sexta-feira, 28 de março de 2008

Começou o "Espírito Santo"

Esta época do ano é sempre de muita festa, convívio e outras coisas boas. Motivo: "Visita Pascal" ou "Espírito Santo".

Os Camacheiros, crentes, recebem a visita de três ou mais pessoas que trazem com elas bandeiras com as insígnias do Espírito Santo, podendo fazer-se acompanhar por "Saloias" (raparigas trajando de viloa cantam ao som de violinos, violas e outros instrumentos).

Muito há para descrever esta época, mas não sendo eu um especialista, quero apenas recordar que devemos participar nas festividades tendo encimados sentimentos de amizade e pacificidade.

Deixem os vossos comentários, sugestões e críticas, sempre com "tento na língua".

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

Vimes, arte antiga...

... a que não faria mal uma modernização...

Enquanto adolescente, aprendi alguma da arte de trabalhar o Vime, passando um verão na oficina do Sr.Manuel, que construía mobílias. Aprendi todo o processo, e lembro-me bem das marcas que "liar" uma cadeira deixam nas pontas dos dedos. É uma arte dura, fisicamente exigente e só ao alcance de alguns (não foi o meu caso).

A dureza da arte, as dificuldades financeiras das famílias Camacheiras, a crise de encomendas, a concorrência Chinesa e outros factores contribuiram para o actual estado da "Obra de Vimes" na Freguesia da Camacha. Restam poucos artesãos activos e é notória a crise financeira do sector.

Mas isto, já todos sabemos... Que fazer então? Deixar a arte desaparecer? Satisfazer-se com produção residual?

Bom, recebi um email com uma sugestão que me deixou a pensar numa solução de fundo, a modernização do design das peças!

Obra de Vimes

Há muito que se alerta para a necessidade de modernização, mas pouco se tem visto. Peças modernas ou com design arrojado e inovador, pouco ou nada...

Inove-se! Sugiro aos empresários que aliem a qualidade de trabalho que os Camacheiros têm, à criatividade de designers e outros artistas. Criem-se peças modernas, com design apelativo e que se

Um exemplo Camacheiro: o Bordado Madeira e a criatividade da estilista Fernanda Nóbrega, fórmula de sucesso internacional! Que tal a sector dos Vimes seguir este e outros exemplos?

E, por favor, não digam "tradicional é assim"...

quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

Natal na Camacha

A Noite de Natal já lá vai, mas o espírito mantém-se na nossa Vila Serrana.

Dia 5 de Dezembro, a inauguração dos presépios da Freguesia, feitos pelos escuteiros no coreto da Igreja Velha, e pelos alunos da EB23 na Casa do Povo. Merecem a sua visita, pela beleza e cuidado do trabalho.

Dia 8, a Função do Porco. Embora sem o número de visitantes de outros anos, esta tradição mantém-se, com o empenho da Casa do Povo e a participação espontânea dos Camacheiros "despiqueiros", como o Daniel do Rochão, já uma referência neste tipo de acontecimentos.

Depois as missas do parto. Caso para dizer que a tradição mantém-se e reforça-se, tendo em conta os inúmeros visitantes que encheram a Igreja e a forte animação no final da Missa.

Já antes, o Grupo do Rochão organizou uma romagem, bem cedo, desde os píncaros da Freguesia até à Igreja Nova. Facto marcante, são já muitos os participantes forasteiros, vindo à Camacha "beber" do nosso forte espírito Natalício.

Ponto alto, a Noite de Natal! Mais uma enchente!
Muita, muita gente, muitas cantorias, bailinhos e despiques, convívios à volta das barracas de comes e bebes e de muitos carros de porta-bagagem aberto, bombas, risos, enfim, muita animação e alegria no Centro da Vila, bem iluminada.

Depois da Missa, os Pastores, outra tradição que não esmorece e que mantém muita gente dentro da Igreja até bem depois das 3h00.

Depois, é animação até ao amanhecer, havendo espaço para tudo, já que a noite estava agradável, sem vento nem chuva.

