fazê-lo, em contraponto com a lista concorrente que nem reuniu com entidades e publicamente mostra-se contra a remodelação da Achada e desconhece a necessidade de um auditórios e das restantes ideias que aqui expus.
Os tempos são de contenção, mas essa é apenas uma razão mais para acreditarmos em quem demonstra estar atento, conhecedor e capaz de realizar os anseios da população.
Falta a remodelação da Achada, sim. Falta tornar o nosso centro num espaço melhorado, mantendo a traça de espaço verde, dando mais destaque ao primeiro lugar onde se jogou Futebol em Portugal, revitalizando o ringue, melhorando os acessos ao WC e outros pormenores.
Falta o Auditório, já com local definido e com projeto elaborado conjuntamente por todos os os grupos culturais da Camacha.
Falta ainda o Mercado e mais estacionamento, mas isso está incluído no projeto do auditório.
Culturalmente, falta ainda uma sede ao Grupo do Rochão, que tem mostrado uma crescente dinâmica e a recuperação e reconversão da "Casa Etnográfica", espaço com grande potencialidade como espaço museológico, mas também de exposições temporárias.
Falta mais, sim, mas parecem-me os pontos fulcrais para o desenvolvimento sustentado da "Capital da Cultura".
Termino olhando para o futuro imediato e para as decisões que aí vêm, já domingo. Analisando o percurso, as ideias e propostas, é óbvio que o Jorge Baptista está atento e conhecedor, reuniu com entidades culturais e liderou algumas intervenções importantes nos últimos 8 anos, como a recuperação e adequação do auditório da Casa do Povo da Camacha.
A equipa PSD assume o compromisso de apoiar a cultura e sabe como fazê-lo, em contraponto com a lista concorrente que nem reuniu com entidades e publicamente mostra-se contra a remodelação da Achada e desconhece a necessidade de um auditórios e das restantes ideias que aqui expus.
Os tempos são de contenção, mas essa é apenas uma razão mais para acreditarmos em quem demonstra estar atento, conhecedor e capaz de realizar os anseios da população.
terça-feira, 7 de maio de 2013
Camacha, terra de flores
A Camacha, além de "Capital da Cultura", é também terra de flores, um dos epítetos que lhe grangeou muitos visitantes.
Estamos na Primavera e o tempo convida a passeios a pé, pelas levadas e caminhos da nossa Vila, de máquina na mão, em busca de tesouros naturais, que ainda temos e que urge preservar e ampliar.
Os incêndios dos ultimos anos e o abandono de alguns terrenos deixa marcas na paisagem, o que é notório mas não uma fatalidade!
Tenho encontrado bons exemplos de espaços floridos, uns mais "selvagens" e outros pela mão humana, mas exemplos do que se pode fazer ainda mais pela beleza natural da Camacha.
Projetos como as hortas familiares são iniciativas positivas e contribuem a diversos niveis e espero que brevemente sejam implementados outros, direcionados para os terrenos à beira das principais vias, dando uma cada vez melhor imagem da Camacha a quem nos visita, mas principalmente a nós próprios, Camacheiros!
A Casa do Povo terá aqui uma importante intervenção, estando a"na forja" várias ações com este intuito, aproveitando, sempre que possivel, espaços abandonados e a merecerem intervençao.
Infelizmente é complexo intervir em terrenos baldios, dada a questão de propriedade dos mesmos, mas podemos sempre fazê-lo nos nossos próprios espaços, com vantagens para a beleza do espaço que nos circunda.
Não sou especialista de botânica, mas tenho para mim que, se limparmos os terrenos, libertando-os de infestantes como a carqueja, trepadeiras e outras ervas, as flores e as árvores de fruto ganham pujança e retomam o explendor que merecem.
A Camacha, terra de flores, está ao nosso alcance, se todos fizermos um pouco :)
Estamos na Primavera e o tempo convida a passeios a pé, pelas levadas e caminhos da nossa Vila, de máquina na mão, em busca de tesouros naturais, que ainda temos e que urge preservar e ampliar.
Os incêndios dos ultimos anos e o abandono de alguns terrenos deixa marcas na paisagem, o que é notório mas não uma fatalidade!
Tenho encontrado bons exemplos de espaços floridos, uns mais "selvagens" e outros pela mão humana, mas exemplos do que se pode fazer ainda mais pela beleza natural da Camacha.
Projetos como as hortas familiares são iniciativas positivas e contribuem a diversos niveis e espero que brevemente sejam implementados outros, direcionados para os terrenos à beira das principais vias, dando uma cada vez melhor imagem da Camacha a quem nos visita, mas principalmente a nós próprios, Camacheiros!
A Casa do Povo terá aqui uma importante intervenção, estando a"na forja" várias ações com este intuito, aproveitando, sempre que possivel, espaços abandonados e a merecerem intervençao.
Infelizmente é complexo intervir em terrenos baldios, dada a questão de propriedade dos mesmos, mas podemos sempre fazê-lo nos nossos próprios espaços, com vantagens para a beleza do espaço que nos circunda.
Não sou especialista de botânica, mas tenho para mim que, se limparmos os terrenos, libertando-os de infestantes como a carqueja, trepadeiras e outras ervas, as flores e as árvores de fruto ganham pujança e retomam o explendor que merecem.
A Camacha, terra de flores, está ao nosso alcance, se todos fizermos um pouco :)
quinta-feira, 17 de maio de 2012
TEATRO » Living Picture
Cá fica a minha sugestão para um serão muito bem passado! Uma comédia com o selo de qualidade do teatro Experimental da Casa do Povo da Camacha!
Depois de "Cruz Credo", um drama que teve o condão de revelar novos valores de grandíssima qualidade, o TEC volta às grandes produções com esta comédia dinâmica e arrebatadora.
Conjugando a ação de palco com outras expressões plásticas, "Os loucos anos 20" prende o público do primeiro ao último instante. A não perder!

E eis a novíssima produção do Teatro Experimental da Casa do Povo da Camacha!
Um projeto inovador que engloba diversas vertentes da expressão artística: o teatro, a estátua viva e a pintura, lembrando a pintura em tela.
Sinopse
A comédia, "The Living Picture", conta a história de Aldora Veit, uma ricaça que confessa à sua criada, Maria, o desejo de ver a sua filha Iva casada, conseguindo, dessa forma, um herdeiro para a sua linhagem.
Uma dupla de vigaristas entra na mansão da protagonista no intuito de roubar toda a fortuna da milionária, mas um deles apaixona-se pela filha de Aldora e deixa o plano maléfico de lado.
