segunda-feira, 25 de setembro de 2006

PLASTICINIDÊNCIAS



* Está patente, até finais do mês de Dezembro, uma exposição em plasticina de Guida Barreto, na Biblioteca Municipal do Funchal. A exposição é pensada em torno dos personagens BD, como as criadas por Walt Disney - pois é, o Urtigão e a Madame Min lá estão -, mas alastra-se a todo o imaginário das "revistas aos quadradinhos" em geral - ou como diria a Mónica de Maurício: "Gibis" -, não sendo, portanto, um exclusivo Disney. Vão até lá e, como diria o Zeca Afonso, "seja bem vindo quem vier por bem, se alguém houver que não queira, trá-lo contigo também".



Nélio Martins

quinta-feira, 24 de agosto de 2006

ART'Camacha 2006

E pronto... Lá se passou o ART'Camacha 2006. Analisar estes 5 dias não é fácil, já que pertenço à organização, mas considero que globalmente foi uma boa edição.

A homenagem ao Camacheiro José Alberto Gonçalves foi mais que merecida e um momento emocionante.

A participação da RDP-Internacional foi uma excelente promoção da nossa terra, ficando a RTP-Madeira com a costumeira falta de qualidade... Quando assisti ao programa... A realização é de péssima qualidade, a imagem também... enfim...

O Teatro, que apresentou uma peça de grande qualidade, merece destaque, tendo sido bem melhor do que apresentar uma “revista” que faz rir mas peca em qualidade.

Os "carros de se arrastar" provaram que as tradições estão bem fortes e presentes, ficando no ar a ideia de se organizar algo mais concreto para o ano. Parabéns ao grupo de populares que organizou e apresentou a ideia à Casa do Povo!

Quanto a exposições, os artistas locais provaram, mais uma vez que a qualidade não para de aumentar. Fizeram um grande e árduo trabalho para adaptar a sala, raspando paredes, pintando, limpando... enfim, trabalharam muito e conseguiram algo de muito bom, algo que respeito e aconselho vivamente a atenção de todos. Parabéns!

Muito mais há para dizer, mas a qualidade das apresentações de palco é sempre subjectiva, pelo que me limito a dizer que, uma vez mais!, todos puderam mostrar-se ao público. Mais uma vez tivemos um ART'Camacha de todos e para todos.

quinta-feira, 9 de março de 2006

Um padre e um cão

Este relato vem atrasado, mas vem...
Há duas semanas, numa Vila Serrana, um Domingo absolutamente normal. Movimento no centro da Vila, Missa, compras, conversas, enfim, o costume. Tudo normal até que, onde e quando se consideraria impensável, aconteceu algo que repudiu e deixo aos vossos comentários...

Dentro da Igreja decorria a Missa, como normalmente. Diferente apenas a presença de um cão, talvez sem dono, mas calmo, calado e apenas curioso, "passeando" pela Igreja até se "atrever" a subir ao altar.
O Padre, num dos seus, infelizmente famosos, acessos de irracionalidade, raiva, ou outra qualificação que lhe queiram dar, enxotou o cão, mas A PONTAPÉ!


O cão ganindo de dor e susto, fugiu porta fora... Não terá sido o único a "virar costas" ao Padre nesse momento, ou terá? Deixo aos vossos comentários....

terça-feira, 14 de fevereiro de 2006

Disciplina de grupo

Trabalhar em equipa nem sempre é facil, por variadíssimas ordens de razão. Entender a disciplina inerente é, por parte de quem lhes é externo, ainda mais dificil.

A Democracia implica, por inerência e maioria de razão, que as acções, opiniões e demais actos dos grupos, associações e entidades similares, sejam préviamente discutidos e votados pelos respectivos dirigentes.

Nada mais natural que nem todos os seus elementos concordarem com a ideia final. Discutem-se ideias, apresentam-se soluções, alguns mudam de opinião, outros não, mas o resultado final expressa sempre a vontade da maioria.

A sua opinião
Suponha-se pertencente a organização democrática.
Um dos projectos em análise não é do sua concordância, no entanto é aprovado e será implementado.

Acha bem:

1 - Defender a ideia escolhida democraticamente, potenciando a sua melhor execução possível, a bem do resultado final, do grupo e de todos os envolvidos?

2 - Advogar publicamente que é contra a ideia do seu próprio grupo?

3 - Outra coisa qualquer?

Obs. - Pertencer a um grupo não significa não ter ideias próprias nem deixar de as defender, apenas significa que o fazemos no local e hora certa.

domingo, 18 de dezembro de 2005

OXIGENE

Hoje, antes de adormecer, decidi "vaguear" pela net enquanto ouvia Novos Românticos (já uma vez escrevi neste blog sobre esta tendência musical dos anos 80), entretanto, e por conselho de um amiga minha, resolvi ouvir uma banda madeirense denominada OXIGENE. Devo confessar ter ficado surpreendido com a grandiosidade musical deste projecto! Não querendo fazer comparações, como é evidente - e o(s) próprio(s) Oxigene que me perdoe(m) por tal, se alguma vez ler(em) esta minha observação sobre o seu trabalho -, não consegui deixar de pensar em Japan, Heaven 17, Eurythmics, Human League, Yellow Magic Orchestra, Yazoo, Soft Cell e todos os nomes consagrados da Electro-Pop. A verdade é que a genialidade criativa; as vozes pomposas, barrocas, o lirismo depressivo, por vezes de cariz romântico, e a electrónica de sonoridades analógicas, quais caixas de brinquedos a orquestrarem um crooning decadente, lá estão todas. Mas aquilo que vejo no(s) OXIGENE extravasa o conceito dos Novos Românticos dos idos 80, não se limitando a uma apropriação oportunista deste som , como víamos em alguns casos do Electro-Clash de finais dos anos noventa (sons analógicos repetitivos e desinspirados, próprios para aqueles devotos de lugares da Moda, cujos interesses são exteriores à música), antes apoia-se em bases conceptuais próprias da Synth-Pop, levando-as a um universo muito pessoal, onde ele(s) combina(m) a electrónica com instrumentos reais - "Timeless" é fantástica, começa com um teclado electrónico à Orchestral Manoeuvres In The Dark, uma voz soturna, dorida e dolente, sendo embalada com o som de fundo de um violino (se imaginarem o Jeff Buckley com os Kraftwerk, o resultado seria mais ou menos este!). Este tema poderia ser dançado numa discoteca como o Lux-Frágil em Lisboa, ou ouvido em casa num dia de chuva, sozinho num quarto escuro, com um gin tónico e um cigarro! Este ecletismo permite, a meu vêr, ao(s) OXIGENE, se impor(em) na música com uma postura única, dele(s). Uma vez vi isto acontecer no álbum "Whiskey" do Jay Jay Johanson e, mais recentemente, com o Patrick Wolf... um ressurgimento do Electro-Crooner. De quando em vez vêmos algo de realmente inovador acontecer na música, e é disto que se trata, só não sabia que tinha acontecido aqui tão perto de mim, na Madeira! Da minha parte, faço uma vénia ao(s) OXIGENE.
Nélio Martins