Agora, é esperar pelo Auto de Natal, dia 1 de Dezembro às 15h00 na Igreja Velha da Camacha, contando que vocês também lá estará para assistir aos Encontros da Eira, Grupo Coral e Tuna de Bandolins da CPC, e os "Grupos de Pastores" dos vários sítios da Camacha.

E, claro, se perdeu tudo isto, não falte a nada para o próximo ano!

terça-feira, 6 de março de 2007

PSP na Camacha

Encerrou a Esquadra da PSP na Camacha... Muito se tem opinado, escrito e dito sobre este assunto, que a todos os Camacheiros interessa.

Um facto... Como sempre e com todos os anteriores Chefes, foi sempre convidado a estar presente em cerimónias da Casa do Povo, da Junta de Freguesia, das escolas, do Clube e muitas mais. Foi sempre convidado a pertencer a diversos grupos de trabalho que envolviam as entidades da Freguesia. Foi sempre chamado a se envolver na vida da Vila cuja segurança geria.

Outro facto... Nunca compareceu a eventos oficiais em representação da PSP. Não acedeu aos convites das entidades e das forças vivas da Vila. Não participou activamente na "vida da Vila". Não se mostrou interessado em conhecer o modo de vida Camacheiro.

Resultado... Muitos Camacheiros nem conheceram o Chefe da esquadra. Factualmente, não conhecia o modo de vida, o modo particular de pensar e sentir as coisas.

A Camacha e os camacheiros são diferentes, é um Vila Serrana, com especificidades que precisam ser conhecidas e entendidas por quem interfere directamente no quotidiano e segurança das pessoas. Não aconteceu...

Também facto... A esquadra da Camacha estava instalada num edifício antigo, com parcas condições de trabalho. Parcas mas minimamente existentes. Intrincado neste aspecto, temos as queixas dos agentes que, entretanto transferidos para a esquadra de Santa Cruz, se vêem obrigados a mudar de roupa num espaço exíguo e muitas vezes até num quarto que não o vestiário.

Mais um facto... Como reafirmado em Janeiro pelo Presidente do Governo, no próximo ano a PSP contará com novas instalações, feitas de raiz, na Vila da Camacha.

Ainda outro facto... Há alguns anos foi instalado um posto da PSP no Complexo Habitacional da Nogueira. Por falta de segurança das instalações, ou outros aspectos a isso ligados, foi desactivado. Agora, encerrada a esquadra da PSP, esse espaço foi reactivado. Duas salas, onde teremos sempre um agente PSP disponível para atender o cidadão e, quando necessário, outro agente para proceder a inquéritos e outros aspectos processuais.

Fechou-se uma esquadra sem condições, transferiram-se agentes para uma esquadra que passou a não ter condições suficientes e reabriu-se um espaço com falta de espaço e, passe a redundância, melhores condições.

Felizmente, também por acção enérgica junto ao Comandante Regional por parte das entidades oficiais, como o Presidente da CMSC, foi reforçado o policiamento ambulatório na Vila da Camacha, mas nada que calasse a revolta do camacheiros.

Entenda-se: esta Vila cresceu com uma esquadra com um Comandante participativo e presente. Implantou-se um Bairro social que trouxe consigo insegurança a vários níveis, droga e outros problemas sociais.

Resultado: Fechar a esquadra resultou num sentimento de insegurança que não se desvanece com policiamento ambulatório reforçado. É real e notório que se aumentou o numero de efectivos e, logo, a segurança está mesmo reforçada. Aqui, claramente, esta Vila ficou a ganhar, mas o resultado é uma sensação de insegurança.

Psicológico? Não! O problema é real! É uma questão cultural e não se queira ir contra algo tão intrinsecamente apreendido pelos camacheiros como o "SEU" Chefe da "SUA" Esquadra.

segunda-feira, 6 de novembro de 2006

Festa da Maçã e Mostra do Macarrão

Espero que tenham tido oportunidade de visitar a Vila da Camacha no último fim-de-semana de Outubro, caso em que terão assistido ao renascer da Festa da Maçã, graças ao empenho da Câmara Municipal de Santa Cruz, Junta de Freguesia da Camacha e Casa do Povo da Camacha, em colaboração com a Paróquia de São Lourenço.

