sexta-feira, 21 de outubro de 2005

Está na hora de ser positivo!

A oportunidade de trabalhar "por dentro" de uma campanha eleitoral, despertou-me para alguns aspectos que não costumamos aperceber-nos. Apesar de ser comum a ideia do negativismo, bem pior é "ser DO contra".

Democracia implica respeito por opiniões, daí que o negativismo é compreensível. Aceito que muitos desacreditem num Futuro risonho, pela história recente do País e não só. Mas ser negativo é apenas isto, ser descrente. Deste Negativismo resultam aspectos contrários ao desenvolvimento, é mau e desaconselho vivamente. Mas há coisas piores…

Ser contra é comum a todos nós em diversas situações, é socialmente salutar e demonstra maturidade, porque ser contra significa que não queremos a "situação A" pois consideramos a "situação B" mais acertada. Isto é Democracia, discordar, ser contra, mas porque isso significa apresentar uma alternativa! Apresentar Alternativa!

Mas o pior de tudo é "ser DO contra". Alguém "do contra" limita-se a discordar das ideias apresentadas, criticando gratuitamente as ideias e trabalho desenvolvido, sem nada fazer para apresentar soluções alternativas, nem sequer ideias concretas.

Ser "do contra" é limitar-se a dizer mal, e isso é FEIO!, além de contraproducente com quem se acha no direito de criticar. Liberdade de expressão não significa poder dizer mal, significa que todos temos direito a manifestar as nossas ideias, projectos e até ser contra. Infelizmente a Sociedade "encheu-se" de "do contra" em excesso, que influenciam muitos à sua volta.

Durante a Campanha Eleitoral popularam os "do contra". Boatos, insultos pessoais, tentativas de descrédito de pessoas e até Instituições. E as ideias? E os projectos? Onde está o caminho a seguir? Que rumo terá a edilidade que mais directamente influência as nossas vidas, a Autarquia? A estas questões poucos deram resposta, mas deles foi a vitória.

Todos devemos participar, porque todos temos a ganhar com o desenvolvimento da nossa terra. Participemos com ideias e projectos. Ninguém fique calado a pensar "os Srs. engenheiros, doutores e arquitectos que trabalhem que eles é que sabem".

As intervenções são feitas para a população, daí que seja de extrema importância a população dizer de sua justiça. Não sejam "do contra", façam ouvir as vossas ideias. Não são precisos desenhos e aspectos técnicos para ser uma ideia a considerar, basta que digam o que vos vai na alma, o quê e como gostariam de ver a "vossa terra", a "nossa terra".

Participem positivamente e serão levados a sério!
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