A temática dos meus dois últimos posts, trouxe maior visibilidade ao blog, quer pelo impacto dos temas na Vila, quer pela discussão que se gerou em torno dos mesmos.
Infelizmente, tive de rejeitar alguns comentários, mas considero importante que este espaço continue a promover a discussão de ideias e rumos para a nossa Vila.
Porque a tradição foi um tema transversal, sugiro que sigamos por aí, e estou receptivo a sugestões sobre temas que queiram ver aqui analisados e debatidos dna78@netmadeira.com
"Capital da Cultura Tradicional da Madeira"
Este grande "chavão", é atribuído à nossa Vila há muito, mas é amplamente reconhecido que faltam as infra-estruturas que suportem a actividade cultural, existindo já compromissos assumidos pelo Governo Regional e Município de Santa Cruz, para a renovação do centro da Vila e a construção de um auditório.
Porque estes compromisso estão já em execução, importa discutir que ideias temos sobre as intervenções no centro da Vila, quer na remodelação do Largo e de outras estruturas, quer na construção de novas.
Apesar de se dizer que a "Camacha parou no tempo", um olhar atento descobre facilmente a beleza natural e a identidade Camacheira que o nosso centro tem, desde o Hotel Velho à Quinta das Almas. É realmente um sítio único e com potencial elevadíssimo, se exceptuarmos as condições climatéricas, que carece de intervenção rápida mas cuidada e estruturada.
A indispensável intervenção de fundo no centro deve, portanto, dotá-lo de um auditório, mercado, estacionamentos, campo de jogos e monumentos alusivos à história da Vila, ampliando a beleza que a Natureza empresta e a linha eminentemente caracterizadora de uma "Capital da Cultura Tradicional". Como? Para não tornar o post demasiado extenso, vou abordar um ponto de cada vez.
Auditório
Fruto de discussões já mantidas entre as entidades culturais da Vila, posso afirmar como consensual a ideias de um edifício multi-funcional, capaz de albergar exposições permanentes (versando a história da Camacha) e periódicas, actividades regulares dos grupos, desde ensaios a gravações de "demos" e experimentalismos, devendo ser dinamizado com uma área comercial que possibilite o financiamento de projectos e a visita regular de público. Claro, com parque de estacionamento integrado ou construído nas proximidades.
O objectivo primordial é a conjugação de valências técnicas, acústicas, de bastidores e de conforto para o público, que façam este um espaço capaz de receber todas as vertentes artísticas de palco, desde os aprendizes aos mestres, possibilitando que a Camacha receba grandes artistas ao mesmo tempo que apresenta ao mundo a enorme, variada e de qualidade assinalável, produção própria.
Veja-se a quantidade e qualidade dos aprendizes e músicos da banda, Tuna e Conservatório, as "bandas de garagem", os artitas de teatro, os artistas plásticos, os cantores, os dançarinos e os bailadores, veja-se tanta capacidade para dinamizar o auditório. Para os mais cépticos, nada como uma vistia ao blog do meu amigo Nélio, que está a fazer um trabalho notável de recolha e divulgação: AlternativaCamacha.blogspot.com
Visitar a Camacha, estacionar, visitar o auditório onde se aprecia uma exposição plástica, aprende a História da Vila, se assiste a um espectáculo e, depois, relaxa confortavelmente num café com serviço Wi-Fi. É assim que o vejo...
quarta-feira, 22 de abril de 2009
segunda-feira, 30 de março de 2009
Tradição do "Espírito Santo"
Uma vez que vou referir-me à religião Católica, começo por afirmar que fui educado com os seus valores mas não tenho hábito de "ir à missa".A vinda de um novo Padre para as Paróquias da Camacha trouxe, naturalmente, algumas mudanças. Foi notório o aumento de fiéis a assistir às Missas e registo com agrado o aumento da dinâmica das nossas Paróquias.
Sempre que algo muda, surgem reacções favoráveis e contrárias, algo perfeitamente natural e positivo quando promotor de discussão de ideias e temas.