Mesmo assim, o dinheiro da mansão é roubado e os habitantes da casa começam a investigar.
O que ninguém sabe é que existe alguém que observa toda a mansão..."
Adaptação e encenação de Zé Ferreira
Reservas
96 044 74 48
Preços
Adultos - 3€ (Sócios da INATEL: 2,10€)
Crianças dos 8 aos 13 anos, se acompanhadas de 1 adulto pagam 1€
PS - Cada bilhete oferece 5€ no Plano D - Soluções de Saúde
Apoios
Casa do povo Camacha
Junta de freguesia da Camacha
Município de Santa Cruz
INATEL Madeira
DRAC Madeira
Plano D – Soluções de saúde
Manuel de Nóbrega e Herdeiros, Lda.
Tatiana Teixeira - Grafismo
Depois de "Cruz Credo", um drama que teve o condão de revelar novos valores de grandíssima qualidade, o TEC volta às grandes produções com esta comédia dinâmica e arrebatadora.
Conjugando a ação de palco com outras expressões plásticas, "Os loucos anos 20" prende o público do primeiro ao último instante. A não perder!

Espetáculos
Domingos: 20, 27 Maio e 03 de Junho às 18h00
Quintas: 24 e 31 de Maio às 21h00
Sexta: 18 Maio às 21h00
Sábado às 26 Maio 21h00h
E eis a novíssima produção do Teatro Experimental da Casa do Povo da Camacha!
Um projeto inovador que engloba diversas vertentes da expressão artística: o teatro, a estátua viva e a pintura, lembrando a pintura em tela.
Sinopse
A comédia, "The Living Picture", conta a história de Aldora Veit, uma ricaça que confessa à sua criada, Maria, o desejo de ver a sua filha Iva casada, conseguindo, dessa forma, um herdeiro para a sua linhagem.
Uma dupla de vigaristas entra na mansão da protagonista no intuito de roubar toda a fortuna da milionária, mas um deles apaixona-se pela filha de Aldora e deixa o plano maléfico de lado.
Mesmo assim, o dinheiro da mansão é roubado e os habitantes da casa começam a investigar.
O que ninguém sabe é que existe alguém que observa toda a mansão..."
Adaptação e encenação de Zé Ferreira
Reservas
96 044 74 48
Preços
Adultos - 3€ (Sócios da INATEL: 2,10€)
Crianças dos 8 aos 13 anos, se acompanhadas de 1 adulto pagam 1€
PS - Cada bilhete oferece 5€ no Plano D - Soluções de Saúde
Apoios
Casa do povo Camacha
Junta de freguesia da Camacha
Município de Santa Cruz
INATEL Madeira
DRAC Madeira
Plano D – Soluções de saúde
Manuel de Nóbrega e Herdeiros, Lda.
Tatiana Teixeira - Grafismo
segunda-feira, 30 de abril de 2012
FexpoCamacha

Numa altura em que a crise entra-nos no estado de espírito, vamo-nos voltando para as formas de poupar dinheiro e recursos, que o engano dos tempos fartos nos fizeram negligenciar.
É, pois, com grande agrado que registo o sucesso das duas edições do "FexpoCamacha", que tem tudo para se tornar uma feira periódica, e que vem justificar a necessidade de um Mercado Agrícola na nossa Vila.
A iniciativa de Junta de Freguesia, além de provar a atenção dada a um sector que vai ganhando maior numero de Camacheiros, demonstra a qualidade dos produtos e a sabedoria de quem nunca largou a terra.
Quanto a artesanato, a feira apresenta muita diversidade, que vai muito para além do vime, que é essencial e nunca pode faltar. Apresentam-se trabalhos para venda, desde a bugiganga ao bordado, passando pela arte de trabalhar a madeira. Há muito para ver e comprar.
Quanto a artesanato, a feira apresenta muita diversidade, que vai muito para além do vime, que é essencial e nunca pode faltar. Apresentam-se trabalhos para venda, desde a bugiganga ao bordado, passando pela arte de trabalhar a madeira. Há muito para ver e comprar.
Mas, além desta opinião que é fácil de retirar por quem visita o certame, destaco a visão do Francisco Mota na sua execução, dispondo os stands de forma a ampliar a sua visibilidade aos visitantes mais distraídos e concebendo as bancadas de forma simples, funcional e utilizando o vime! Parabéns!
Fiquem atentos, a dinâmica desta Vila é cada vez mais forte, mesmo quando não existem ou escasseiam os grandes apoios que merecia, mas sempre com capacidade de juntar sinergias e levar a efeito!
terça-feira, 27 de março de 2012
Excelentes "Momentos"
Sábado à noite a Tuna de Bandolins da Casa do Povo da Camacha presenteou-nos com grandes momentos que foram bem para além da musica.
Com o auditório da Casa do Povo da Camacha repleto, a Tuna presenteou o público com cerca de uma hora de espetáculo digno desse nome. O conceito do concerto fez-se não apenas de musica de Tuna, uma agradável surpresa, indo bem para além disso, ao aproveitar as diversas valências e capacidades artísticas dos seus elementos. "Momentos" foi muito para além do esperado!
Entre as naturais peças clássicas e tradicionais, demonstrativas da evolução técnica e coletiva da Tuna, com uma notável capacidade de interpretação bem patente nas harmoniosas variações de ritmo e intensidade, a inclusão de peças a solo e duetos emprestou uma grande dinâmica e manteve a atenção da plateia em níveis elevados.
A melhorar, contudo, as mudanças no palco (instrumentos, cadeiras, estantes e posicionamento), mas nada que belisque a musicalidade fantástica apresentada!
Portanto, um concerto de grande qualidade, inovador, dinâmico, com a frescura que a época pede e com vários toques de magia, bem patentes quando o publico exigiu um "encore", que se tornou numa prova de como a Tuna é já capaz de interpretar temas que não haviam sido preparados para esse dia, ou seja, comprovou-se em palco a grande capacidade e qualidade musical de todos os elementos.
Mas, por falar em magia, atentem bem neste nome, Érica Gonçalves, uma artista de mão cheia, um portento de talento, com potencial difícil de mensurar! Em dois momentos deixou a sala em ebulição!
Primeiro declamando "Adeus", de Eugénio Andrade, ao som (teclas) do tema original de outro talento que emerge, a Sara Barreto.