De facto, esta Festa, que nasceu nos anos 70 com o intuito de angariar fundos para acções de índole social, tinha pedido fulgor nos últimos anos, mas continuava na memória dos camacheiros. Assim as instituições uniram esforços e relançaram a tradição.

As condições do tempo não foram as melhores, mas é de realçar a participação dos grupos culturais da Vila, o que permitiu realizar o cortejo da Maçã e elaborar um programa de animação interessante e atractivo.

A par desta animação, realizaram-se acções de esclarecimento e pedagógicas, incentivando os nossos agricultores a investirem na produção da Maçã da Camacha, com o apoio da Secretaria Regional que, inclusivamente, ofereceu as árvores do fruto em causa. Foi muito interessante sentir que estas acções resultaram, dada a grande adesão de agricultores locais.

Novidade foi a "1ª Mostra do Macarrão", uma ideia que resultou em sucesso, já que participaram a Casa de Pasto “O Boleo”, o Restaurante “O Cesto”, o Restaurante “Katespero” e o Restaurante “A Farrusca”. Além do "macarrão espedindo", muitas inovações apareceram, para gáudio dos visitantes que fizeram sentir a premência da continuidade desta mostra.

A tradição mantém-se, renova-se e cria-se...

segunda-feira, 25 de setembro de 2006

PLASTICINIDÊNCIAS



* Está patente, até finais do mês de Dezembro, uma exposição em plasticina de Guida Barreto, na Biblioteca Municipal do Funchal. A exposição é pensada em torno dos personagens BD, como as criadas por Walt Disney - pois é, o Urtigão e a Madame Min lá estão -, mas alastra-se a todo o imaginário das "revistas aos quadradinhos" em geral - ou como diria a Mónica de Maurício: "Gibis" -, não sendo, portanto, um exclusivo Disney. Vão até lá e, como diria o Zeca Afonso, "seja bem vindo quem vier por bem, se alguém houver que não queira, trá-lo contigo também".



Nélio Martins

quinta-feira, 24 de agosto de 2006

ART'Camacha 2006

E pronto... Lá se passou o ART'Camacha 2006. Analisar estes 5 dias não é fácil, já que pertenço à organização, mas considero que globalmente foi uma boa edição.

A homenagem ao Camacheiro José Alberto Gonçalves foi mais que merecida e um momento emocionante.

A participação da RDP-Internacional foi uma excelente promoção da nossa terra, ficando a RTP-Madeira com a costumeira falta de qualidade... Quando assisti ao programa... A realização é de péssima qualidade, a imagem também... enfim...

O Teatro, que apresentou uma peça de grande qualidade, merece destaque, tendo sido bem melhor do que apresentar uma “revista” que faz rir mas peca em qualidade.

Os "carros de se arrastar" provaram que as tradições estão bem fortes e presentes, ficando no ar a ideia de se organizar algo mais concreto para o ano. Parabéns ao grupo de populares que organizou e apresentou a ideia à Casa do Povo!

Quanto a exposições, os artistas locais provaram, mais uma vez que a qualidade não para de aumentar. Fizeram um grande e árduo trabalho para adaptar a sala, raspando paredes, pintando, limpando... enfim, trabalharam muito e conseguiram algo de muito bom, algo que respeito e aconselho vivamente a atenção de todos. Parabéns!

Muito mais há para dizer, mas a qualidade das apresentações de palco é sempre subjectiva, pelo que me limito a dizer que, uma vez mais!, todos puderam mostrar-se ao público. Mais uma vez tivemos um ART'Camacha de todos e para todos.

quinta-feira, 9 de março de 2006

Um padre e um cão

Este relato vem atrasado, mas vem...
Há duas semanas, numa Vila Serrana, um Domingo absolutamente normal. Movimento no centro da Vila, Missa, compras, conversas, enfim, o costume. Tudo normal até que, onde e quando se consideraria impensável, aconteceu algo que repudiu e deixo aos vossos comentários...

