sexta-feira, 15 de maio de 2015

Arte em vime, por Susana Solano

O vime, o nosso vime, com velhos e novos usos, formatos e materiais empregados, pode ser bem mais do que aquilo que achamos que é. Vejamos este exemplo de 2003.


Susana Solano, escultora espanhola de referência, tem trabalhos inspirados em viagens diversas em busca de artes artesanais com expressão diminuta ou em declínio de produção, demonstrando o crescente efeito da industrialização na perda da produção artesanal e tradicional.


A convite da Porta33, no Funchal, a escultura desenhou e, com os artesãos camacheiros, produziu 9 peças em vime, com armação de ferro, que resultaram numa exposição na Galeria "Porta 33".

Posteriormente, a exposição esteve patente no "Museo Nacional Centro de Arte Raeina Sofía - Monastery of Santo Domingo de Silos".

Neste processo participaram António Baptista, Lurdes Fernandes, Silva & Freitas, Lda (Café Relógio); António Freitas, Gilberto Freitas, Margarida Freitas, Maria Gouveia, Lúcia Luis, Joaquim Nóbrega, que são referidos nos agradecimentos da artista nas exposições.

Deste exemplo retiramos que, sendo certo que os tempos não são de grande dinâmica da indústria do vime, desistir não tem de ser o caminho.

Mesmo com a dureza do trabalho, desde a plantação à produção das peças, e ainda que a concorrência de produtos chineses e materiais sintéticos seja grande, são exemplos como este, iniciativas de galerias e instituições de grande relevância e importância na nossa Região, que podem ajudar a apontar novos rumos, novas oportunidades, novos mercados para o vime.

Sim, economia de escala é sempre algo que diminui as margens de lucro, mas a qualidade não pode ser descurada, num mundo desperto para produtos gourmet, biológicos e de luxo.

Links relacionados

Página Facebook onde encontrei a referência a esta escultura e exposição » www.facebook.com/ceciliavieiradefreitas

Exposições
 » www.museoreinasofia.es/en/exhibitions/susana-solano-0
 » http://www.porta33.com/exposicoes/content_exposicoes/susana_solano/susana_solano.html
 » http://www.porta33.com/apresentacao/apresentacao.html

segunda-feira, 11 de maio de 2015

Igreja Matriz reabre após primeira fase de recuperação.

Na próxima sexta feira, dia 15 de maio, reabre ao público a nossa Igreja Matriz da Camacha.
Para assinalar este importante acontecimento, a Paróquia da Camacha preparou três concertos, abertos ao público em geral:

» 15 de Maio | Sexta-feira | 20.30h | Grupo de Cordas "Uníssono" | Conservatório – Escola de Artes 

» 16 de Maio | Sábado | 21h | Coro Juvenil da DRE / Educação Artística

 » 17 de Maio | Domingo | 18h | Grupo Coral da Casa do Povo da Camacha

   

sexta-feira, 21 de março de 2014

AMO-TEatro 2014

Aí está a V edição do Festival de Teatro, que já é Internacional!

Com a organização do Teatro Experimental da Casa do Povo da Camacha, o evento decorre de 20 a 30 de março e conta com um cartaz invejável!

Confiram e façam o favor de assistir! A cultura faz parte de si, faz parte do que somos!

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

O que falta à Camacha como "Capital da Cultura"

Camacha, "Capital da Cultura". O desenvolvimento da nossa Freguesia não passa apenas por aqui, mas é um ponto fulcral e o que nos relança no panorama regional, mas não só.

Falta a remodelação da Achada, sim. Falta tornar o nosso centro num espaço melhorado, mantendo a traça de espaço verde, dando mais destaque ao primeiro lugar onde se jogou Futebol em Portugal, revitalizando o ringue, melhorando os acessos ao WC e outros pormenores.

Falta o Auditório, já com local definido e com projeto elaborado conjuntamente por todos os os grupos culturais da Camacha.

Falta ainda o Mercado e mais estacionamento, mas isso está incluído no projeto do auditório.

Culturalmente, falta ainda uma sede ao Grupo do Rochão, que tem mostrado uma crescente dinâmica e a recuperação e reconversão da "Casa Etnográfica", espaço com grande potencialidade como espaço museológico, mas também de exposições temporárias.

Falta mais, sim, mas parecem-me os pontos fulcrais para o desenvolvimento sustentado da "Capital da Cultura".

Termino olhando para o futuro imediato e para as decisões que aí vêm, já domingo. Analisando o percurso, as ideias e propostas, é óbvio que o Jorge Baptista está atento e conhecedor, reuniu com entidades culturais e liderou algumas intervenções importantes nos últimos 8 anos, como a recuperação e adequação do auditório da Casa do Povo da Camacha.

A equipa PSD assume o compromisso de apoiar a cultura e sabe como fazê-lo, em contraponto com a lista concorrente que nem reuniu com entidades e publicamente mostra-se contra a remodelação da Achada e desconhece a necessidade de um auditórios e das restantes ideias que aqui expus.

Os tempos são de contenção, mas essa é apenas uma razão mais para acreditarmos em quem demonstra estar atento, conhecedor e capaz de realizar os anseios da população.