Depois, num momento sublime, arrebatou a plateia declamando o "Cântico Negro" de José Régio, com a violência intempestiva, florescente e fresca da Primavera, salpicada já pela intensidade arrebatadora do Verão! Dicção fantástica, métrica impecável e uma capacidade emotiva de interpretação que nos prendeu a cada sílaba, num crescendo para o final que nos deixou, mesmo, sem saber por onde ir. Bravíssimo!
Finalizo recomendando toda a sua atenção para esta Tuna de Bandolins da Casa do Povo da Camacha, que cresce mais e mais, e apresenta um trabalho que justifica bem mais que os 2€ de entrada!
Parabéns a todos e um abraço especial ao José João, pelo trabalho desenvolvido! A Camacha agradece ;)
Com o auditório da Casa do Povo da Camacha repleto, a Tuna presenteou o público com cerca de uma hora de espetáculo digno desse nome. O conceito do concerto fez-se não apenas de musica de Tuna, uma agradável surpresa, indo bem para além disso, ao aproveitar as diversas valências e capacidades artísticas dos seus elementos. "Momentos" foi muito para além do esperado!
Entre as naturais peças clássicas e tradicionais, demonstrativas da evolução técnica e coletiva da Tuna, com uma notável capacidade de interpretação bem patente nas harmoniosas variações de ritmo e intensidade, a inclusão de peças a solo e duetos emprestou uma grande dinâmica e manteve a atenção da plateia em níveis elevados.
A melhorar, contudo, as mudanças no palco (instrumentos, cadeiras, estantes e posicionamento), mas nada que belisque a musicalidade fantástica apresentada!
Portanto, um concerto de grande qualidade, inovador, dinâmico, com a frescura que a época pede e com vários toques de magia, bem patentes quando o publico exigiu um "encore", que se tornou numa prova de como a Tuna é já capaz de interpretar temas que não haviam sido preparados para esse dia, ou seja, comprovou-se em palco a grande capacidade e qualidade musical de todos os elementos.
Mas, por falar em magia, atentem bem neste nome, Érica Gonçalves, uma artista de mão cheia, um portento de talento, com potencial difícil de mensurar! Em dois momentos deixou a sala em ebulição!
Primeiro declamando "Adeus", de Eugénio Andrade, ao som (teclas) do tema original de outro talento que emerge, a Sara Barreto.
Depois, num momento sublime, arrebatou a plateia declamando o "Cântico Negro" de José Régio, com a violência intempestiva, florescente e fresca da Primavera, salpicada já pela intensidade arrebatadora do Verão! Dicção fantástica, métrica impecável e uma capacidade emotiva de interpretação que nos prendeu a cada sílaba, num crescendo para o final que nos deixou, mesmo, sem saber por onde ir. Bravíssimo!
Finalizo recomendando toda a sua atenção para esta Tuna de Bandolins da Casa do Povo da Camacha, que cresce mais e mais, e apresenta um trabalho que justifica bem mais que os 2€ de entrada!
Parabéns a todos e um abraço especial ao José João, pelo trabalho desenvolvido! A Camacha agradece ;)
quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011
Segurança Pública na Camacha
Naturalmente, este é um assunto que recorrentemente assume protagonismo na nossa Camacha, por algum assalto, ou sequência, com maior impacto mediático ou outros pormenores relativos à PSP.
Mas atenção que a Camacha não é um "ponto negro" na Madeira nem uma Vila sem ordem ou segurança pública, é sim, uma Vila com problemas que são comuns a muitas outras paragens da nossa ilha e que devem ser combatidos e não usados para outros fins.
Independentemente das "guerras" políticas, o fundo da questão contém um autismo do Ministério da Administração Interna à particularidade da nossa Vila, analisando e gerindo um todo que não existe num país tão rico, multicultural e com diferenças sociais evidentes entre as grandes e as pequenas cidades, as aldeias e Vilas.
Mas hoje falo da "desculpa" estatística, publicamente usada pelo Comando Regional, para refutar a necessidade de mais PSP na Camacha. Torna-se evidente o sentimento de inoperância ou impotência que anexamos à acção policial, muito por culpa da execução da Lei, da facilidade com que os prevaricadores permanecem em liberdade e continuam a actuar.
Mas vale a pena apresentar queixa de toda e qualquer ocorrência, obrigando com a força dos números a que a desculpa se altere?
Se os decisores da segurança pública escuda-se de números, com a frieza e a subjectividade que sempre têm, é sinal que ignoram em absoluto o "sentir" social, que por ser subjectivo, implica um maior conhecimento da população e do seu meio. Mais, desconsideram os representantes eleitos, religiosos, civis, públicos e privados, e os seus apelos e alertas.
Então que nos resta? Ser interventivos, atentos e insistentes!
Apresentemos queixa, sempre que tal for o caso, mantenhamos viva a ideia da necessidade do reforço policial, ainda mais em tempos que se afiguram socialmente mais instáveis, e façamos parte da solução, tomando as nossas devidas medidas de segurança, acautelando os nosso pertences e assumindo comportamentos mais seguros.
Como nota de rodapé, a Câmara Municipal vai promover, conjuntamente com a PSP, acções de sensibilização junto da população mais idosa sobre os cuidados a terem na segurança pessoal e dos seus bens. Também as Instituições do Concelho serão abrangidas, o que, acredito, poderá contribuir para a diminuição dos casos de furto.
Mas atenção que a Camacha não é um "ponto negro" na Madeira nem uma Vila sem ordem ou segurança pública, é sim, uma Vila com problemas que são comuns a muitas outras paragens da nossa ilha e que devem ser combatidos e não usados para outros fins.
Independentemente das "guerras" políticas, o fundo da questão contém um autismo do Ministério da Administração Interna à particularidade da nossa Vila, analisando e gerindo um todo que não existe num país tão rico, multicultural e com diferenças sociais evidentes entre as grandes e as pequenas cidades, as aldeias e Vilas.
Mas hoje falo da "desculpa" estatística, publicamente usada pelo Comando Regional, para refutar a necessidade de mais PSP na Camacha. Torna-se evidente o sentimento de inoperância ou impotência que anexamos à acção policial, muito por culpa da execução da Lei, da facilidade com que os prevaricadores permanecem em liberdade e continuam a actuar.
Mas vale a pena apresentar queixa de toda e qualquer ocorrência, obrigando com a força dos números a que a desculpa se altere?