Dentro da Igreja decorria a Missa, como normalmente. Diferente apenas a presença de um cão, talvez sem dono, mas calmo, calado e apenas curioso, "passeando" pela Igreja até se "atrever" a subir ao altar.
O Padre, num dos seus, infelizmente famosos, acessos de irracionalidade, raiva, ou outra qualificação que lhe queiram dar, enxotou o cão, mas A PONTAPÉ!


O cão ganindo de dor e susto, fugiu porta fora... Não terá sido o único a "virar costas" ao Padre nesse momento, ou terá? Deixo aos vossos comentários....

terça-feira, 14 de fevereiro de 2006

Disciplina de grupo

Trabalhar em equipa nem sempre é facil, por variadíssimas ordens de razão. Entender a disciplina inerente é, por parte de quem lhes é externo, ainda mais dificil.

A Democracia implica, por inerência e maioria de razão, que as acções, opiniões e demais actos dos grupos, associações e entidades similares, sejam préviamente discutidos e votados pelos respectivos dirigentes.

Nada mais natural que nem todos os seus elementos concordarem com a ideia final. Discutem-se ideias, apresentam-se soluções, alguns mudam de opinião, outros não, mas o resultado final expressa sempre a vontade da maioria.

A sua opinião
Suponha-se pertencente a organização democrática.
Um dos projectos em análise não é do sua concordância, no entanto é aprovado e será implementado.

Acha bem:

1 - Defender a ideia escolhida democraticamente, potenciando a sua melhor execução possível, a bem do resultado final, do grupo e de todos os envolvidos?

2 - Advogar publicamente que é contra a ideia do seu próprio grupo?

3 - Outra coisa qualquer?

Obs. - Pertencer a um grupo não significa não ter ideias próprias nem deixar de as defender, apenas significa que o fazemos no local e hora certa.

domingo, 18 de dezembro de 2005

OXIGENE

Hoje, antes de adormecer, decidi "vaguear" pela net enquanto ouvia Novos Românticos (já uma vez escrevi neste blog sobre esta tendência musical dos anos 80), entretanto, e por conselho de um amiga minha, resolvi ouvir uma banda madeirense denominada OXIGENE. Devo confessar ter ficado surpreendido com a grandiosidade musical deste projecto! Não querendo fazer comparações, como é evidente - e o(s) próprio(s) Oxigene que me perdoe(m) por tal, se alguma vez ler(em) esta minha observação sobre o seu trabalho -, não consegui deixar de pensar em Japan, Heaven 17, Eurythmics, Human League, Yellow Magic Orchestra, Yazoo, Soft Cell e todos os nomes consagrados da Electro-Pop. A verdade é que a genialidade criativa; as vozes pomposas, barrocas, o lirismo depressivo, por vezes de cariz romântico, e a electrónica de sonoridades analógicas, quais caixas de brinquedos a orquestrarem um crooning decadente, lá estão todas. Mas aquilo que vejo no(s) OXIGENE extravasa o conceito dos Novos Românticos dos idos 80, não se limitando a uma apropriação oportunista deste som , como víamos em alguns casos do Electro-Clash de finais dos anos noventa (sons analógicos repetitivos e desinspirados, próprios para aqueles devotos de lugares da Moda, cujos interesses são exteriores à música), antes apoia-se em bases conceptuais próprias da Synth-Pop, levando-as a um universo muito pessoal, onde ele(s) combina(m) a electrónica com instrumentos reais - "Timeless" é fantástica, começa com um teclado electrónico à Orchestral Manoeuvres In The Dark, uma voz soturna, dorida e dolente, sendo embalada com o som de fundo de um violino (se imaginarem o Jeff Buckley com os Kraftwerk, o resultado seria mais ou menos este!). Este tema poderia ser dançado numa discoteca como o Lux-Frágil em Lisboa, ou ouvido em casa num dia de chuva, sozinho num quarto escuro, com um gin tónico e um cigarro! Este ecletismo permite, a meu vêr, ao(s) OXIGENE, se impor(em) na música com uma postura única, dele(s). Uma vez vi isto acontecer no álbum "Whiskey" do Jay Jay Johanson e, mais recentemente, com o Patrick Wolf... um ressurgimento do Electro-Crooner. De quando em vez vêmos algo de realmente inovador acontecer na música, e é disto que se trata, só não sabia que tinha acontecido aqui tão perto de mim, na Madeira! Da minha parte, faço uma vénia ao(s) OXIGENE.
Nélio Martins

sexta-feira, 16 de dezembro de 2005

Antes de criticar...

