domingo, 18 de dezembro de 2005

OXIGENE

Hoje, antes de adormecer, decidi "vaguear" pela net enquanto ouvia Novos Românticos (já uma vez escrevi neste blog sobre esta tendência musical dos anos 80), entretanto, e por conselho de um amiga minha, resolvi ouvir uma banda madeirense denominada OXIGENE. Devo confessar ter ficado surpreendido com a grandiosidade musical deste projecto! Não querendo fazer comparações, como é evidente - e o(s) próprio(s) Oxigene que me perdoe(m) por tal, se alguma vez ler(em) esta minha observação sobre o seu trabalho -, não consegui deixar de pensar em Japan, Heaven 17, Eurythmics, Human League, Yellow Magic Orchestra, Yazoo, Soft Cell e todos os nomes consagrados da Electro-Pop. A verdade é que a genialidade criativa; as vozes pomposas, barrocas, o lirismo depressivo, por vezes de cariz romântico, e a electrónica de sonoridades analógicas, quais caixas de brinquedos a orquestrarem um crooning decadente, lá estão todas. Mas aquilo que vejo no(s) OXIGENE extravasa o conceito dos Novos Românticos dos idos 80, não se limitando a uma apropriação oportunista deste som , como víamos em alguns casos do Electro-Clash de finais dos anos noventa (sons analógicos repetitivos e desinspirados, próprios para aqueles devotos de lugares da Moda, cujos interesses são exteriores à música), antes apoia-se em bases conceptuais próprias da Synth-Pop, levando-as a um universo muito pessoal, onde ele(s) combina(m) a electrónica com instrumentos reais - "Timeless" é fantástica, começa com um teclado electrónico à Orchestral Manoeuvres In The Dark, uma voz soturna, dorida e dolente, sendo embalada com o som de fundo de um violino (se imaginarem o Jeff Buckley com os Kraftwerk, o resultado seria mais ou menos este!). Este tema poderia ser dançado numa discoteca como o Lux-Frágil em Lisboa, ou ouvido em casa num dia de chuva, sozinho num quarto escuro, com um gin tónico e um cigarro! Este ecletismo permite, a meu vêr, ao(s) OXIGENE, se impor(em) na música com uma postura única, dele(s). Uma vez vi isto acontecer no álbum "Whiskey" do Jay Jay Johanson e, mais recentemente, com o Patrick Wolf... um ressurgimento do Electro-Crooner. De quando em vez vêmos algo de realmente inovador acontecer na música, e é disto que se trata, só não sabia que tinha acontecido aqui tão perto de mim, na Madeira! Da minha parte, faço uma vénia ao(s) OXIGENE.
Nélio Martins

sexta-feira, 16 de dezembro de 2005

Antes de criticar...

Neste blog sempre se escreveram opiniões pessoais, textos originais, mas desta vez quero partilhar convosco um email que recebi...

"Um casal, recém-casado, na primeira manhã que passavam na casa nova, enquanto tomavam café, a mulher reparou através da janela em uma vizinha que pendurava lençóis no varal e comentou com o marido:
- Que lençóis sujos ela está pendurando no varal! Está precisando de um sabão novo. Se eu tivesse intimidade perguntava se ela quer que eu a ensine a lavar as roupas!

O marido observou calado.

Alguns dias depois, novamente durante o café da manhã, a vizinha pendurava lençóis no varal e a mulher comentou com o marido:
- Nossa vizinha continua pendurando os lençóis sujos! Se eu tivesse intimidade perguntaria se ela quer que eu a ensine a lavar as roupas!

E assim, a cada dois ou três dias, a mulher repetia o discurso, enquanto a vizinha pendurava as roupas no varal.

Passado um mês a mulher surpreendeu-se ao ver os lençóis muito brancos sendo estendidos e, empolgada, foi dizer ao marido:
- Olha!, ela aprendeu a lavar as roupas. Será que a outra vizinha ensinou??? Porque eu não fiz nada.

O marido calmamente respondeu:
- Não, hoje eu levantei-me mais cedo e lavei os vidros da nossa janela!