Se os decisores da segurança pública escuda-se de números, com a frieza e a subjectividade que sempre têm, é sinal que ignoram em absoluto o "sentir" social, que por ser subjectivo, implica um maior conhecimento da população e do seu meio. Mais, desconsideram os representantes eleitos, religiosos, civis, públicos e privados, e os seus apelos e alertas.
Então que nos resta? Ser interventivos, atentos e insistentes!
Apresentemos queixa, sempre que tal for o caso, mantenhamos viva a ideia da necessidade do reforço policial, ainda mais em tempos que se afiguram socialmente mais instáveis, e façamos parte da solução, tomando as nossas devidas medidas de segurança, acautelando os nosso pertences e assumindo comportamentos mais seguros.
Como nota de rodapé, a Câmara Municipal vai promover, conjuntamente com a PSP, acções de sensibilização junto da população mais idosa sobre os cuidados a terem na segurança pessoal e dos seus bens. Também as Instituições do Concelho serão abrangidas, o que, acredito, poderá contribuir para a diminuição dos casos de furto.
quarta-feira, 22 de dezembro de 2010
Natal na Camacha
Estamos já a poucos dias do Natal, o que significa que muito já se festejou na Vila da Camacha, mas ainda muito há para celebrar.O mau tempo voltou a condicionar, provocando o adiamento da Função do Porco, mas em nada diminuíu o interesse e pertinência, daquele que é o primeiro evento da quadra natalícia na nossa Vila.
Apesar do tema não ser pacífico, a "Função do Porco" além de ser uma tradição de longa data, repleta de história e relevância social, é feita em torno da demonstração dos passos após a "matança", ou seja, o animal não é morto na achada (vem assim da Santagro).
Portanto, é o reviver de uma tradição e oportunidade de aprendizagem para os mais novos, com muita festa e animação.
Tudo isto comprovado pela forte afluência que se repete e amplia a cada ano.
Tenda da Festa
Depois da aposta do ano passado, a Câmara Municipal voltou a instalar uma tenda na Achada, este ano mais ampla e melhor equipada, com chão montado e alcatifado a proporcionar maior conforto, de forma a que todas as actividades possam ali desenrolar-se.
Primeiro exemplo a "Feira dos Licores e Broas p'ra Festa". Três dias dinamizados pelas diversas associações da Vila, angariando fundos através da venda de licores broas e outras iguarias da época.
E no passado fim-de-semana, o "Noite na Tenda", que começou com a actuação da Tuna, Grupos Folclóricos e "Euphobassax" (4 elementos da Banda da Camacha) e prolongou-se noite fora com a actuação inédita de LadyCC. Uma aposta arrojada da Casa do Povo, dada a sonoridade house, mas que comprovou ser possível realizar eventos com sucesso, sem a "prisão" do estilo.
A animação continua, com Auto de Natal dia 28 e Noite de Reis dia 8, entre outras festas e organizações, portanto, venham à Camacha celebrar o Natal!
sexta-feira, 26 de março de 2010
Conselho de Justiça da Federação Portuguesa de Futebol
Este blog não é espaço de Futebol, mas é espaço de CAMACHA! Portanto, desculpem este desvio ao normal, mas tenho de falar deste caso nacional... (Como comentado pelo David, este parágrafo não tem razão de ser, desconsiderem)
Não interessa quem é o clube nem porque se diz lesado, o que aqui quero reter da decisão da FPF em reduzir o castigo do Hulk e Sapunaru, tem apenas a ver com a nossa A.D.Camacha.
Lembrem-se que fomos injustamente e vilipendiosamente despromovidos à IIIDiv Nacional em 2008.2009, depois de termos conquistado em campo a permanência na IIDiv B, num ano em que fomos constantemente prejudicados nas arbitragens. Esta despromoção trouxe custos económicos que continuam a fazer-se sentir, pondo em risco a sobrevivência do clube.
E como se processou tudo isto?
1. O Conselho de Justiça utilizou três parágrafos de três artigos diferente e incompatíveis entre si, para justificar a descida. Reforço a ilegalidade com um parecer do Professor Doutro Freitas do Amaral, sobre o próprio Conselho de Justiça.
2. Não consultou, como previsto na lei, a Camacha, decidindo à revelia. Não é legal esta falta de notificação e posterior auscultação de uma parte (extremamente!) interessada.
3. A decisão foi tomada a poucos dias do sorteio da IIDiv, o que na prática significou termos um plantel pensado para essa divisão, contando com o respectivo subsídio do IDRAM. Ora como o valor atribuído foi significativamente inferior, precisamente derivado da descida de divisão, as finanças do Clube sofreram um rombo titânico...
4. A responsabilidade desta decisão é do CJ da Federação. A Federação tem por base desenvolver o Futebol e promover o desenvolvimento dos seus associados, logo, tem obrigação de defender a existência da A.D.Camacha. Não? SIM!
5. Decorre um processo de pedido de indemnização, sem fim à vista, como é apanágio, do qual não sairá nunca um "euromilhões" mas uma merecida e amplamente justificada rampa de salvamento de um clube que sempre foi bom pagador, até acontecer esta "coisa a que se chamou decisão"...
E fazem-me perguntas sobre o caso do túnel? Discussão vazia... A nossa A.D.Camacha é que foi realmente prejudicada!
Não interessa quem é o clube nem porque se diz lesado, o que aqui quero reter da decisão da FPF em reduzir o castigo do Hulk e Sapunaru, tem apenas a ver com a nossa A.D.Camacha.
Lembrem-se que fomos injustamente e vilipendiosamente despromovidos à IIIDiv Nacional em 2008.2009, depois de termos conquistado em campo a permanência na IIDiv B, num ano em que fomos constantemente prejudicados nas arbitragens. Esta despromoção trouxe custos económicos que continuam a fazer-se sentir, pondo em risco a sobrevivência do clube.
E como se processou tudo isto?
1. O Conselho de Justiça utilizou três parágrafos de três artigos diferente e incompatíveis entre si, para justificar a descida. Reforço a ilegalidade com um parecer do Professor Doutro Freitas do Amaral, sobre o próprio Conselho de Justiça.
2. Não consultou, como previsto na lei, a Camacha, decidindo à revelia. Não é legal esta falta de notificação e posterior auscultação de uma parte (extremamente!) interessada.
3. A decisão foi tomada a poucos dias do sorteio da IIDiv, o que na prática significou termos um plantel pensado para essa divisão, contando com o respectivo subsídio do IDRAM. Ora como o valor atribuído foi significativamente inferior, precisamente derivado da descida de divisão, as finanças do Clube sofreram um rombo titânico...