Uma das mudanças que mais discussão parece provocar é a alteração das datas e dos dias das visitas Pascais. Com todo o respeito devido, aqui junto a minha discordância pela mudança, pois julgo não ser positivo esta configuração anunciada.
http://www.paroquiadacamacha.com/web/index.php?option=com_content&view=article&id=41&Itemid=52
As mudanças contemplam que as visitas aos Salgados e Ribeiro Fernando não se façam no Domingo de Páscoa, passando a visita à Ribeirinha para um Domingo, também. Resultado destas alterações, as visitas à Achadinha e ao Rochão passam a ser feitas no mesmo dia.
Ora isto mexe com as tradições da Camacha...
Concordo que o Domingo de Páscoa seja de convívio familiar e rejubilo Cristão e que se reagende a visita dos Salgados e Ribeiro Fernando para o domingo seguinte, o que até resultará numa maior participação de fiéis nas celebrações religiosas do dia.
Mas no caso da Ribeirinha, não posso concordar. Há muitos anos que o Pe. João Ferreira falava em alterações deste género, mas por ter optado pela via do "referendo", correcto e democrático, percebeu que a vontade da maioria dos fiéis da sua paróquia, era pela manutenção da tradição.
Portanto, perante a vontade expressa do povo, algo tão tradicional como a "segunda-feira da Ribeirinha" permaneceria inalterado.
Em favor da alteração está o facto de ser dia de trabalho, o que provoca alguns constrangimentos, mas a maioria dos fiéis votaram pela sua continuidade e é uma forte tradição característica e única da Freguesia da Camacha.
Esta tradição é amplamente reconhecida, como podemos verificar no site www.agencia.ecclesia.pt
"Visitas pascais anunciam Jesus Ressuscitado na Madeira
(...) nas paróquias da Tabua e da Camacha principiam no Domingo de Páscoa, sendo também tradicional na Camacha efectuar uma visita pascal na Segunda-feira.
Têm ritos próprios que, contudo, podem variar consoante as tradições das respectivas paróquias. Todavia os símbolos são idênticos em todas as comunidades paroquiais: as bandeiras, a coroa e o ceptro que são transportados pelos elementos que efectuam aquelas visitas.(...)"
Achadinha e Rochão
Na Camacha, a tradição do Espírito Santo é fortemente vivida em família. É com alegria que as pessoas recebem familiares e amigos, mesmo em tempo de maiores dificuldades financeiras. Ter a casa cheia é um orgulho e satisfação.
Infelizmente aa visitas aos Sítios da Achadinha e Rochão estão agendadas para o mesmo domingo. Sendo dois Sítios de grande dimensão e com muita população, vão quebrar-se tradições e hábitos de visita e convívio, gerados e solidificados ao longo de muitos anos, sem nunca perder força.
Naturalmente que discordo e sugiro que, a haver junção de dois Sítios, que seja o Rochão com o Ribeiro Serrão, por este último ser de menor população.
Terminando, reafirmo que considero muito positiva a acção do Pe.Duarte, que trouxe nova e forte dinâmica às nossas paróquias, reaproximando os fiéis. Contudo não estou de acordo com algumas alterações nas visitas do Espírito Santo e já lho fiz saber. Nada disto desmerece o trabalho que está a desenvolver, mas espero que tenha em maior conta as tradições da nossa terra, afinal tão diferente de todas as outras e Capital da Cultura Tradicional da Madeira.
Uma palavra aos leitores. Espero que participem activamente, com as vossas sugestões, críticas e opiniões, favoráveis ou não, mas com o devido respeito e elevação que o assunto e as pessoas envolvidas merecem.
sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009
Café Relógio em queda...
Quem, como eu, cresceu frequentando de várias formas o Café Relógio, no meu caso mais por dentro devido ao Grupo Folclórico, não deixará de sentir nostalgia por estes dias e até tristeza pelo que se sente num marco indelével da nossa Camacha...Café Relógio significa tradição, muito pelo artesanato do vime que promove e comercializa e pela animação de folclore e musical do seu restaurante. É uma referência Turística!
