Mostrar mensagens com a etiqueta Paróquia. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Paróquia. Mostrar todas as mensagens

domingo, 27 de dezembro de 2015

Tradição, inovação ou nada disso?

A "Noite de Natal" na Camacha é mágica! Aliás, toda a quadra natalícia!

E não apenas na rua, no centro, na Igreja, ou em qualquer outro lugar em específico. O Natal é vivido de forma intensa e especial na Camacha.

A "Noite de Natal" é, pois, o expoente máximo desta vivência. É um orgulho vivê-la, ano após ano, de formas por vezes diferentes, mas com a mesma mescla de bons sentimentos e gozando o ambiente ímpar, que o centro da Camacha oferece.

É tradição o comércio estar aberto madrugada fora, acontecerem cânticos, bailinhos e despiques espontâneos, haver partilha de uma bebida e um petisco que se leva para numa sacola ou no porta bagagem do carro, enfim, há toda uma envolvência que atrai uma multidão de gente à Capital da Cultura Tradicional da Madeira, nesta noite.

Por isto, julgo que importa refletir sobre o rumo que esta noite segue, tendo em conta a animação e a venda ambulante (barraquinhas de comes e bebes, de bugigangas, etc).

É legítimo e legal, que os estabelecimentos do centro da Vila apostem em animação, mas parece-me exagerado e descontextualizado o ambiente de DJ em torno da Igreja Antiga.

Claro que há quem goste e queira passar a noite ao som de DJ, mas desvirtua o ambiente Natalício, numa centralidade que merecia mais tradição.

Já se provou ser possível haver consenso entre os comerciantes desta zona, e urge que se tente ultrapassar diferendos, tanto mais quando se verifica que não há oferta complementar, apenas similares e que acabam por provocar confusão sonora no espaço entre elas, também frequentado por quem procura viver a sua tradição de Natal.

Portanto, aceito e respeito quem procura passar esta noite ao som de um DJ, até porque já o fiz, mas parece-me que pode e deve haver consenso de forma a que essa oferta exista sem atropelos e sem exageros.

Na mesma linha, prefiro a Achada sem ar de arraial nesta noite. É óbvio que os comerciantes que lutam durante todo o ano, apoiando as festas, a feira de artesanato e agricultura, devem estar presentes nesta noite, não levanta discussão. No entanto, o numero exagerado de barracas e o tipo de oferta que se apresentou, não me parecem adequadas.

Certo, são os comerciantes que procuram a Camacha e querem fazer negócio nesta noite, mas, por não ser um arraial, pela envolvência tradicional e sentimental desta noite, parece-me desadequado que se torne nisso mesmo.

Passar pela Achada nessa noite, foi respirar e cheirar ar de arraial, para não falar de música em atropelos e nada natalícia, nem pouco mais ou menos. Fiquei com pena... Entendo que é legítimo, mas não concordo com o exagero.

Termino com a estranheza de ter uma barraca de poncha no adro da Igreja...

Independentemente disto, espero que todos tenham tido sucesso, porque trabalhar numa noite destas é duro e faz-se porque se tenta ter uma vida melhor, proporcioná-la à nossa família ou até para melhorar a saúde financeira de um pequeno negócio, de quem dependem famílias, pessoas reais e não apenas dígitos em estatísticas, e isso merece respeito.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

Noite de Natal na Camacha!


Vem aí mais uma noite verdadeiramente mágica na Camacha!

À parte a animação mais comercial e o excesso de barracas, a noite é caracterizada pela magia do Natal, pelo espírito que nos faz humanos, pela partilha, pelo convívio em amizade e família, e pela espontaneidade de cânticos e balinhos e despiques, bem tradicional!

A "Romagem dos Pastores" é um ponto alto! Imperdível!

Que venha a noite, não falte a magia e que sobre a boa energia e ambiente fraterno!

segunda-feira, 11 de maio de 2015

Igreja Matriz reabre após primeira fase de recuperação.