4. A responsabilidade desta decisão é do CJ da Federação. A Federação tem por base desenvolver o Futebol e promover o desenvolvimento dos seus associados, logo, tem obrigação de defender a existência da A.D.Camacha. Não? SIM!
5. Decorre um processo de pedido de indemnização, sem fim à vista, como é apanágio, do qual não sairá nunca um "euromilhões" mas uma merecida e amplamente justificada rampa de salvamento de um clube que sempre foi bom pagador, até acontecer esta "coisa a que se chamou decisão"...
E fazem-me perguntas sobre o caso do túnel? Discussão vazia... A nossa A.D.Camacha é que foi realmente prejudicada!
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
A Camacha em 2009 - O centro
É sempre importante reflectir, tanto melhor quando o fazemos positivamente com espírito crítico, que é o que tento sempre fazer. Julgo, então, ser pertinente analisar o ano Camacheiro.
Ainda sem as grandes obras, já anunciadas mas ainda em fase de concurso, há que analisar as condições de base da nossa Vila, para poder singrar a vários níveis na Região e fora dela, algo que durante largos anos serviu de fundamento para a não existência de investimentos privados e remodelações de lojas, cafés e afins.
Ponto prévio, é importante para o desenvolvimento e promoção da Vila, a construção da Piscina, Auditório e Mercado, e a remodelação do Largo da Achada. Todos o defendemos e congratulo-me por ver estes projectos em marcha.
Olhando para o potencial de atracção da Camacha, verificamos que estamos servidos por ligações rápidas aos grandes centros, como Funchal e Caniço, pelo que a acentuada melhoria nas condições das estradas dentro da Freguesia trouxe maior fluidez e conforto no acesso e transito, um factor que facilita a afluência de visitantes.
Resolvido o Saneamento Básico nas zonas onde tecnicamente possível, restam as zonas altas do Rochão para que toda a Freguesia tenha água potável, algo com solução já prevista pelo IGA. Este é um factor de extrema importância para cada residente e para os privados, já que durante muitos anos não investiram com o argumento da falta de saneamento. Só que há já alguns anos que o Saneamento Básico está lançado no centro da Vila e...
Mantendo o foco no centro, noto que o mobiliário urbano precisa de renovação e rearranjo urbanístico, mas é de realçar o cuidado que existe com os jardins.
Continuo a defender que o Largo da Achada demonstrou e demonstra a sua versatilidade, porque ali se realizam as grandes festas e eventos que galvanizam e atraem Camacheiros e visitantes, mesmo no formato actual.
Achada encheu no Torneio de Futsal, nos diversos arraiais e eventos. O ART'Camacha foi um sucesso a vários níveis e produziu uma grande onda de promoção da Vila na Comunicação Social e deixou uma excelente imagem da capacidade cultural, desportiva e social da Vila.
Infelizmente essa dinâmica não se viu na restauração, sector que não foi capaz de modernizar a sua imagem ou simplesmente contribuir para refrescar uma Vila que não quer perder características tradicionais, mas que não pode ser "velha"...
Continua a referência dos "bilhares" como único investimento nesse sentido, o que não ajuda à dinamização do comércio. É um exemplo a seguir que merece acompanhamento dos demais.
Quero com isto dizer que muita gente visita a Camacha, mas vem especificamente para alguns eventos pontuais, porque não encontra comércio com capacidade de proporcionar conforto e diversão, afinal o que tanto queremos num fim-de-semana familiar, por exemplo.
Portanto, se uma das queixas recorrentes é a falta de remodelação do Largo da Achada, não deixa de ser contra-rumo avaliar o investimento privado e a dinâmica colectiva daí resultante. Não seja a crise nova desculpa para este acomodar, embora crie dificuldades acrescidas.
Urge que cada um faça a sua parte, para que o global aconteça e a dinâmica da Vila sofra o impulso há tanto desejado. Todos temos a nossa parte a fazer!
Ainda sem as grandes obras, já anunciadas mas ainda em fase de concurso, há que analisar as condições de base da nossa Vila, para poder singrar a vários níveis na Região e fora dela, algo que durante largos anos serviu de fundamento para a não existência de investimentos privados e remodelações de lojas, cafés e afins.
Ponto prévio, é importante para o desenvolvimento e promoção da Vila, a construção da Piscina, Auditório e Mercado, e a remodelação do Largo da Achada. Todos o defendemos e congratulo-me por ver estes projectos em marcha.
Olhando para o potencial de atracção da Camacha, verificamos que estamos servidos por ligações rápidas aos grandes centros, como Funchal e Caniço, pelo que a acentuada melhoria nas condições das estradas dentro da Freguesia trouxe maior fluidez e conforto no acesso e transito, um factor que facilita a afluência de visitantes.
Resolvido o Saneamento Básico nas zonas onde tecnicamente possível, restam as zonas altas do Rochão para que toda a Freguesia tenha água potável, algo com solução já prevista pelo IGA. Este é um factor de extrema importância para cada residente e para os privados, já que durante muitos anos não investiram com o argumento da falta de saneamento. Só que há já alguns anos que o Saneamento Básico está lançado no centro da Vila e...
Mantendo o foco no centro, noto que o mobiliário urbano precisa de renovação e rearranjo urbanístico, mas é de realçar o cuidado que existe com os jardins.
Continuo a defender que o Largo da Achada demonstrou e demonstra a sua versatilidade, porque ali se realizam as grandes festas e eventos que galvanizam e atraem Camacheiros e visitantes, mesmo no formato actual.
Achada encheu no Torneio de Futsal, nos diversos arraiais e eventos. O ART'Camacha foi um sucesso a vários níveis e produziu uma grande onda de promoção da Vila na Comunicação Social e deixou uma excelente imagem da capacidade cultural, desportiva e social da Vila.
Infelizmente essa dinâmica não se viu na restauração, sector que não foi capaz de modernizar a sua imagem ou simplesmente contribuir para refrescar uma Vila que não quer perder características tradicionais, mas que não pode ser "velha"...
Continua a referência dos "bilhares" como único investimento nesse sentido, o que não ajuda à dinamização do comércio. É um exemplo a seguir que merece acompanhamento dos demais.
Quero com isto dizer que muita gente visita a Camacha, mas vem especificamente para alguns eventos pontuais, porque não encontra comércio com capacidade de proporcionar conforto e diversão, afinal o que tanto queremos num fim-de-semana familiar, por exemplo.