Mais que isso, é um espaço comercial que cresceu em volta de um MONUMENTO! não nos esqueçamos disso! Infelizmente cresceu de forma arquitectónicamente desordenada, retirando imponência à própria torre...
Voltando à actualidade, deram-se algumas alterações na estrutura organizativa da empresa e muito mudou, como era imperativo, verdade, mas da desejada renovação de imagem, cuidada, pensada e mantendo toda a força cultural inerente àquelas paredes... enfim...
Começo pelo PUB, um local de referência, a precisar de remodelação, nova mobília e talvez algumas mudanças, mas tornar um dos primeiros PUB's à inglesa da Madeira numa sala com mesas de alumínio, impregnada de fumo, com uma horripilante decoração remodelada...
Os dois manequins à entrada, habitualmente "vestidos" com trajes tradicionais sem qualquer rigor, retratam a nossa tradição de forma errada e brejeira. De enrubescer qualquer Camacheiro...A esplanada... Fico-me por dizer que na terra dos vimes e na casa que mais o promove, a esplanada é de plástico...
A animação do restaurante... Bom, naturalmente que há menos actuações, porque há menos clientes, tudo bem e tudo muito certo. Mas o baile de Carnaval deste ano deixou-me absolutamente irritado!
Como habitualmente, alguns clientes dispensaram o jantar e apenas pagaram a entrada para o baile, esperando a animação costumeira com musica ao vivo, boa disposição e um ambiente muito agradável.
Mas em vez de musica ao vivo, um "mascarado" (mal) a pôr CD's, sem critério, sem sequência rítmica, sem qualidade de mistura, sem tudo o que um DJ deve ser e ter! Péssimo!
Nem a qualidade do som, a própria equalização estava bem. Mexeu nos botões errados e já nem foi capaz de acertar o som...
Luzes coloridas nem vê-las... só brancas e estáticas....
Muito mau mesmo... Valeu a pena poupar na qualidade?
Fico triste... Vejo um ícone da minha Vila morrer lentamente...
Para pensar:
Que imagem temos do Café Relógio?
Com que imagem ficam os que o visitam?
Que imagem levam os Turistas da Camacha?
É preciso que o Café Relógio seja financeiramente viável, mas assim destrói-se a si próprio, perde tudo o que lhe torna referência e degrada a imagem da nossa Vila...
domingo, 22 de fevereiro de 2009
sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009
"Expo Saldos" no Pavilhão da Camacha
Dias 6, 7 e 8 de Fevereiro
Este fim-de-semana a Vila da Camacha acolhe um evento diferente, dedicado à venda de roupa, têxteis e outros produtos em saldos, outlet e outras promoções.
Pela primeira vez na Região, realiza-se a "Expo Saldos", tendo a organização escolhido a nossa Vila pela sua centralidade, afinal estamos a apenas 10min do Funchal, e pela própria projecção que a Vila naturalmente tem.
Numa altura em que a Vila está no centro das atenções, pela reivindicação de um posto da PSP, pela construção de uma piscina, mercado, auditório e a própria remodelação da Achada, será um fim-de-semana de importante promoção da Vila que importa não desperdiçar.
Tem a palavra o comércio local...
Este fim-de-semana a Vila da Camacha acolhe um evento diferente, dedicado à venda de roupa, têxteis e outros produtos em saldos, outlet e outras promoções.
Pela primeira vez na Região, realiza-se a "Expo Saldos", tendo a organização escolhido a nossa Vila pela sua centralidade, afinal estamos a apenas 10min do Funchal, e pela própria projecção que a Vila naturalmente tem.
Numa altura em que a Vila está no centro das atenções, pela reivindicação de um posto da PSP, pela construção de uma piscina, mercado, auditório e a própria remodelação da Achada, será um fim-de-semana de importante promoção da Vila que importa não desperdiçar.
Tem a palavra o comércio local...
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