É assim. Tudo depende da janela, através da qual observamos os factos.
Antes de criticar, verifique se você fez alguma coisa para contribuir.
Verifique os seus próprios defeitos e limitações.
Devemos olhar, antes de tudo, para nossa própria casa, para dentro de nós mesmos.
Só assim poderemos ter real noção do real valor de nossos amigos.
Lave sua vidraça. Abra sua janela."

É estória, mas aplica-se. Já limparam a vossa vidraça?

sexta-feira, 21 de outubro de 2005

Está na hora de ser positivo!

A oportunidade de trabalhar "por dentro" de uma campanha eleitoral, despertou-me para alguns aspectos que não costumamos aperceber-nos. Apesar de ser comum a ideia do negativismo, bem pior é "ser DO contra".

Democracia implica respeito por opiniões, daí que o negativismo é compreensível. Aceito que muitos desacreditem num Futuro risonho, pela história recente do País e não só. Mas ser negativo é apenas isto, ser descrente. Deste Negativismo resultam aspectos contrários ao desenvolvimento, é mau e desaconselho vivamente. Mas há coisas piores…

Ser contra é comum a todos nós em diversas situações, é socialmente salutar e demonstra maturidade, porque ser contra significa que não queremos a "situação A" pois consideramos a "situação B" mais acertada. Isto é Democracia, discordar, ser contra, mas porque isso significa apresentar uma alternativa! Apresentar Alternativa!

Mas o pior de tudo é "ser DO contra". Alguém "do contra" limita-se a discordar das ideias apresentadas, criticando gratuitamente as ideias e trabalho desenvolvido, sem nada fazer para apresentar soluções alternativas, nem sequer ideias concretas.

Ser "do contra" é limitar-se a dizer mal, e isso é FEIO!, além de contraproducente com quem se acha no direito de criticar. Liberdade de expressão não significa poder dizer mal, significa que todos temos direito a manifestar as nossas ideias, projectos e até ser contra. Infelizmente a Sociedade "encheu-se" de "do contra" em excesso, que influenciam muitos à sua volta.

Durante a Campanha Eleitoral popularam os "do contra". Boatos, insultos pessoais, tentativas de descrédito de pessoas e até Instituições. E as ideias? E os projectos? Onde está o caminho a seguir? Que rumo terá a edilidade que mais directamente influência as nossas vidas, a Autarquia? A estas questões poucos deram resposta, mas deles foi a vitória.

Todos devemos participar, porque todos temos a ganhar com o desenvolvimento da nossa terra. Participemos com ideias e projectos. Ninguém fique calado a pensar "os Srs. engenheiros, doutores e arquitectos que trabalhem que eles é que sabem".

As intervenções são feitas para a população, daí que seja de extrema importância a população dizer de sua justiça. Não sejam "do contra", façam ouvir as vossas ideias. Não são precisos desenhos e aspectos técnicos para ser uma ideia a considerar, basta que digam o que vos vai na alma, o quê e como gostariam de ver a "vossa terra", a "nossa terra".

Participem positivamente e serão levados a sério!

terça-feira, 9 de agosto de 2005

A Importância da formação

O Andebol, segunda modalidade com mais praticantes na Região, continua a expandir-se e a granjear prestígio entre nós, muito tendo contribuído os títulos Nacionais de equipas madeirenses. Mas também a ADC registou um crescimento acentuado, tendo, pela primeira vez na nossa existência, sido constituídas 5 equipas (Juvenis, Iniciados e Minis Masculinos e 2 Infantis Femininos), além de mais de 20 atletas a participarem nos “Festand”, concentrações reservadas aos atletas mais novos. Resultados? Não é a análise crua dos números dos torneios que nos faz classificar a época passada como excelente, já que o nosso objectivo foi e é a preparação do futuro e o engrandecer das capacidades, a todos os níveis, dos nossos atletas.