Na próxima sexta feira, dia 15 de maio, reabre ao público a nossa Igreja Matriz da Camacha.
Para assinalar este importante acontecimento, a Paróquia da Camacha preparou três concertos, abertos ao público em geral:

» 15 de Maio | Sexta-feira | 20.30h | Grupo de Cordas "Uníssono" | Conservatório – Escola de Artes 

» 16 de Maio | Sábado | 21h | Coro Juvenil da DRE / Educação Artística

 » 17 de Maio | Domingo | 18h | Grupo Coral da Casa do Povo da Camacha

   

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Natal na Camacha

Estamos já a poucos dias do Natal, o que significa que muito já se festejou na Vila da Camacha, mas ainda muito há para celebrar.

O mau tempo voltou a condicionar, provocando o adiamento da Função do Porco, mas em nada diminuíu o interesse e pertinência, daquele que é o primeiro evento da quadra natalícia na nossa Vila.

Apesar do tema não ser pacífico, a "Função do Porco" além de ser uma tradição de longa data, repleta de história e relevância social, é feita em torno da demonstração dos passos após a "matança", ou seja, o animal não é morto na achada (vem assim da Santagro).

Portanto, é o reviver de uma tradição e oportunidade de aprendizagem para os mais novos, com muita festa e animação.

Tudo isto comprovado pela forte afluência que se repete e amplia a cada ano.

Tenda da Festa
Depois da aposta do ano passado, a Câmara Municipal voltou a instalar uma tenda na Achada, este ano mais ampla e melhor equipada, com chão montado e alcatifado a proporcionar maior conforto, de forma a que todas as actividades possam ali desenrolar-se.

Primeiro exemplo a "Feira dos Licores e Broas p'ra Festa". Três dias dinamizados pelas diversas associações da Vila, angariando fundos através da venda de licores broas e outras iguarias da época.

E no passado fim-de-semana, o "Noite na Tenda", que começou com a actuação da Tuna, Grupos Folclóricos e "Euphobassax" (4 elementos da Banda da Camacha) e prolongou-se noite fora com a actuação inédita de LadyCC. Uma aposta arrojada da Casa do Povo, dada a sonoridade house, mas que comprovou ser possível realizar eventos com sucesso, sem a "prisão" do estilo.

A animação continua, com Auto de Natal dia 28 e Noite de Reis dia 8, entre outras festas e organizações, portanto, venham à Camacha celebrar o Natal!

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Que perfil para o novo Padre ?

O falecimento do Pe João Ferreira precipitou um processo que seria, em todo o caso, realizado ainda este ano: A escolha de um novo Padre para as Paróquias da Camacha e Rochão.

Muito se disse sobre as virtudes e defeitos da "vigência" do Pe Ferreira, eu próprio assumi discordância com vários aspectos e sentia-se a ideia comum de que a Paróquia precisava de maior dinamismo. Mas o importante agora será a escolha do próximo...

Um terra de cultura, tradição e festas como a Camacha, exige muito dinamismo de qualquer das entidades que assumem um papel activo no seu destino. Juntando a isto o facto de ser uma Vila com forte tradição católica, a Igreja assume, portanto, um papel de destaque.

Que papel é esse? Formação católica apenas? Organização de Festas Religiosas? Algumas acções de solidariedade esporádicas e pré-datadas? Considero que, já há muito que assim não deveria ser, limitado a estes ou outros vectores. Antes, deve a Igreja assumir um papel de intervenção contínua, persistente e sempre positiva, pondo em prática tudo o que apregoa de forma vincada.

Ora, para que isto assim seja, o líder deve ser alguém com grande dinamismo, personalidade forte mas comunicativo e democrático, com mentalidade moderna (novos tempos exigem novos meios de comunicação e novas acções) e capaz de romper com o passado, nos aspectos que o exigem.

Não sendo um conhecedor próximo, devo realçar que várias vezes se ouve e lê sobre factores pouco claros e muitas suspeitas se levantam, sem que se concretizem, grande parte das vezes. Há que cortar com este passado de suspeitas, de poderes instalados, de críticas sem acção.