Portanto, se uma das queixas recorrentes é a falta de remodelação do Largo da Achada, não deixa de ser contra-rumo avaliar o investimento privado e a dinâmica colectiva daí resultante. Não seja a crise nova desculpa para este acomodar, embora crie dificuldades acrescidas.
Urge que cada um faça a sua parte, para que o global aconteça e a dinâmica da Vila sofra o impulso há tanto desejado. Todos temos a nossa parte a fazer!
quinta-feira, 17 de dezembro de 2009
Natal da Camacha
Eis-nos em mais uma época Festiva de grande significado tradicional na Vila da Camacha. O Natal é vivido por nós de forma peculiarmente diferente, misturando-se tradição e inovação de forma cada vez mais acertada.
Nos últimos anos, a iluminação de Natal tem recebido um significativo investimento em quantidade e qualidade, emprestando um brilho cativante ao nosso Centro, mas não só.
Os dois presépios em exposição na Casa do Povo, um de escadinha e outro mais tradicional, são cativantes e apresentam um nível de trabalho artístico ímpar, a par do cuidado com pormenores indígenos e tradicionais da Madeira.
Mas este ano, visitar a Camacha tem algo mais. Este ano, a Casa do Povo está a dinamizar actividades numa Tenda montada no Largo da achada, pela Câmara Municipal, contando com o apoio da Junta de Freguesia. Esta referência tem de ser feita, independentemente da conotação que lhe queiram dar, pois são estas instituições que, uma vez mais, trabalham e actuam de facto em prol de diversificar, ampliar e emprestar qualidade às ofertas da Vila que se quer cada vez mais "Capital da Cultura Tradicional Madeirense".
A "Tenda Natal da Camacha" permite que se realizem diversos espectáculos e que se melhorem as condições de conforto do público, ou seja, dentro de uma tenda, abrigados da chuva e sereno, com aquecimento incluído e usufruir de três barracas de "comes-e-bebes" com tudo o que é tradicional da época na Camacha.
Mais, a decoração (insistentemente retocada, após alguns estragos feitos pelo vento) empresta um brilho especial e ambiência festiva fantástica, graças à visão artística da Prof. Elsa.
Quanto a espectáculos, o melhor é consultar o site da Casa do Povo, mas destaco a inovação deste próximo sábado, a "Noite Branca" (o nome poderá sofrer alterações em edições futuras), que consiste na actuação de diversos grupos da Camacha, mas com programa de Natal, ao que se acrescenta o DJ Tiago Barreto, um jovem Camacheiro com um estilo musical "Racola da Achada" muito agradável, até as 6h00. Depois continua a tradição, com a Missa do Parto e o Quebra-jejum.
Claro que a Noite de Natal é a "cabeça de cartaz", começando com o concerto da Banda de São Lourenço e indo noite fora com os Pastores e grupos espontâneos de populares que cantam, bailam e despicam sem parar.
Destaque, também, para dia 28, o "Dia da Fundação da Paróquia da Camacha", celebrado com o "Auto de Natal".
Não perca, venha à Camacha neste Natal!
Nos últimos anos, a iluminação de Natal tem recebido um significativo investimento em quantidade e qualidade, emprestando um brilho cativante ao nosso Centro, mas não só.
Os dois presépios em exposição na Casa do Povo, um de escadinha e outro mais tradicional, são cativantes e apresentam um nível de trabalho artístico ímpar, a par do cuidado com pormenores indígenos e tradicionais da Madeira.
Mas este ano, visitar a Camacha tem algo mais. Este ano, a Casa do Povo está a dinamizar actividades numa Tenda montada no Largo da achada, pela Câmara Municipal, contando com o apoio da Junta de Freguesia. Esta referência tem de ser feita, independentemente da conotação que lhe queiram dar, pois são estas instituições que, uma vez mais, trabalham e actuam de facto em prol de diversificar, ampliar e emprestar qualidade às ofertas da Vila que se quer cada vez mais "Capital da Cultura Tradicional Madeirense".
A "Tenda Natal da Camacha" permite que se realizem diversos espectáculos e que se melhorem as condições de conforto do público, ou seja, dentro de uma tenda, abrigados da chuva e sereno, com aquecimento incluído e usufruir de três barracas de "comes-e-bebes" com tudo o que é tradicional da época na Camacha.
Mais, a decoração (insistentemente retocada, após alguns estragos feitos pelo vento) empresta um brilho especial e ambiência festiva fantástica, graças à visão artística da Prof. Elsa.
Quanto a espectáculos, o melhor é consultar o site da Casa do Povo, mas destaco a inovação deste próximo sábado, a "Noite Branca" (o nome poderá sofrer alterações em edições futuras), que consiste na actuação de diversos grupos da Camacha, mas com programa de Natal, ao que se acrescenta o DJ Tiago Barreto, um jovem Camacheiro com um estilo musical "Racola da Achada" muito agradável, até as 6h00. Depois continua a tradição, com a Missa do Parto e o Quebra-jejum.
Claro que a Noite de Natal é a "cabeça de cartaz", começando com o concerto da Banda de São Lourenço e indo noite fora com os Pastores e grupos espontâneos de populares que cantam, bailam e despicam sem parar.
Destaque, também, para dia 28, o "Dia da Fundação da Paróquia da Camacha", celebrado com o "Auto de Natal".
Não perca, venha à Camacha neste Natal!
quarta-feira, 29 de julho de 2009
Discutir a Camacha - Largo da Achada
Mais uma vez aumenta o ruído em torno da nossa Vila. Não só pelo aproximar das eleições, mas também pelas reportagens do DN, que sempre espicaçam a discussão.
Como sempre defendi ideias em lugar de ataques a pessoas ou instituições, aqui fica o meu contributo, mais uma vez.
Largo Concelheiro Aires de Ornelas, a nossa "Achada"
Em nenhum outro lugar na Madeira se encontra um centro como o nosso, com este espaço amplo e com grande potencialidades, para lazer, para a realização de festas e muito mais.
Também nenhum outro terá sido alvo de tanta discussão, nem nenhum outro terá uma carga histórica tão importante. Desde o Futebol, ao Hóquei em Sapatilhas e em Patins e o Futebol de Salão, muitas estórias de alegria, muitas conquistas, muito aconteceu aqui!
É natural que as marcas do tempo se notem e que a população anseie por intervenções que modernizem a Achada, mas o que realmente queremos no nosso centro?