Analisando o trabalho realizado, a presença dos técnicos do Clube nas Escolas, divulgando a modalidade, e a organização de um torneio entre as Escolas Básicas da Vila, permitiu captar cerca de meia centena de novos atletas com menos de 10 anos, algo que nos transmite confiança no futuro da modalidade.

Quanto a Torneios, a ADC fez-se representar na quase totalidade dos mesmos, desde os “Festand” ao “Andebol de Praia”, sendo o ponto alto da época a participação na Concentração do Porto-Santo, onde estivemos presentes com 3 equipas, num total de 25atletas (9 masculinos e 16 femininos).

Quanto ao futuro, a próxima época é de extrema importância para a consolidação da modalidade na Vila e depende de muitos factores. O crescimento acentuado do número de atletas, também verificado nos treinos de Verão, implica mais tempo de treinos no Pavilhão, (é impossível trabalhar estes escalões ao “ar livre”). O acompanhamento dos encarregados de educação, aspecto que saliento e muito agradeço, deverá ser cada vez maior de forma a estreitarmos o relacionamento clube-família. O apoio do clube, no que concerne a transportes e os mais diversos encargos terá sempre de ser encarado como um investimento repleto de retorno e extraordinariamente importante, nunca como uma despesa. A proximidade da direcção do clube aos atletas, com a sua presença pelo menos em alguns jogos e treinos ensina o que é pertencer à A.D.Camacha engrandecendo o “amor clubístico” dos que serão futuros sócios e simpatizantes.

Venham praticar Andebol! Todos são bem-vindos!

segunda-feira, 4 de julho de 2005

Estrada da discórdia

O trânsito na Camacha tem levantado várias polémicas nos últimos anos. Quanto às condições das estradas, é lógico que assiste o direito de reivindicar que sejam melhoradas... bem precisam... Mas onde nem tudo é assim tão linear é no caso da Estrada Maria Ascensão. Recentemente foram iniciadas as obras de construção do passeio, no troço entre a Escola e o Largo da Achada. Pecando por tardia, não pensei que fosse posto em causa a sua construção, nos moldes em que está a ser.

Explicando, da forma que está a ser feito, o passeio não permite a formação de duas filas de trânsito. Para que pudesse permitir esse desiderato, seria necessário demolir alguns muros de casas particulares e até algumas moradias. As vozes que discordam desta forma, lamentam não existirem as referidas duas filas de trânsito, que eventualmente serão necessárias futuramente. Mas vejamos:

- Para que o passeio fosse construído mantendo as actuais dimensões da estrada seria necessário um investimento deveras superior, dada a necessidade de adquirir, independentemente da forma, as parcelas de terreno necessárias e lembro que algumas casas teriam de ser demolidas.

- Se o futuro desenvolvimento da Vila da Camacha requerer que a estrada tenha essas características, o investimento será justificado nessa altura.

- A Variante à E. R. possibilita o fácil acesso ao Centro da Vila.

Compreendo e aceito as vozes que discordam da forma como o passeio está a ser construído, mas não me parece ser caso para polémicas até porque muitos outros investimentos apresentam maior premência e, esses sim, devem receber os esforços das gentes da Camacha para que sejam realizados.

terça-feira, 31 de maio de 2005

Ano de eleições

2005 é ano de eleições.

Independentemente das ideologias políticas de cada um, sugiro que vamos deixando as nossas ideias e sugestões para acções da Camara Municipal. A discussão de projectos é o mais importante e das ideias que aqui forem expostas (fálas-ei chegar ao destinatário, que será o futuro presidente) poderão nascer intervenções reais.

Querem dizer mal? Isso será na porta ao lado, peço que discutamos ideias. Vamos a isso?

sexta-feira, 20 de maio de 2005

Arraial

Há muitos anos que "vivo" as festas e arraiais da Camacha com entusiasmo e interesse, mas no que toca a organizações da Paróquia esses sentimentos tendem a diminuir em demasia...