Neste blog sempre se escreveram opiniões pessoais, textos originais, mas desta vez quero partilhar convosco um email que recebi...

"Um casal, recém-casado, na primeira manhã que passavam na casa nova, enquanto tomavam café, a mulher reparou através da janela em uma vizinha que pendurava lençóis no varal e comentou com o marido:
- Que lençóis sujos ela está pendurando no varal! Está precisando de um sabão novo. Se eu tivesse intimidade perguntava se ela quer que eu a ensine a lavar as roupas!

O marido observou calado.

Alguns dias depois, novamente durante o café da manhã, a vizinha pendurava lençóis no varal e a mulher comentou com o marido:
- Nossa vizinha continua pendurando os lençóis sujos! Se eu tivesse intimidade perguntaria se ela quer que eu a ensine a lavar as roupas!

E assim, a cada dois ou três dias, a mulher repetia o discurso, enquanto a vizinha pendurava as roupas no varal.

Passado um mês a mulher surpreendeu-se ao ver os lençóis muito brancos sendo estendidos e, empolgada, foi dizer ao marido:
- Olha!, ela aprendeu a lavar as roupas. Será que a outra vizinha ensinou??? Porque eu não fiz nada.

O marido calmamente respondeu:
- Não, hoje eu levantei-me mais cedo e lavei os vidros da nossa janela!

É assim. Tudo depende da janela, através da qual observamos os factos.
Antes de criticar, verifique se você fez alguma coisa para contribuir.
Verifique os seus próprios defeitos e limitações.
Devemos olhar, antes de tudo, para nossa própria casa, para dentro de nós mesmos.
Só assim poderemos ter real noção do real valor de nossos amigos.
Lave sua vidraça. Abra sua janela."

É estória, mas aplica-se. Já limparam a vossa vidraça?

sexta-feira, 21 de outubro de 2005

Está na hora de ser positivo!

A oportunidade de trabalhar "por dentro" de uma campanha eleitoral, despertou-me para alguns aspectos que não costumamos aperceber-nos. Apesar de ser comum a ideia do negativismo, bem pior é "ser DO contra".

Democracia implica respeito por opiniões, daí que o negativismo é compreensível. Aceito que muitos desacreditem num Futuro risonho, pela história recente do País e não só. Mas ser negativo é apenas isto, ser descrente. Deste Negativismo resultam aspectos contrários ao desenvolvimento, é mau e desaconselho vivamente. Mas há coisas piores…

Ser contra é comum a todos nós em diversas situações, é socialmente salutar e demonstra maturidade, porque ser contra significa que não queremos a "situação A" pois consideramos a "situação B" mais acertada. Isto é Democracia, discordar, ser contra, mas porque isso significa apresentar uma alternativa! Apresentar Alternativa!

Mas o pior de tudo é "ser DO contra". Alguém "do contra" limita-se a discordar das ideias apresentadas, criticando gratuitamente as ideias e trabalho desenvolvido, sem nada fazer para apresentar soluções alternativas, nem sequer ideias concretas.

Ser "do contra" é limitar-se a dizer mal, e isso é FEIO!, além de contraproducente com quem se acha no direito de criticar. Liberdade de expressão não significa poder dizer mal, significa que todos temos direito a manifestar as nossas ideias, projectos e até ser contra. Infelizmente a Sociedade "encheu-se" de "do contra" em excesso, que influenciam muitos à sua volta.

Durante a Campanha Eleitoral popularam os "do contra". Boatos, insultos pessoais, tentativas de descrédito de pessoas e até Instituições. E as ideias? E os projectos? Onde está o caminho a seguir? Que rumo terá a edilidade que mais directamente influência as nossas vidas, a Autarquia? A estas questões poucos deram resposta, mas deles foi a vitória.

