segunda-feira, 21 de junho de 2004

Music...Non Stop!!

Caros Bloggers!

Á falta de disposição para falar de bandas madeirenses - tendo em conta as inúmeras investidas em cérebros de basalto que abundam na nossa ilha (afinal a Madeira é de origem vulcânica, só não julgava que a geologia se estendia às massas cerebrais, mas... enfim!!...) e daí não ter obtido feedback intelectual que justificasse a minha "paciência de Job", desisti de me insurgir nessa área!!! Mas, e por agora estar a ouvir Human League, resolvi vos falar da minha nova/velha descoberta: o movimento post punk dos Novos Românticos. Pois bem, a androginia e o glamour já se conhecia do Glam Rock de Bowie ou Roxy Music, a electrónica robótica dos Kraftwerk dos anos 70, a pop decadente e proibida do Serge Gainsbourg - Sexo, vícios e mulheres esculturais (Brigitte Bardot, Catherine Deneuve ou Jane Birkin) - e o crooning pomposo de Scott Walker ou Lee Hazelwood, também - e todos este eram um contraponto ao punk simples, directo e abrasivo de uns Sex Pistols ou uns The Clash. Agora, todos estas tendências misturadas numa liquidificadora, depois de servidas, temos os Novos Românticos (uma "sub-pasta" da New Wave) que apareceram em inícios de 80 com os Human League, Soft Cell, Depeche Mode, Eurythmics, Duran Duran, etc. (Para mais informações vão ao www.allmusicguide.com e procurem: New Romantics). O Johnny Rotten Chocava tanto a monarquia britânica com o seu "God Save The Queen" como a figura andrónigina e frágil do Boy George, qual putéfia de cabaret, com rendas à Madonna "Like A Virgin", chocava a comunidade punk!! Ora bem, para quem é amante de carrinhos choque, óculos de sol à condutor de camião e pornografia, oiçam e vejam (sim, vejam, porque esta é a era dos videoclips, da imagem e da extravagância. A época em que fazia sentido falar-se em "estrelas pop" - "Vídeo Killed The Radio Store") os Dead Or Alive (pastiche pop puro). E para quem sente urticária ao ouvir falar de girls bands, oiçam o primeiro álbum das Bananarama ou um qualquer dos Fun Boy Three com as ditas raparigas!! Percam preconceitos e procurem Gary Numan, Fad Gadget ou Heaven 17... deliciem-se com os sintetizadores analógicos e descubram onde os DJ's e bandas do electroclash (Miss Kitten, Peaches, Felix Da Housecat ou Chicks On Speed) foram fazer escola! Vá, toca a fazer downloads!...

Um abraço.

Nélio Martins

quinta-feira, 25 de março de 2004

Depois de as bandas ...

Acho que depois de as bandas passarem por este processo psicológico que o Valdemar fala é necessário darem-se muitos concertos. Para isso dava jeito locais mínimamente apropriados para tocar (quero dizer, sem ter a polícia 5 minutos após o início do concerto), ou pelo menos, a boa vontade dos donos desses locais. Há uns que dão bar aberto, mas eu pessoalmente prefiriria um pequeno caché que desse para compensar as cordas e a baquetes que se compraram para dar o concerto, 25 euros é bem suficiente para cobrir estas pequenas despesas e permitir que as bandas mais novas "trabalhem".

Com isto podemos dar lugar a objectivos com um prazo mais alargado do que o actual. Quando deixam de haver possibilidades de concertos ou de outras actividades costuma haver atrofios mentais e desmotivações que levam ao fim das bandas.

Para quem não sabe, dá imenso trabalho preparar um concerto por si só. Há 2 grandes problemas: o primeiro é o transporte do material. O segundo é se o material que a banda possui é adequado ao local do concerto (geralmente os locais não têm material próprio de amplificação ou não é adequado (ex. mesas de DJ em vez de mesas de mistura, fraca potência, salas sem tratamento acústico, etc)). Isto sem falar do conhecimento técnico que um concerto envolve e não falo de ligar cabos e acertar volumes. Enfim...

Penso que isto resume algumas das dificuldades que os "fazedores de barulho" têm de passar. Certamente não é fácil ultrapassar mas talvez com mais união e vontade poder-se-ia fazer muito mais.

Estes são os meus 5 cêntimos.

sexta-feira, 19 de março de 2004

As bandas têm mais que ajudar ...

Acho que as bandas têm mais que ajudar a elas próprias, primeiro. Algumas têm que crescer um pouco; outras têm que confiar em si próprias... parece que há um espírito negativo por entre as bandas, um sentimento de revolta sobre tudo quanto é concerto e entidade organizadora aqui na Madeira (não que não possam ter razões para isso). Em vez de dedicarem tempo a isso, deviam, talvez, pensar em investir numa carreira fora da Madeira (e Portugal), já que está comprovado que, para se ser considerado bom em Portugal, é necessário ser considerado bom fora de Portugal...

quinta-feira, 18 de março de 2004

"Camacha 2004"

Sobre o panorama musical madeirense...

Estamos a entrar na época de organização do "Camacha 2004" e este ano teremos um palco que servirá o Festival de Folclore...

Apesar disso fomos (NAC) convidados a participar activamente na concepção do palco, o que denota atenção às nossas novas ideias sobre como deve ser organizado o Festival..

Venham daí ideias e debate sobre o que podemos fazer em prol das bandas rock (e não só)

terça-feira, 16 de março de 2004

A iniciar divagações virtuais...

Bom, a iniciar estas minhas divagações virtuais, deixo-vos como desabafo o facto de a hiper-oferta de downloads musicais que tenho tido, me invadir a mente num turbilhão sónico de uma cacofonia sinfónica!... AAAAAAAAAAAHHHHHHHHHH!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

segunda-feira, 15 de março de 2004

Outra questão que se põe:

Outra questão que se põe: será que essas pessoas a quem é suposto "atingir" foram convidadas para aceder a este blog em particular...?

domingo, 14 de março de 2004

Uma pergunta que me assalta...

Uma pergunta que me assalta é se quem mais deveria ser 'atingido' pelas ideias e críticas da 'blogosfera' alguma vez as lê...