No passado fim-de-semana realizou-se a Festa do Espírito Santo, paga pelos paroquianos com as contribuições dadas ao longo de várias semanas. A esmagadora maioria dos Camacheiros recebe em sua casa as insígnias do Espírito Santo, servindo de alento espirítual, para além do convívio e festa inerentes. Nessa altura cada família contribui com o que pode. Olhando para os valores acumulados, seria de supor uma festa forte e cheia de polos de interesse, como sempre foi tradição desta Paróquia. Mas esses tempos áureos já lá vão, porque a vertente profana da festividade, que diverte e justifica a visita de muita gente à Vila, cada vez é menos atraente.

Barracas de comes-e-bebes, Carrinhos eléctricos e pouco mais não motivam uma visita ao Largo da Achada.

A Banda Paroquial e Grupos folclóricos no adro da Igreja são incontornáveis e sempre apetecíveis, dado o interesse que geram. Mas... É só isto?

O Largo da Achada sempre recebeu grandes número de pessoas de várias partes da Ilha e do mundo com uma simples Banda (de ritmos modernos, como é uso local dizer). Nem se levanta a questão da qualidade musical apresentada. Trata-se apenas de esquecer uma parte importante do que se quer que seja uma festa.

Gaste-se uns euros com uma Banda (tantas por aí andam a animar arraias muito concorridos noutras paragens!) para que as nossas festas religiosas voltem a "entrar no mapa" dos populares que querem espetada, vinho, cerveja com laranjada e etc, mas também dar um "pé de dança" e divertir-se ao mesmo tempo que celebram a sua fé.

Falta de dinheiro não é. Será falta de vontade? Será porque o Pároco mora perto do centro? Porque será?

quarta-feira, 11 de maio de 2005

Presidente Camacheiro?

O passado fim-de-semana reacendeu uma discussão que tem vindo a desenrolar-se um pouco "à surdina": quem será o próximo candidato do PSD a Presidente da Câmara Municipal de Santa Cruz? Isto devido ao aparecimento de faixas de apoio ao actual Presidente Dr. Savino Correia, como retratado no Diário de Notícias.

Como tenho vindo a descrever nos meus blogs, a Vila da Camacha não tem tido a devida atenção do poder local, pelo que me apraz registar a hipótese de ver o Dr. José Alberto Gonçalves candidatar-se ao cargo em foco. Explicando, o currículo político do actual Presidente da Casa do Povo da Camacha (que hoje toma posse para o triénio 2005-2008) permite que esta hipótese seja consistente e perfeitamente viável. Tem tido voz activa na defesa dos interesses desta Vila (aqui muitos podem discordar da forma ou apontar que poderia fazer mais, mas nunca será opinião consensual, independentemente de quem esteja em causa) e está ligado a variadíssimas acttividades socio/culturais desta Vila.

Quero deixar claro que sou apartidário e defendo ideias, projectos e pessoas, pelo que a hipótese de ter um Camacheiro com provas dadas a dirigir os destinos dos investimentos do Concelho é algo que defendo, tanto mais por conhecer muitas das ideias que o Dr. José Alberto defende para esta Vila e comungar de muitas delas.

A recuperação da Igreja Matriz, a reestruturação e modernização do Largo da Achada são dois dos pontos fortes, mas não os únicos. Espero vê-los no programa de intervenções do candidato José Alberto Gonçalves!

Mas não quero terminar esta dissertação sem referir que não conheço os candidatos da oposição. Estamos a muito tempo das eleições e esse será um factor a ter em conta. No entanto, analisando os resultados das eleições anteriores, será dificil o PSD perder as eleições autárquicas em Santa Cruz, daí este meu post de apoio ao talvez candidato.

quarta-feira, 4 de maio de 2005

Largo da Achada


A porta de entrada da Vila da Camacha é o Largo Conselheiro Aires de Ornelas. Porquê? É o centro da Vila, sendo um espaço de lazer com jardins, Parque Infantil, Rinque de Patinagem e mais. Além disto é ladeado pelo Café Relógio, a Casa do Povo, bem como da Igreja e espaços comerciais, diria, históricos. Ao longo dos anos o, vulgo, Largo da Achada sofreu algumas transformações. Reduziram-se as "fronteiras" para criar espaço de estacionamento, felizmente com acabamentos em pedra, uma opção que apoio pela necessidade dos mesmos, o Parque Infantil foi remodelado dando maior segurança às crianças, criou-se uma rede de água e esgotos para melhorar as condições das barracas de comes-e-bebes que sazonalmente servem as festas aqui realizadas e fizeram-se WC's públicos.