Defendo que se mantenha a achada como jardim, redefinindo-os com o retirar de barreiras físicas e deslocando-os mais para junto à estrada, libertando mais espaço contínuo no interior, onde se deve procurar manter o estilo do chão, com as pedras lisas de geométrica diversa, esteticamente muito interessante, embora tenha de ser completamente renovado para garantir um piso plano e continuamente liso.
Um jardim cuidado, como tem sido pelos nossos dedicados jardineiros, com mobiliário urbano adequadamente moderno, que permita desde o simples relaxamento ao usufruir comodamente da rede de internet wi-fi.
Dignificar o monumento ao Futebol e ao Concelheiro, juntando outros ligados ao artesanato do vime e à cultura popular, melhorando a iluminação para evitar o malfadado vandalismo.
Vejo a minha Achada com um poli desportivo ampliado, que permita mais e melhores actividades. Talvez até seja possível uma cobertura, aproveitando as árvores de grande porte para reduzir o impacto da estrutura e quem sabe balneários.
Julgo que seria importante, também, redefinir o trânsito automóvel, permitindo que se estendesse o jardim para uma das extremidades. A acontecerem intervenções no espaço da Quinta Beam, esta visão pode muito bem ser viável.
No fundo, vejo a achada modernizada mas sem perder o carisma que tem. Podem apelidá-la de antiga, mas está carregada de simbolismo que não podemos perder em troca de um espaço moderno mas atípico...
Como sempre defendi ideias em lugar de ataques a pessoas ou instituições, aqui fica o meu contributo, mais uma vez.
Largo Concelheiro Aires de Ornelas, a nossa "Achada"
Em nenhum outro lugar na Madeira se encontra um centro como o nosso, com este espaço amplo e com grande potencialidades, para lazer, para a realização de festas e muito mais.
Também nenhum outro terá sido alvo de tanta discussão, nem nenhum outro terá uma carga histórica tão importante. Desde o Futebol, ao Hóquei em Sapatilhas e em Patins e o Futebol de Salão, muitas estórias de alegria, muitas conquistas, muito aconteceu aqui!
É natural que as marcas do tempo se notem e que a população anseie por intervenções que modernizem a Achada, mas o que realmente queremos no nosso centro?
Defendo que se mantenha a achada como jardim, redefinindo-os com o retirar de barreiras físicas e deslocando-os mais para junto à estrada, libertando mais espaço contínuo no interior, onde se deve procurar manter o estilo do chão, com as pedras lisas de geométrica diversa, esteticamente muito interessante, embora tenha de ser completamente renovado para garantir um piso plano e continuamente liso.
Um jardim cuidado, como tem sido pelos nossos dedicados jardineiros, com mobiliário urbano adequadamente moderno, que permita desde o simples relaxamento ao usufruir comodamente da rede de internet wi-fi.
Dignificar o monumento ao Futebol e ao Concelheiro, juntando outros ligados ao artesanato do vime e à cultura popular, melhorando a iluminação para evitar o malfadado vandalismo.
Vejo a minha Achada com um poli desportivo ampliado, que permita mais e melhores actividades. Talvez até seja possível uma cobertura, aproveitando as árvores de grande porte para reduzir o impacto da estrutura e quem sabe balneários.
Julgo que seria importante, também, redefinir o trânsito automóvel, permitindo que se estendesse o jardim para uma das extremidades. A acontecerem intervenções no espaço da Quinta Beam, esta visão pode muito bem ser viável.
No fundo, vejo a achada modernizada mas sem perder o carisma que tem. Podem apelidá-la de antiga, mas está carregada de simbolismo que não podemos perder em troca de um espaço moderno mas atípico...
quarta-feira, 22 de abril de 2009
Discutir a Camacha - Auditório
A temática dos meus dois últimos posts, trouxe maior visibilidade ao blog, quer pelo impacto dos temas na Vila, quer pela discussão que se gerou em torno dos mesmos.
Infelizmente, tive de rejeitar alguns comentários, mas considero importante que este espaço continue a promover a discussão de ideias e rumos para a nossa Vila.
Porque a tradição foi um tema transversal, sugiro que sigamos por aí, e estou receptivo a sugestões sobre temas que queiram ver aqui analisados e debatidos dna78@netmadeira.com
"Capital da Cultura Tradicional da Madeira"
Este grande "chavão", é atribuído à nossa Vila há muito, mas é amplamente reconhecido que faltam as infra-estruturas que suportem a actividade cultural, existindo já compromissos assumidos pelo Governo Regional e Município de Santa Cruz, para a renovação do centro da Vila e a construção de um auditório.
Porque estes compromisso estão já em execução, importa discutir que ideias temos sobre as intervenções no centro da Vila, quer na remodelação do Largo e de outras estruturas, quer na construção de novas.
Apesar de se dizer que a "Camacha parou no tempo", um olhar atento descobre facilmente a beleza natural e a identidade Camacheira que o nosso centro tem, desde o Hotel Velho à Quinta das Almas. É realmente um sítio único e com potencial elevadíssimo, se exceptuarmos as condições climatéricas, que carece de intervenção rápida mas cuidada e estruturada.
A indispensável intervenção de fundo no centro deve, portanto, dotá-lo de um auditório, mercado, estacionamentos, campo de jogos e monumentos alusivos à história da Vila, ampliando a beleza que a Natureza empresta e a linha eminentemente caracterizadora de uma "Capital da Cultura Tradicional". Como? Para não tornar o post demasiado extenso, vou abordar um ponto de cada vez.
Auditório
Fruto de discussões já mantidas entre as entidades culturais da Vila, posso afirmar como consensual a ideias de um edifício multi-funcional, capaz de albergar exposições permanentes (versando a história da Camacha) e periódicas, actividades regulares dos grupos, desde ensaios a gravações de "demos" e experimentalismos, devendo ser dinamizado com uma área comercial que possibilite o financiamento de projectos e a visita regular de público. Claro, com parque de estacionamento integrado ou construído nas proximidades.
O objectivo primordial é a conjugação de valências técnicas, acústicas, de bastidores e de conforto para o público, que façam este um espaço capaz de receber todas as vertentes artísticas de palco, desde os aprendizes aos mestres, possibilitando que a Camacha receba grandes artistas ao mesmo tempo que apresenta ao mundo a enorme, variada e de qualidade assinalável, produção própria.