Todos devemos participar, porque todos temos a ganhar com o desenvolvimento da nossa terra. Participemos com ideias e projectos. Ninguém fique calado a pensar "os Srs. engenheiros, doutores e arquitectos que trabalhem que eles é que sabem".

As intervenções são feitas para a população, daí que seja de extrema importância a população dizer de sua justiça. Não sejam "do contra", façam ouvir as vossas ideias. Não são precisos desenhos e aspectos técnicos para ser uma ideia a considerar, basta que digam o que vos vai na alma, o quê e como gostariam de ver a "vossa terra", a "nossa terra".

Participem positivamente e serão levados a sério!

terça-feira, 9 de agosto de 2005

A Importância da formação

O Andebol, segunda modalidade com mais praticantes na Região, continua a expandir-se e a granjear prestígio entre nós, muito tendo contribuído os títulos Nacionais de equipas madeirenses. Mas também a ADC registou um crescimento acentuado, tendo, pela primeira vez na nossa existência, sido constituídas 5 equipas (Juvenis, Iniciados e Minis Masculinos e 2 Infantis Femininos), além de mais de 20 atletas a participarem nos “Festand”, concentrações reservadas aos atletas mais novos. Resultados? Não é a análise crua dos números dos torneios que nos faz classificar a época passada como excelente, já que o nosso objectivo foi e é a preparação do futuro e o engrandecer das capacidades, a todos os níveis, dos nossos atletas.

Analisando o trabalho realizado, a presença dos técnicos do Clube nas Escolas, divulgando a modalidade, e a organização de um torneio entre as Escolas Básicas da Vila, permitiu captar cerca de meia centena de novos atletas com menos de 10 anos, algo que nos transmite confiança no futuro da modalidade.

Quanto a Torneios, a ADC fez-se representar na quase totalidade dos mesmos, desde os “Festand” ao “Andebol de Praia”, sendo o ponto alto da época a participação na Concentração do Porto-Santo, onde estivemos presentes com 3 equipas, num total de 25atletas (9 masculinos e 16 femininos).

Quanto ao futuro, a próxima época é de extrema importância para a consolidação da modalidade na Vila e depende de muitos factores. O crescimento acentuado do número de atletas, também verificado nos treinos de Verão, implica mais tempo de treinos no Pavilhão, (é impossível trabalhar estes escalões ao “ar livre”). O acompanhamento dos encarregados de educação, aspecto que saliento e muito agradeço, deverá ser cada vez maior de forma a estreitarmos o relacionamento clube-família. O apoio do clube, no que concerne a transportes e os mais diversos encargos terá sempre de ser encarado como um investimento repleto de retorno e extraordinariamente importante, nunca como uma despesa. A proximidade da direcção do clube aos atletas, com a sua presença pelo menos em alguns jogos e treinos ensina o que é pertencer à A.D.Camacha engrandecendo o “amor clubístico” dos que serão futuros sócios e simpatizantes.

Venham praticar Andebol! Todos são bem-vindos!

segunda-feira, 4 de julho de 2005

Estrada da discórdia

O trânsito na Camacha tem levantado várias polémicas nos últimos anos. Quanto às condições das estradas, é lógico que assiste o direito de reivindicar que sejam melhoradas... bem precisam... Mas onde nem tudo é assim tão linear é no caso da Estrada Maria Ascensão. Recentemente foram iniciadas as obras de construção do passeio, no troço entre a Escola e o Largo da Achada. Pecando por tardia, não pensei que fosse posto em causa a sua construção, nos moldes em que está a ser.

Explicando, da forma que está a ser feito, o passeio não permite a formação de duas filas de trânsito. Para que pudesse permitir esse desiderato, seria necessário demolir alguns muros de casas particulares e até algumas moradias. As vozes que discordam desta forma, lamentam não existirem as referidas duas filas de trânsito, que eventualmente serão necessárias futuramente. Mas vejamos:

- Para que o passeio fosse construído mantendo as actuais dimensões da estrada seria necessário um investimento deveras superior, dada a necessidade de adquirir, independentemente da forma, as parcelas de terreno necessárias e lembro que algumas casas teriam de ser demolidas.