Até aqui tudo e ainda bem, mas é chegada a hora de novos investimentos. Opinião que reúne muito consenso, o largo deve ser remodelado, para maior conforto (visual incluído) e principalmente maior funcionalidade e abrangência. O que sugiro?

O espaço físico do Largo da Achada deveria ser uniformizado, remodelando e reposicionando o rinque de patinagem (repleto de história), criando-se um espaço que serviria de palco, ou onde um pudesse ser facilmente montado. Com isto teríamos o palco posicionado na extremidade onde se encontra o referido rinque, permitindo um maior número de público, para além de possibilitar que quem estivesse nas zonas normalmente reservadas às barracas de comes-e-bebes, pudesse confortavelmente assistir aos espectáculos em curso.

Os jardins, para além de serem alvo de um maior cuidado, deveriam incluir preferencialmente flora existente na Natureza que rodeia e afama a Vila. Isto após serem convenientemente redistribuídos, criando uma espécie de tampão verde nas extremidades do Largo. Além de libertarem o espaço central e frontal ao palco e rinque, o que permite uma ampla visibilidade dos mesmos, criaria uma verdadeira sensação de se estar rodeado de Natureza em toda a volta. Atenção para o posicionamento de árvores nas extremidades, que não deverá ocultar o visionamento da Torre do Relógio nem da Capela de São José.

Um óptimo exemplo do que acabei de referir é a disposição de árvores na zona frontal ao edifício da Casa do Povo, quanto a mim a fórmula certa para a extremidade oposta.

De extrema importância e merecedora de intervenção rápida é a recuperação do monumento alusivo a ter sido aqui que se jogou futebol pela primeira vez em Portugal!

Outras intervenções a não esquecer: dignificar os WC's públicos e o Bar/Esplanada que servem o Largo da Achada.

Ressalvo que as ideias que expus são resultado da minha visão pessoal combinada com as opiniões de individualidades ligadas à cultura e não só, de outras que recolhi junto de amigos e ainda de diversas outras deixadas neste blog e no FotoBlog da minha autoria www.fblog.noite.pt/dna78

Espero que o Largo Conselheiro Aires de Ornelas "entre" finalmente no século XXI de "cara lavada" e capaz de ser um cartão de visita duma Vila muito visitada por Turistas.

quinta-feira, 28 de abril de 2005

Progresso Vs Natureza

Progresso e Natureza...

A vontade do progresso e a necessidade de preservar o ambiente...

Esta dicotomia é o espelho da civilização nos tempos que correm.

A Camacha sofreu com a "lixeira" da Meia Serra, algumas (demasiadas) Veredas e Levadas desapareceram sob o alcatrão e o cimento entre outras situações antagónicas a uma Vila que é atracção turística.

Com este post quero apenas abrir o apetite para as vossa opiniões. O que têm a dizer sobre isto?

terça-feira, 26 de abril de 2005

Desenvolvimento da Camacha

Dos comentários que tenho recebido, depreendo que é recorrente entre os camacheiros a ideia de que pouco se tem feito pelo desenvolvimento da nossa Vila. Vamos a uma análise superficial:


Investimentos / dinheiro gasto:
Saneamento básico; Via expresso; VarianteInvestimentos de monta e absolutamente necessários.

Bairro social; Estação de tratamento da Meia SerraNecessidades da população de toda a Ilha, mas mal implementados, sem estudos profundos dos impactos que causariam e causaram, também por falta do devido acompanhamento fiscalizador.

No particular da estação de tratamento, reconverteu-se em incineradora e o espaço circundante ficou mais aprazível, mas nada apaga os danos ao meio-ambiente que deixou e nada me convence que a qualidade do ar não vai sofrer com a incineração dos lixos.