É tempo de fazer das nossas paróquias, templos de comunhão de fé, sempre, mas centros de acção em prol de toda a comunidade, de criação de pensamento livre e positivo, de formação pessoal, de partilha e tanto mais...

Por mim, espero um Padre com espírito jovem, dinâmica e vontade de aplicar um novo projecto, sem ligações pré-estabelecidas ao passado recente. Está na hora de uma verdadeira mudança!

domingo, 24 de agosto de 2008

Faleceu Pe. João Ferreira

Há já algum tempo acometido de doença, faleceu na passada 6ªfeira o Pe. João Ferreira, pároco que conduziu os destinos das Paróquias da Camacha e Rochão durante 21 anos e que deixa como obra de maior realce, a construção da "Igreja Nova".

À última homenagem acorreu uma grande multidão, presidida pelo Bispo do Funchal, D. António Carrilho, acompanhado de D. Maurílio de Gouveia, bispo Emérito de Évora. Notável a presença em massa de uma grande representação do Cabido da Sé do Funchal e do Presbitério diocesano, dos acólitos, dos membros das Confrarias do Santíssimo Sacramento e de Nossa Senhora do Carmo, de todos os movimentos de apostolado a nível local e alguns a nível diocesano, da Banda Paroquial de São Lourenço, Coro paroquial, grupos de folclore e população em geral.

A Festa do Padroeiro, marcada para este domingo, foi naturalmente adiada, pelo que no próximo fim-de-semana celebrar-se-á a festa do Santíssimo Sacramento e no seguinte a do Padroeiro, São Lourenço.

sexta-feira, 20 de maio de 2005

Arraial

Há muitos anos que "vivo" as festas e arraiais da Camacha com entusiasmo e interesse, mas no que toca a organizações da Paróquia esses sentimentos tendem a diminuir em demasia...

No passado fim-de-semana realizou-se a Festa do Espírito Santo, paga pelos paroquianos com as contribuições dadas ao longo de várias semanas. A esmagadora maioria dos Camacheiros recebe em sua casa as insígnias do Espírito Santo, servindo de alento espirítual, para além do convívio e festa inerentes. Nessa altura cada família contribui com o que pode. Olhando para os valores acumulados, seria de supor uma festa forte e cheia de polos de interesse, como sempre foi tradição desta Paróquia. Mas esses tempos áureos já lá vão, porque a vertente profana da festividade, que diverte e justifica a visita de muita gente à Vila, cada vez é menos atraente.

Barracas de comes-e-bebes, Carrinhos eléctricos e pouco mais não motivam uma visita ao Largo da Achada.

A Banda Paroquial e Grupos folclóricos no adro da Igreja são incontornáveis e sempre apetecíveis, dado o interesse que geram. Mas... É só isto?

O Largo da Achada sempre recebeu grandes número de pessoas de várias partes da Ilha e do mundo com uma simples Banda (de ritmos modernos, como é uso local dizer). Nem se levanta a questão da qualidade musical apresentada. Trata-se apenas de esquecer uma parte importante do que se quer que seja uma festa.

Gaste-se uns euros com uma Banda (tantas por aí andam a animar arraias muito concorridos noutras paragens!) para que as nossas festas religiosas voltem a "entrar no mapa" dos populares que querem espetada, vinho, cerveja com laranjada e etc, mas também dar um "pé de dança" e divertir-se ao mesmo tempo que celebram a sua fé.

Falta de dinheiro não é. Será falta de vontade? Será porque o Pároco mora perto do centro? Porque será?

segunda-feira, 3 de janeiro de 2005

Falam falam, não fazem nada...

Vem isto a propósito de muita gente criticar o Padre cá da Vila...
O ano passado deixou a missa de Natal do Rochão a meio para dar uma entrevista em directo para a RTP-I... preciso comentar?

Além disto tem vários episódios quase surreais, que prometo ir contando com maior regularidade, que o tornam amplamente criticado... surdamente!

Como é prática comum por estas bandas, critica-se à socapa, mas atitudes de força? tá quieto que isso dá trabalho...