- Se o futuro desenvolvimento da Vila da Camacha requerer que a estrada tenha essas características, o investimento será justificado nessa altura.

- A Variante à E. R. possibilita o fácil acesso ao Centro da Vila.

Compreendo e aceito as vozes que discordam da forma como o passeio está a ser construído, mas não me parece ser caso para polémicas até porque muitos outros investimentos apresentam maior premência e, esses sim, devem receber os esforços das gentes da Camacha para que sejam realizados.

terça-feira, 31 de maio de 2005

Ano de eleições

2005 é ano de eleições.

Independentemente das ideologias políticas de cada um, sugiro que vamos deixando as nossas ideias e sugestões para acções da Camara Municipal. A discussão de projectos é o mais importante e das ideias que aqui forem expostas (fálas-ei chegar ao destinatário, que será o futuro presidente) poderão nascer intervenções reais.

Querem dizer mal? Isso será na porta ao lado, peço que discutamos ideias. Vamos a isso?

sexta-feira, 20 de maio de 2005

Arraial

Há muitos anos que "vivo" as festas e arraiais da Camacha com entusiasmo e interesse, mas no que toca a organizações da Paróquia esses sentimentos tendem a diminuir em demasia...

No passado fim-de-semana realizou-se a Festa do Espírito Santo, paga pelos paroquianos com as contribuições dadas ao longo de várias semanas. A esmagadora maioria dos Camacheiros recebe em sua casa as insígnias do Espírito Santo, servindo de alento espirítual, para além do convívio e festa inerentes. Nessa altura cada família contribui com o que pode. Olhando para os valores acumulados, seria de supor uma festa forte e cheia de polos de interesse, como sempre foi tradição desta Paróquia. Mas esses tempos áureos já lá vão, porque a vertente profana da festividade, que diverte e justifica a visita de muita gente à Vila, cada vez é menos atraente.

Barracas de comes-e-bebes, Carrinhos eléctricos e pouco mais não motivam uma visita ao Largo da Achada.

A Banda Paroquial e Grupos folclóricos no adro da Igreja são incontornáveis e sempre apetecíveis, dado o interesse que geram. Mas... É só isto?

O Largo da Achada sempre recebeu grandes número de pessoas de várias partes da Ilha e do mundo com uma simples Banda (de ritmos modernos, como é uso local dizer). Nem se levanta a questão da qualidade musical apresentada. Trata-se apenas de esquecer uma parte importante do que se quer que seja uma festa.

Gaste-se uns euros com uma Banda (tantas por aí andam a animar arraias muito concorridos noutras paragens!) para que as nossas festas religiosas voltem a "entrar no mapa" dos populares que querem espetada, vinho, cerveja com laranjada e etc, mas também dar um "pé de dança" e divertir-se ao mesmo tempo que celebram a sua fé.

Falta de dinheiro não é. Será falta de vontade? Será porque o Pároco mora perto do centro? Porque será?

quarta-feira, 11 de maio de 2005

Presidente Camacheiro?

O passado fim-de-semana reacendeu uma discussão que tem vindo a desenrolar-se um pouco "à surdina": quem será o próximo candidato do PSD a Presidente da Câmara Municipal de Santa Cruz? Isto devido ao aparecimento de faixas de apoio ao actual Presidente Dr. Savino Correia, como retratado no Diário de Notícias.

Como tenho vindo a descrever nos meus blogs, a Vila da Camacha não tem tido a devida atenção do poder local, pelo que me apraz registar a hipótese de ver o Dr. José Alberto Gonçalves candidatar-se ao cargo em foco. Explicando, o currículo político do actual Presidente da Casa do Povo da Camacha (que hoje toma posse para o triénio 2005-2008) permite que esta hipótese seja consistente e perfeitamente viável. Tem tido voz activa na defesa dos interesses desta Vila (aqui muitos podem discordar da forma ou apontar que poderia fazer mais, mas nunca será opinião consensual, independentemente de quem esteja em causa) e está ligado a variadíssimas acttividades socio/culturais desta Vila.