Na questão do Bairro Social, a insegurança apoderou-se da, anteriormente pacata, Vila.

Biofábrica
Investimento científico subaproveitado na relação com a população, mas criando postos de trabalho e tendo provado consecutivamente a sua utilidade.


Desinvestimentos:
Largo da AchadaFarto de promessas de remodelação deste espaço único de lazer! O rinque está a precisar de ser completamente renovado, para além de ampliado. A disposição dos Jardins tem de ser revista. O WC tem a obrigação de ser mais higiénico (atenção a quem o utiliza! sejam civilizados).

Enfim, as festas populares demonstram que este Largo tem mesmo de ser remodelado com o intuito de receber um palco, barracas de comes-e-bebes e muito público em comodidade, permitindo uma fácil visualização dos espectáculos em todo o recinto. Não sou eu que o digo! São as evidências!

EstradasAs condições do piso em quase todas as estradas desta Vila são deploráveis. Buracos em cima de buracos. A Junta de Freguesia tapa os buracos, mas quem pode asfaltar decentemente (Câmara, Governo...) não liga. Estranho... dirse-ía de propósito, mas não façamos juízos de valor, afinal temos uma via-expresso...

Espaços de espectáculos
Nada vezes nada... O salão paroquial fica ao critério do Padre da Vila...

Já na casa do Povo a Sala que se previa receber espectáculos foi mal projectada e é inútil nesse aspecto. A direcção conseguiu apoios comunitários para a sua reconversão, mas nunca terá as condições necessárias para espectáculos.

Espaços públicos? Onde estão?

Venha o Auditório Coberto, uma promessa que ainda não passa de intenção! É uma absoluta necessidade, um espaço com condições de receber espectáculos de diversas índoles, desde Teatro, folclore, Orquestras, Bandas rock e uma infinidade de outras expressões artísticas.

Não quero deixar de referir que será importante a construção da piscina coberta no complexo desportivo da Camacha, um investimento do Governo Regional no desporto que louvo e agradeço.

Conclui-se que? A Camacha está no fundo da tabela de prioridades no que toca a investimento público capaz de proporcionar o merecido conforto aos cidadãos e atrair um maior número de pessoas à Vila. Espero poder em breve escrever uma outra opinião agradecendo a mudança de política de Investimentos…

sexta-feira, 11 de março de 2005

O Auditório...

Um auditório na Vila da Camacha é algo há muito desejado e amplamente merecido. Prometido variadas vezes, foi, finalmente, incluído no programa do Governo Regional para este ciclo 2004-2008.

Optimo! O problema é que... invariávelmente nada é linear quando toca a esta Vila.

Investimentos na Camacha? há que procurar bem, a não ser que uma via-expresso, estradas municipais e pouco mais sejam o objectivo da Vila que se diz "Capital da Cultura Tradicional Madeirense". será?

Adiante, o auditório começou logo com o "pé esquerdo"... A Vice-presidência do G.R. e a C.M.S.C. reuniram e tiveram a brilhante e anunciada, na imprensa regional, ideia de construir um Auditório ao ar livre! Excelente! Grande Ideia!

Já agora podia acrescentar um "aquapark", uns coqueiros para a Achada, areia em quantidade industrial e outros pormenores que não devem faltar numa zona balnear como a nossa Vila!

?!?!?!?!!????!!?!?!?!' Balnear??!!?!?! Isso não é onde faz calor todo o ano?!!???!!?!??!! ops...............

segunda-feira, 3 de janeiro de 2005

Falam falam, não fazem nada...

Vem isto a propósito de muita gente criticar o Padre cá da Vila...
O ano passado deixou a missa de Natal do Rochão a meio para dar uma entrevista em directo para a RTP-I... preciso comentar?

Além disto tem vários episódios quase surreais, que prometo ir contando com maior regularidade, que o tornam amplamente criticado... surdamente!

Como é prática comum por estas bandas, critica-se à socapa, mas atitudes de força? tá quieto que isso dá trabalho...