segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

A Camacha em 2009 - O centro

É sempre importante reflectir, tanto melhor quando o fazemos positivamente com espírito crítico, que é o que tento sempre fazer. Julgo, então, ser pertinente analisar o ano Camacheiro.

Ainda sem as grandes obras, já anunciadas mas ainda em fase de concurso, há que analisar as condições de base da nossa Vila, para poder singrar a vários níveis na Região e fora dela, algo que durante largos anos serviu de fundamento para a não existência de investimentos privados e remodelações de lojas, cafés e afins.

Ponto prévio, é importante para o desenvolvimento e promoção da Vila, a construção da Piscina, Auditório e Mercado, e a remodelação do Largo da Achada. Todos o defendemos e congratulo-me por ver estes projectos em marcha.

Olhando para o potencial de atracção da Camacha, verificamos que estamos servidos por ligações rápidas aos grandes centros, como Funchal e Caniço, pelo que a acentuada melhoria nas condições das estradas dentro da Freguesia trouxe maior fluidez e conforto no acesso e transito, um factor que facilita a afluência de visitantes.

Resolvido o Saneamento Básico nas zonas onde tecnicamente possível, restam as zonas altas do Rochão para que toda a Freguesia tenha água potável, algo com solução já prevista pelo IGA. Este é um factor de extrema importância para cada residente e para os privados, já que durante muitos anos não investiram com o argumento da falta de saneamento. Só que há já alguns anos que o Saneamento Básico está lançado no centro da Vila e...

Mantendo o foco no centro, noto que o mobiliário urbano precisa de renovação e rearranjo urbanístico, mas é de realçar o cuidado que existe com os jardins.

Continuo a defender que o Largo da Achada demonstrou e demonstra a sua versatilidade, porque ali se realizam as grandes festas e eventos que galvanizam e atraem Camacheiros e visitantes, mesmo no formato actual.

Achada encheu no Torneio de Futsal, nos diversos arraiais e eventos. O ART'Camacha foi um sucesso a vários níveis e produziu uma grande onda de promoção da Vila na Comunicação Social e deixou uma excelente imagem da capacidade cultural, desportiva e social da Vila.

Infelizmente essa dinâmica não se viu na restauração, sector que não foi capaz de modernizar a sua imagem ou simplesmente contribuir para refrescar uma Vila que não quer perder características tradicionais, mas que não pode ser "velha"...

Continua a referência dos "bilhares" como único investimento nesse sentido, o que não ajuda à dinamização do comércio. É um exemplo a seguir que merece acompanhamento dos demais.

Quero com isto dizer que muita gente visita a Camacha, mas vem especificamente para alguns eventos pontuais, porque não encontra comércio com capacidade de proporcionar conforto e diversão, afinal o que tanto queremos num fim-de-semana familiar, por exemplo.


Portanto, se uma das queixas recorrentes é a falta de remodelação do Largo da Achada, não deixa de ser contra-rumo avaliar o investimento privado e a dinâmica colectiva daí resultante. Não seja a crise nova desculpa para este acomodar, embora crie dificuldades acrescidas.

Urge que cada um faça a sua parte, para que o global aconteça e a dinâmica da Vila sofra o impulso há tanto desejado. Todos temos a nossa parte a fazer!
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