Quero deixar claro que sou apartidário e defendo ideias, projectos e pessoas, pelo que a hipótese de ter um Camacheiro com provas dadas a dirigir os destinos dos investimentos do Concelho é algo que defendo, tanto mais por conhecer muitas das ideias que o Dr. José Alberto defende para esta Vila e comungar de muitas delas.

A recuperação da Igreja Matriz, a reestruturação e modernização do Largo da Achada são dois dos pontos fortes, mas não os únicos. Espero vê-los no programa de intervenções do candidato José Alberto Gonçalves!

Mas não quero terminar esta dissertação sem referir que não conheço os candidatos da oposição. Estamos a muito tempo das eleições e esse será um factor a ter em conta. No entanto, analisando os resultados das eleições anteriores, será dificil o PSD perder as eleições autárquicas em Santa Cruz, daí este meu post de apoio ao talvez candidato.

quarta-feira, 4 de maio de 2005

Largo da Achada


A porta de entrada da Vila da Camacha é o Largo Conselheiro Aires de Ornelas. Porquê? É o centro da Vila, sendo um espaço de lazer com jardins, Parque Infantil, Rinque de Patinagem e mais. Além disto é ladeado pelo Café Relógio, a Casa do Povo, bem como da Igreja e espaços comerciais, diria, históricos. Ao longo dos anos o, vulgo, Largo da Achada sofreu algumas transformações. Reduziram-se as "fronteiras" para criar espaço de estacionamento, felizmente com acabamentos em pedra, uma opção que apoio pela necessidade dos mesmos, o Parque Infantil foi remodelado dando maior segurança às crianças, criou-se uma rede de água e esgotos para melhorar as condições das barracas de comes-e-bebes que sazonalmente servem as festas aqui realizadas e fizeram-se WC's públicos.

Até aqui tudo e ainda bem, mas é chegada a hora de novos investimentos. Opinião que reúne muito consenso, o largo deve ser remodelado, para maior conforto (visual incluído) e principalmente maior funcionalidade e abrangência. O que sugiro?

O espaço físico do Largo da Achada deveria ser uniformizado, remodelando e reposicionando o rinque de patinagem (repleto de história), criando-se um espaço que serviria de palco, ou onde um pudesse ser facilmente montado. Com isto teríamos o palco posicionado na extremidade onde se encontra o referido rinque, permitindo um maior número de público, para além de possibilitar que quem estivesse nas zonas normalmente reservadas às barracas de comes-e-bebes, pudesse confortavelmente assistir aos espectáculos em curso.

Os jardins, para além de serem alvo de um maior cuidado, deveriam incluir preferencialmente flora existente na Natureza que rodeia e afama a Vila. Isto após serem convenientemente redistribuídos, criando uma espécie de tampão verde nas extremidades do Largo. Além de libertarem o espaço central e frontal ao palco e rinque, o que permite uma ampla visibilidade dos mesmos, criaria uma verdadeira sensação de se estar rodeado de Natureza em toda a volta. Atenção para o posicionamento de árvores nas extremidades, que não deverá ocultar o visionamento da Torre do Relógio nem da Capela de São José.

Um óptimo exemplo do que acabei de referir é a disposição de árvores na zona frontal ao edifício da Casa do Povo, quanto a mim a fórmula certa para a extremidade oposta.

De extrema importância e merecedora de intervenção rápida é a recuperação do monumento alusivo a ter sido aqui que se jogou futebol pela primeira vez em Portugal!

Outras intervenções a não esquecer: dignificar os WC's públicos e o Bar/Esplanada que servem o Largo da Achada.

Ressalvo que as ideias que expus são resultado da minha visão pessoal combinada com as opiniões de individualidades ligadas à cultura e não só, de outras que recolhi junto de amigos e ainda de diversas outras deixadas neste blog e no FotoBlog da minha autoria www.fblog.noite.pt/dna78

Espero que o Largo Conselheiro Aires de Ornelas "entre" finalmente no século XXI de "cara lavada" e capaz de ser um cartão de visita duma Vila muito visitada por Turistas.