Veja-se a quantidade e qualidade dos aprendizes e músicos da banda, Tuna e Conservatório, as "bandas de garagem", os artitas de teatro, os artistas plásticos, os cantores, os dançarinos e os bailadores, veja-se tanta capacidade para dinamizar o auditório. Para os mais cépticos, nada como uma vistia ao blog do meu amigo Nélio, que está a fazer um trabalho notável de recolha e divulgação: AlternativaCamacha.blogspot.com
Visitar a Camacha, estacionar, visitar o auditório onde se aprecia uma exposição plástica, aprende a História da Vila, se assiste a um espectáculo e, depois, relaxa confortavelmente num café com serviço Wi-Fi. É assim que o vejo...
Infelizmente, tive de rejeitar alguns comentários, mas considero importante que este espaço continue a promover a discussão de ideias e rumos para a nossa Vila.
Porque a tradição foi um tema transversal, sugiro que sigamos por aí, e estou receptivo a sugestões sobre temas que queiram ver aqui analisados e debatidos dna78@netmadeira.com
"Capital da Cultura Tradicional da Madeira"
Este grande "chavão", é atribuído à nossa Vila há muito, mas é amplamente reconhecido que faltam as infra-estruturas que suportem a actividade cultural, existindo já compromissos assumidos pelo Governo Regional e Município de Santa Cruz, para a renovação do centro da Vila e a construção de um auditório.
Porque estes compromisso estão já em execução, importa discutir que ideias temos sobre as intervenções no centro da Vila, quer na remodelação do Largo e de outras estruturas, quer na construção de novas.
Apesar de se dizer que a "Camacha parou no tempo", um olhar atento descobre facilmente a beleza natural e a identidade Camacheira que o nosso centro tem, desde o Hotel Velho à Quinta das Almas. É realmente um sítio único e com potencial elevadíssimo, se exceptuarmos as condições climatéricas, que carece de intervenção rápida mas cuidada e estruturada.
A indispensável intervenção de fundo no centro deve, portanto, dotá-lo de um auditório, mercado, estacionamentos, campo de jogos e monumentos alusivos à história da Vila, ampliando a beleza que a Natureza empresta e a linha eminentemente caracterizadora de uma "Capital da Cultura Tradicional". Como? Para não tornar o post demasiado extenso, vou abordar um ponto de cada vez.
Auditório
Fruto de discussões já mantidas entre as entidades culturais da Vila, posso afirmar como consensual a ideias de um edifício multi-funcional, capaz de albergar exposições permanentes (versando a história da Camacha) e periódicas, actividades regulares dos grupos, desde ensaios a gravações de "demos" e experimentalismos, devendo ser dinamizado com uma área comercial que possibilite o financiamento de projectos e a visita regular de público. Claro, com parque de estacionamento integrado ou construído nas proximidades.
O objectivo primordial é a conjugação de valências técnicas, acústicas, de bastidores e de conforto para o público, que façam este um espaço capaz de receber todas as vertentes artísticas de palco, desde os aprendizes aos mestres, possibilitando que a Camacha receba grandes artistas ao mesmo tempo que apresenta ao mundo a enorme, variada e de qualidade assinalável, produção própria.
Veja-se a quantidade e qualidade dos aprendizes e músicos da banda, Tuna e Conservatório, as "bandas de garagem", os artitas de teatro, os artistas plásticos, os cantores, os dançarinos e os bailadores, veja-se tanta capacidade para dinamizar o auditório. Para os mais cépticos, nada como uma vistia ao blog do meu amigo Nélio, que está a fazer um trabalho notável de recolha e divulgação: AlternativaCamacha.blogspot.com
Visitar a Camacha, estacionar, visitar o auditório onde se aprecia uma exposição plástica, aprende a História da Vila, se assiste a um espectáculo e, depois, relaxa confortavelmente num café com serviço Wi-Fi. É assim que o vejo...
sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009
Café Relógio em queda...
Quem, como eu, cresceu frequentando de várias formas o Café Relógio, no meu caso mais por dentro devido ao Grupo Folclórico, não deixará de sentir nostalgia por estes dias e até tristeza pelo que se sente num marco indelével da nossa Camacha...Café Relógio significa tradição, muito pelo artesanato do vime que promove e comercializa e pela animação de folclore e musical do seu restaurante. É uma referência Turística!
Mais que isso, é um espaço comercial que cresceu em volta de um MONUMENTO! não nos esqueçamos disso! Infelizmente cresceu de forma arquitectónicamente desordenada, retirando imponência à própria torre...
Voltando à actualidade, deram-se algumas alterações na estrutura organizativa da empresa e muito mudou, como era imperativo, verdade, mas da desejada renovação de imagem, cuidada, pensada e mantendo toda a força cultural inerente àquelas paredes... enfim...
Começo pelo PUB, um local de referência, a precisar de remodelação, nova mobília e talvez algumas mudanças, mas tornar um dos primeiros PUB's à inglesa da Madeira numa sala com mesas de alumínio, impregnada de fumo, com uma horripilante decoração remodelada...
Os dois manequins à entrada, habitualmente "vestidos" com trajes tradicionais sem qualquer rigor, retratam a nossa tradição de forma errada e brejeira. De enrubescer qualquer Camacheiro...A esplanada... Fico-me por dizer que na terra dos vimes e na casa que mais o promove, a esplanada é de plástico...
A animação do restaurante... Bom, naturalmente que há menos actuações, porque há menos clientes, tudo bem e tudo muito certo. Mas o baile de Carnaval deste ano deixou-me absolutamente irritado!
Como habitualmente, alguns clientes dispensaram o jantar e apenas pagaram a entrada para o baile, esperando a animação costumeira com musica ao vivo, boa disposição e um ambiente muito agradável.
Mas em vez de musica ao vivo, um "mascarado" (mal) a pôr CD's, sem critério, sem sequência rítmica, sem qualidade de mistura, sem tudo o que um DJ deve ser e ter! Péssimo!
Nem a qualidade do som, a própria equalização estava bem. Mexeu nos botões errados e já nem foi capaz de acertar o som...
Luzes coloridas nem vê-las... só brancas e estáticas....
Muito mau mesmo... Valeu a pena poupar na qualidade?
Fico triste... Vejo um ícone da minha Vila morrer lentamente...
Para pensar:
Que imagem temos do Café Relógio?
Com que imagem ficam os que o visitam?
Que imagem levam os Turistas da Camacha?
É preciso que o Café Relógio seja financeiramente viável, mas assim destrói-se a si próprio, perde tudo o que lhe torna referência e degrada a imagem da nossa Vila...
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