sexta-feira, 20 de maio de 2005

Arraial

Há muitos anos que "vivo" as festas e arraiais da Camacha com entusiasmo e interesse, mas no que toca a organizações da Paróquia esses sentimentos tendem a diminuir em demasia...

No passado fim-de-semana realizou-se a Festa do Espírito Santo, paga pelos paroquianos com as contribuições dadas ao longo de várias semanas. A esmagadora maioria dos Camacheiros recebe em sua casa as insígnias do Espírito Santo, servindo de alento espirítual, para além do convívio e festa inerentes. Nessa altura cada família contribui com o que pode. Olhando para os valores acumulados, seria de supor uma festa forte e cheia de polos de interesse, como sempre foi tradição desta Paróquia. Mas esses tempos áureos já lá vão, porque a vertente profana da festividade, que diverte e justifica a visita de muita gente à Vila, cada vez é menos atraente.

Barracas de comes-e-bebes, Carrinhos eléctricos e pouco mais não motivam uma visita ao Largo da Achada.

A Banda Paroquial e Grupos folclóricos no adro da Igreja são incontornáveis e sempre apetecíveis, dado o interesse que geram. Mas... É só isto?

O Largo da Achada sempre recebeu grandes número de pessoas de várias partes da Ilha e do mundo com uma simples Banda (de ritmos modernos, como é uso local dizer). Nem se levanta a questão da qualidade musical apresentada. Trata-se apenas de esquecer uma parte importante do que se quer que seja uma festa.

Gaste-se uns euros com uma Banda (tantas por aí andam a animar arraias muito concorridos noutras paragens!) para que as nossas festas religiosas voltem a "entrar no mapa" dos populares que querem espetada, vinho, cerveja com laranjada e etc, mas também dar um "pé de dança" e divertir-se ao mesmo tempo que celebram a sua fé.

Falta de dinheiro não é. Será falta de vontade? Será porque o Pároco mora perto do centro? Porque será?
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